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terça-feira, 11 de maio de 2021

A NOITE ESCURA DO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA


O livro “Conchita´s Spiritual Journey” do Pe. Ignacio Navarro narra os estágios da vida espiritual da beata Concepción Cabrera de Armida, conhecida como “Conchita”, uma esposa e mãe de 09 filhos, mística e fundadora de várias famílias religiosas, que tinha revelações privadas de Jesus Cristo através de locuções interiores, ou seja, não eram estritamente visões de Jesus, mas ela “ouvia” Jesus falar interiormente a seu coração.  Mesmo tendo sido beatificada em 04 de maio de 2019, nenhum católico é obrigado a acreditar nessas revelações, porém a Igreja atesta que não há nenhum erro teológico nas mesmas.

O livro possui vários relatos dessas “conversas” que ela tinha com Jesus e podemos perceber como Jesus a vai preparando para todas as graças que Ele lhe concede para cumprir sua missão aqui na terra. De todas essas experiências extraordinárias narradas no livro, a que mais me chamou atenção foi quando Jesus lhe revela sobre o martírio do coração de Maria Santíssima.

O sofrimento de Maria foi permitido por Deus não para purificá-la, ao contrário do sofrimento de todos os outros seres humanos, mas para pedir perdão e expiar os pecados dos outros, foi para a purificação de seus filhos. O coração de Maria ganhou essas graças após a Ascenção de Jesus, quando sofreu o martírio de se sentir sozinha e desamparada.

Essa profunda solidão não era em relação aos seres humanos ou à falta da presença física de Jesus, pois como ela é uma criatura perfeita e tem uma enorme fé viva, ela era consolada pela presença real de Jesus na Eucaristia.

O que ela experimentou foi o que S. João da Cruz chama de “noite escura”, um profundo abandono espiritual, o divino abandono da Trindade, que se escondeu dela. Esse abismo infinito de amor foi sua grande provação.

Maria sofreu mais que todas as almas porque ela sofreu um reflexo do abandono de Jesus na cruz e isso não há nenhuma comparação na linguagem humana. O seu martírio foi de amor e o desamparo que a envolveu por tantos anos foi um ato de amor de Deus Pai que queria derramar os tesouros e o mar de suas graças nas almas através desse sofrimento de nossa Mãe do Céu.

Durante a vida de Jesus, apesar de Maria saber e refletir a dor interna dele nela, o amor filial de Jesus velava essa dor para que ela sofresse menos. Mas depois da Ascenção, esses martírios a feriram com toda sua intensidade e amargura, derramando de sua alma pura para o bem de seus filhos até o fim do mundo.

Quanto a humanidade deve a Maria Santíssima! E como essas amargas dores não são conhecidas, honradas ou apreciadas! Nesse ano em que celebraremos a solenidade da Ascenção de Jesus ao Céu no dia de Nossa Senhora de Fátima, vamos recordar esse martírio do Imaculado Coração de Maria e, com nossas orações e mortificações, consolar um pouco nossa querida Mãe e Rainha que tanto sofreu por nós.



segunda-feira, 4 de junho de 2018

PRATICAR AS VIRTUDES DE MARIA



No próximo sábado, celebramos a festa do Imaculado Coração de Maria e somos chamados a demonstrar mais concretamente o nosso amor à querida Mãe de Deus. A melhor forma de causar alegria a nossa Mãe Santíssima é nos esforçarmos para nos parecer com seu divino Filho. Vivendo unida a Jesus, Maria foi um exemplo da vivência das virtudes desejadas por Deus e o que ela mais deseja hoje é que cada um de nós, seus filhos, também nos esforcemos para praticar essas virtudes em nossa vida diária.

Apresentaremos aqui algumas de suas virtudes numa linguagem bem simples, para que possam ser explicadas para os filhos. Acrescentamos algumas perguntas para reflexão em família e sugestão de alguns propósitos.

1. PACIÊNCIA
Maria era uma pessoa que tinha muita confiança em Deus, sabia que ele sempre quis o melhor para ela, então por isso ela era também uma pessoa com muita paciência. O que significa ter paciência? Significa saber esperar e deixar Deus agir e não ficar angustiado ou nervoso quando as coisas que queremos demoram para acontecer ou não acontecem do jeito que nós queremos.

E nós, como nos comportamos quando temos algum problema? Ficamos reclamando, querendo que tudo se resolva naquele momento? Maria nos ensina a esperar, com muita paciência. Fazer a nossa parte, o melhor que podemos, rezar bastante, mas deixar tudo nas mãos de Deus, para que ele possa resolver.

PARA PENSAR:
1. O que podemos fazer para ter mais paciência?
2. Como podemos ajudar os outros a ter mais paciência?
3. Pense numa forma de praticar a paciência. Pode ser, por exemplo, contar até 10 antes de responder a uma ofensa; ou esperar algumas horas antes de comer um doce que está com vontade; ou ainda adiar por algum tempo no momento de abrir um presente.

2. CONFIANÇA

Durante toda a sua vida, Maria foi um exemplo de perfeita confiança em Deus. Mesmo que não fizesse nenhum sentido aos olhos humanos, ela sabia que fazia sentido aos olhos de Deus e isso era o suficiente para ela.

A gente só pode confiar em quem a gente conhece. Nós sabemos que nosso pai e nossa mãe nos amam, que eles querem sempre o melhor para nossa vida, por isso confiamos neles, deixamos que eles nos conduzam e nos ensinem as coisas da vida.

A mesma coisa acontece com Deus Pai. Só iremos conseguir confiar nele, se o conhecermos e se tivermos certeza de seu amor por nós. E como podemos fazer isso? Um jeito bom de começar a conhecer a Deus é LER A BÍBLIA. A Bíblia conta a história da nossa salvação, conta a história de como Deus amou tanto o ser humano que enviou seu próprio filho Jesus para nos salvar. Ao ler a Bíblia, vamos conhecendo cada vez mais esse Deus que é Pai, que é Bom e que só quer o melhor para nós.

É importante sempre que for ler a Bíblia, fazer uma oração pedindo que o Espírito Santo ilumine esta leitura, para que consiga conhecer e amar mais a Deus através do que for lendo. Assim, aos poucos iremos adquirir cada vez mais confiança em Deus, nos entregando aos seus cuidados amorosos, tendo a certeza de que “tudo concorre para o bem dos que amam a Deus.”

PARA PENSAR:
1. Alguma vez eu já li a Bíblia? Gostaria de ler mais vezes?
2. Para mim é difícil acreditar que Deus me ama e que cuida de mim como um filho muito especial?
3. O que posso fazer para aumentar minha confiança em Deus?

3. OBEDIÊNCIA

Maria foi uma filha muito obediente aos desejos de Deus Pai. Ela não só cumpria os mandamentos, ou seja, as ordens, mas também os mais simples desejos de Deus. Sempre que ela percebia que Deus gostaria que ela fizesse alguma coisa, ela não pensava duas vezes e obedecia esta vontade. Mesmo que precisasse fazer sacrifícios e que a coisa fosse difícil. Ela amava tanto a Deus que sempre queria agradá-lo, fazendo o que ele queria.

Nós também precisamos aprender com Maria a sermos obedientes, primeiramente a nossos pais, àqueles que cuidam da gente, porque Deus os escolheu para serem seu representante em nossas vidas, desta forma, quando obedecemos nossos pais estamos obedecendo diretamente à vontade de Deus Pai.

É importante quando formos cumprir uma ordem, que a gente faça sempre o melhor possível, nos esforçando para fazer tudo perfeitamente bem, com uma atitude de alegria e não de reclamação ou de mau humor.

Precisamos aprender a obedecer não só as ordens, mas tentar causar mais alegria a quem cuida tão bem da gente, nos oferecendo para ajudar e fazer coisas por eles sem que precisem pedir. Isso mostrará o quanto os amamos.

PARA PENSAR:
1. Eu procuro sempre obedecer aos pedidos de meus pais? De que forma posso causar mais alegrias a eles?
2. Por que é importante obedecer?