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domingo, 18 de maio de 2025

A MÃE RUIM

 


A figura materna normalmente remete a uma sensação de carinho, aconchego, cuidado e ternura. A mãe é aquela que, desde que o filho se encontra em seu ventre, protege, nutre, acolhe. Oferece todas as dores e sofrimentos oriundos da maternidade para o bem do filho, para que ele se sinta amado e feliz e assim possa cumprir a missão para qual ele foi criado.

A mãe vibra com cada pequena conquista do filho, cada nova habilidade que adquire. Os primeiros rabiscos são verdadeiras obras de arte, a primeira prova de matemática bem-feita já merece o prêmio Nobel, o “brilha, brilha estrelinha” tocado no piano já é um lindo concerto.

Conforme o filho cresce, a mãe vai entendendo que sua função muda, não é mais a principal fonte de informação e cuidado, mas sempre será o apoio que o filho precisa para se sentir acolhido e amado. Ela aprende a opinar quando é solicitada e a calar, muitas vezes quando desejaria gritar para ajudar o filho, mas sabe que o erro faz parte do amadurecimento e crescimento do filho.

Quando o filho constitui sua própria família, a mãe respeita o espaço e as decisões desse novo casal, acolhe a nora como própria filha e quando chegam os netos... aí ela pode reviver todos os momentos maravilhosos da infância sem a responsabilidade pela educação e pode mimar aquelas fofuras. E quando chega a hora de partir desse mundo, deixa uma lembrança doce e suave e uma inspiração para a nova geração de mães...

A mãe ruim

Mas... e se na vida real a sua mãe não for assim? Existem muitas mulheres que não sabem exercer essa maternidade abnegada e acabam prejudicando a vida dos filhos. Pode ser por falhas de caráter, por alguma condição mental, abuso de álcool ou drogas, ou puro egoísmo. O filho normalmente começa a perceber isso a partir da adolescência, mas é só na vida adulta que realmente pode conseguir enxergar que sua mãe não cumpre as funções de uma verdadeira mãe e que pode ser considerada uma mãe ruim.

O primeiro sentimento que aparece é o de culpa. O filho se sente culpado por não admirar a mãe como uma mãe deve ser admirada e amada. É um sentimento confuso: amo minha mãe, mas não gosto dela... A convivência é difícil, discussões e brigas, muitas vezes ofensas, fazem parte desse relacionamento. E o filho sabe que não deveria ser assim, por isso se sente culpado.

Então, o primeiro passo deve ser aceitar a sua própria realidade. Minha mãe é assim e não há nada que eu posso fazer para mudar o jeito dela. Não cabe a mim julgá-la, isso é papel somente de Deus que vai analisar as circunstâncias da vida dela, mas simplesmente aceitar a minha realidade: a minha mãe não é uma boa mãe.

Lidando com o trauma

O segundo passo é talvez o mais difícil: o perdão. Preciso aprender a perdoar a minha mãe pelos males que ela possa ter causado em minha vida. Perdoar não significa que preciso aceitar agressões e maus tratos, muitas vezes será necessário um afastamento, mas perdoar é aceitar que ela tem as dificuldades e os traumas dela e que por isso não conseguiu ser a mãe que eu precisava que fosse.

Perdoar é lembrar que, talvez se eu tivesse tido as mesmas circunstâncias da vida dela, tivesse sofrido os mesmos traumas e carências, pode ser que eu seria muito pior... Muitas vezes se não consigo perdoar a atitude, devo ao menos tentar perdoar a intenção: o que ela fez ou faz, na mente dela, é para o meu bem, é porque me ama do jeito dela.

Devemos rezar muito nessa intenção de conseguir perdoar uma mãe ruim e também rezar por ela, para que receba as graças necessárias para conseguir ter paz e quem sabe superar os próprios traumas e ser uma mãe melhor.

Eu tenho uma Mãe perfeita

Para ajudar a superar esses traumas e para ter um mínimo de convivência pacífica com uma mãe ruim, devemos lembrar que Jesus nos deu uma Mãe perfeita: sua própria Mãe, Maria Santíssima. A Mãe de Deus é verdadeiramente minha mãe e nunca vai me decepcionar, sempre vai cuidar de todas as minhas necessidades e posso pedir colo a ela sempre que precisar que ela vai me atender.

Nossa Senhora deve ser também o melhor exemplo de mãe para eu seguir e não repetir os erros da minha própria mãe. Isso é um cuidado que quem não teve uma boa mãe precisa ter, não fazer com os próprios filhos o que sofreu com sua mãe. Devo lembrar de pedir ajuda a Maria em todos os momentos para a educação dos meus filhos. Consagrar os filhos aos cuidados de Nossa Senhora desde pequenos também é de grande ajuda para a mãe.

O dever de cuidado na velhice

Conviver e aprender a lidar com uma mãe ruim é uma cruz que o filho deve carregar com resignação. Esse sofrimento, suportado por amor a Jesus, é uma grande fonte de santificação e de bons frutos para toda sociedade. E pode chegar o momento em que a cruz pode ficar mais pesada, quando o filho precisa cuidar mais intensamente dessa mãe na velhice.

O 4º mandamento da Lei de Deus nos manda honrar pai e mãe, ou seja, não importa a situação, por ser filho, tenho responsabilidade no cuidado e sustento dos meus pais. E o Senhor orienta: “Se seu espírito desfalecer, sê indulgente, não o desprezes porque te sentes forte, pois tua caridade para com teu pai não será esquecida, e, por teres suportado os defeitos de tua mãe, ser-te-á dada uma recompensa. (Eclo 3,15-16)

Deus é sempre fiel às suas promessas. Não sabemos o que ainda termos que enfrentar nessa vida, inclusive os problemas com nossos próprios filhos, então, devemos cuidar da melhor forma de uma mãe idosa, mesmo que ela tenha sido ruim durante sua vida, pois teremos uma recompensa. Essa recompensa, ao final, podem ser frutos de vida eterna, inclusive para a sua própria mãe.


Foto de Teslariu Mihai na Unsplash


segunda-feira, 3 de outubro de 2022

A DIFÍCIL TAREFA DE DEIXAR QUE OS FILHOS COMETAM ERROS

 


Nós, mães, somos programadas para proteger os filhos sempre. Desde o ventre, nossa missão é fazer com que aquelas criaturinhas cresçam e se desenvolvam saudáveis, alimentando, cuidando, educando e principalmente protegendo de todos os perigos. Em qualquer situação de dor, desde um joelho ralado até um coração partido, é para os braços da mãe que o filho corre. E nós fazemos de tudo para vermos nossos filhos felizes.

Porém, chega a hora que precisamos aprender a deixar que eles cometam erros. Como é difícil essa tarefa! Se dependesse de nós, certamente tomaríamos todas as decisões por eles e sofreríamos as consequências por eles. Mas é preciso permitir que eles cresçam e amadureçam; escolher errado e cometer erros faz parte desse processo.

Aqui em casa sempre tentei ensinar os filhos a fazerem escolhas. Desde pequenos, entendi que a melhor coisa que poderia fazer por eles é ensiná-los a escolher. A vida é repleta de escolhas. Escolhemos a todo momento: desde a roupa que vamos vestir, o que vamos comer até a profissão que seguiremos ou a pessoa que decidimos passar a vida juntos. Toda escolha tem uma consequência e enquanto eram crianças, era mais fácil mostrar a consequência e permitir que sofressem com ela.

Agora que estão se tornando adultos, as coisas são mais complicadas. As consequências são mais graves e podem ser irreversíveis. Como lidar com isso? Como não interferir nas escolhas dessas pessoas que amamos mais que tudo? O melhor exemplo que podemos seguir é de Deus Pai.

O Pai nos ama com amor infinito e nos criou para, um dia, estar com Ele na glória do Céu. Para sermos capazes de amar, Ele nos deu a liberdade. Ele nos deu Jesus Cristo como nosso exemplo a seguir, que mostrou o caminho que leva ao Céu e morreu na cruz para nos salvar. Ele nos deu a Igreja, nossa Mãe e Mestra, que nos orienta nesse caminho. Ele nos deu todos os sacramentos que fortalecem nossa fé e nos alimentam nessa caminhada. Ele nos deu Maria Santíssima, nossa Mãe e Educadora, para nos socorrer em todas as nossas necessidades. Ele nos deu nosso santo anjo da guarda, poderoso protetor, que nos acompanha desde que fomos concebidos e estará conosco até o nosso julgamento, no dia de nossa morte.

Ele nos sustenta e nos enche de graças todos os dias, mas, por causa de nossa liberdade, podemos escolher outro caminho. Podemos escolher rejeitar esse amor. E o que o Pai faz? Continua nos amando, cuidando de nós e esperando que possamos voltar ao caminho da verdadeira felicidade. Ele não impede que soframos as consequências de nossas escolhas, inclusive a pior de todas, a condenação ao inferno, caso morramos em estado de pecado mortal. Mas Ele está sempre pronto a nos receber de braços abertos, como o Pai do filho pródigo, cada vez que nos arrependemos e decidimos voltar a comunhão de amor com Ele.

Esta é a atitude que devemos ter com nossos filhos. Orientá-los da melhor forma possível, explicar sobre as consequências de suas escolhas, mas deixar que eles tomem suas próprias decisões. Mesmo que isso signifique escolher um caminho longe de Deus que possa levá-los ao inferno. E se realmente essa for a escolha deles, o que cabe a nós é rezar muito, dobrar nossos joelhos e implorar ao Pai de Misericórdia que toque o coração deles para que se arrependam e voltem ao caminho da vida, da felicidade. Podemos entregá-los nas mãos de Maria Santíssima e pedir a Ela que os eduque, que supra as nossas falhas na educação deles e que os proteja de todo Mal.

E quando eles decidirem voltar, nossa atitude deve ser recebê-los de braços abertos, com muita alegria, pois como disse Jesus "assim have­rá maior júbilo no céu por um só pecador que fizer penitência do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento" (Lc 15,7)



terça-feira, 3 de dezembro de 2019

ADVENTO: NÃO DEVEMOS PERDER TEMPO!


Iniciamos mais um ano litúrgico com as semanas que nos preparam para a vinda do Menino Jesus no Natal. Mais do que nos lembrar de um nascimento fora do comum de milênios passados, esse tempo do Advento deve nos ajudar a estarmos preparados para o nosso encontro pessoal com Cristo que ocorrerá no dia de nossa morte ou no dia de sua segunda vinda (o que acontecer primeiro!).

É um tempo de reflexão e de penitência, não tão forte quanto a Quaresma, mas também somos convidados a fazer um balanço de nossa vida de vinculação com Deus, pedir perdão pelas falhas, oferecer algum tipo de sacrifício em reparação e fazer o firme propósito de melhorar, pelo menos um pouquinho. Intensificar nossa luta contra o “homem velho” que existe dentro de nós, abraçando a salvação que Jesus já mereceu por cada um, fazendo a nossa parte, colocando a “mão na massa” e cumprindo fielmente nossos propósitos de ser uma pessoa melhor, que procura amar mais e servir melhor quem está ao nosso redor.

Para quem tem filhos (ou netos), esse é um tempo privilegiado para cultivar a fé no coração de cada um deles. Eles precisam saber e também experimentar na prática, que fazem parte de uma família maior, a Igreja, que são membros do Corpo Místico de Cristo. Participar da novena de Natal com amigos e vizinhos, montar o presépio em casa, fazer as orações da coroa do advento acendendo cada domingo uma vela, montar a Árvore de Jessé, fazer um ato concreto de caridade para uma família mais carente, enfim, são muitos meios que a Igreja proporciona para vivermos intensamente essa época.

Para os filhos maiores, é importante salientar a importância de preparar o coração para receber Jesus no Natal, através de uma boa confissão. Quem sabe participar de mais alguma missa durante a semana ou rezar mais vezes o terço como forma de preparar um presente espiritual para o aniversariante, com o estímulo de saber que no mundo todo, a família cristã inteira, está se preparando para esse grande momento.

O Papa Bento XVI, em sua mensagem Urbi et Orbi de 2006, fala dessa realidade do Corpo Místico de Cristo: “Em Belém nasceu o povo cristão, corpo místico de Cristo no qual cada membro está unido intimamente ao outro por uma total solidariedade. O nosso Salvador nasceu para todos. Devemos proclamá-lo não somente com palavras, mas também com toda a nossa vida, dando ao mundo o testemunho de comunidades unidas e abertas, nas quais reina a fraternidade e o perdão, a acolhida e o serviço recíproco, a verdade, a justiça e o amor.”

Nós precisamos saber e nossos filhos também precisam saber que, cada ato de amor, cada oração, cada sacrifício que eu faça, mesmo que ninguém veja, faz bem para toda a Igreja, para todo o Corpo de Cristo. Então não devemos perder tempo! Nossa meta é o Céu! E para chegarmos um dia lá, precisamos viver bem o nosso hoje, o nosso agora.

photo credit: Joe Shlabotnik <a href="http://www.flickr.com/photos/40646519@N00/46478200181">Fourth Sunday Of Advent</a> via <a href="http://photopin.com">photopin</a> <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.0/">(license)</a>

sábado, 3 de fevereiro de 2018

COMO TIRAR UM ADOLESCENTE DE UMA ENRASCADA



Há algum tempo li uma matéria com uma dica muito boa para ajudar seu filho adolescente em um momento de perigo. Infelizmente não lembro onde foi publicada, por isso não trago os créditos aqui.

A dica foi dada por um pai que trabalhava num centro de reabilitação para adolescentes com problemas com álcool e drogas. Ele percebeu que a grande maioria dos jovens que lá estavam havia se envolvido nesses comportamentos destrutivos por causa de uma ocasião mais propícia, junto com a pressão da turma.

Então, ele desenvolveu uma técnica para ajudar seus próprios filhos a saírem de uma situação onde haja algum tipo de perigo, ou onde eles se sintam desconfortáveis, sem que os outros amigos percebam. É o chamado “código X”. Ele combinou com seus filhos que se por acaso se encontrassem em alguma situação dessas, bastava mandar a letra “X” por mensagem ou para ele, ou para a mãe, ou para os irmãos mais velhos. Assim que a mensagem fosse recebida, os pais ligariam imediatamente para o telefone do jovem, perguntando onde ele estava, dizendo que iriam busca-lo.

Para os amigos, ele diria simplesmente que os “velhos” ligaram e ele iria embora. Mas aqui está o grande segredo para que esse “esquema” dê certo: ficava combinado entre pais e filhos que os pais não perguntariam absolutamente NADA sobre o que estaria acontecendo e que levou a acionar o “código X”. Dessa forma, o filho tem a confiança que pode contar com o apoio de seus pais para tirá-lo de uma situação de perigo, não importa o que seja, sem a pressão de precisar contar efetivamente o que estava acontecendo e correr o “risco” de ouvir algum sermão ou ser impedido de sair em outra oportunidade.

Claro que se o filho quiser se abrir, os pais ouvirão com o maior amor e cuidado, porém essa atitude tem que partir exclusivamente do filho. Nessa matéria, o autor conta que algumas vezes esse código foi acionado em sua casa e que pode tirar seus filhos de situações de risco, o que aumentou em toda família o clima de confiança e cumplicidade. Ainda não tenho experiência pessoal no assunto, mas meu filho mais velho já sabe do código X, caso venha a precisar algum dia.

Outra dica importante que aprendi para a segurança dos filhos, não importa a idade, é combinar com eles uma “senha”, caso algum desconhecido venha oferecer carona ou ajuda em nome dos pais. Seria a situação onde um adulto vá falar com a criança na escola, parque, clube, etc., dizendo que é amigo do pai ou da mãe e que os pais pediram para ele levar a criança pra casa. Meus filhos já sabem que se por acaso isso acontecer algum dia, eles precisam perguntar para o adulto em questão, qual é a “senha” que foi combinada para essa situação. Caso a pessoa não saiba, a criança deve sair de perto e pedir ajuda. Essa senha pode ser qualquer palavra, nome do cachorro, nome da avó, etc. Sempre que eles irão ficar sozinhos por algum tempo, lembramos da “senha”. Graças a Deus também nunca foi necessário usá-la, mas diz o ditado “seguro morreu de velho”.                              

photo credit: amira_a <a href="http://www.flickr.com/photos/46646401@N06/34941440550">#08</a> via <a href="http://photopin.com">photopin</a> <a href="https://creativecommons.org/licenses/by/2.0/">(license)</a>

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

EDUCANDO ADOLESCENTES: DESENVOLVER UMA SEPARAÇÃO RESPEITOSA DA MÃE E DO PAI



Cada etapa da educação dos filhos é um novo desafio e exige dos pais flexibilidade e sabedoria para continuar sempre proporcionando aos filhos oportunidades de desenvolver suas potencialidades para ser um ser humano feliz e capaz de servir a comunidade.

Hoje falaremos sobre maneiras de tratar da necessidade de independência do adolescente. Seu adolescente pode estar esperando para sair no mundo e testar a si mesmo. Em geral, isto deve ser encorajado e ativamente apoiado, enquanto seu filho fizer uso destas experiências para construir blocos para sua própria identidade. Mas apesar do empurrão do adolescente para a independência, seria um erro pensar que os adolescentes não precisam mais da mãe e do pai. De fato, eles precisam de nós mais do que nunca. De uma maneira diferente, talvez, mas tanto quanto antes.

Acreditamos que existem algumas atividades que deveriam ser sacrossantas em todo lar católico, especialmente um lar com um adolescente ou pré-adolescente. (Por sacrossanto queremos dizer que nenhum membro da família deveria ter a opção de não praticar estas atividades, apesar que convidados podem eventualmente ser bem vindos)
(a) refeição em família
(b) dia em família
(c) missa semanal e oração diária

A primeira é refeição em família. Todos os dias, precisamos ter pelo menos uma refeição juntos - preferencialmente o jantar - quando podemos nos conectar. Nós sabemos que isto está cada vez mais difícil neste mundo ocupado, mas se não podemos ficar juntos como família por quarenta e cinco minutos para o jantar, então provavelmente nossa família é muito ocupada. Atividades como trabalho, esportes e clubes são para adicionar vida à família, não competir com ela. Se permitirmos que atividades externas espremam nosso tempo com a família, estamos passando a mensagem a nossos filhos que a vida familiar deve ser colocada no fim das prioridades. Esta é uma lição que seu filho definitivamente carregará para seu próprio matrimônio. Lembre-se, para o católico, não há atividade mais importante do que aprender a amar, e isto é feito melhor em família, a qual a Igreja chama de "escola de amor".

A segunda coisa que recomendamos é possuir um dia por semana que é reservado especificamente para atividades da família. Como João Paulo II observou em seu documento sobre o Dia do Senhor (Dias Domini), estes dias são importantes porque eles dão à família tempo para brincarem juntos e se reconectarem antes de retornarem ao dia-a-dia da semana. Ocasionalmente, os pais poderão dar permissão para que os amigos de seus filhos participem deste dia, mas deve estar claro e entendido que seu filho não poderá passar o dia excluindo os membros da família para que ele possa ficar com seu amigo exclusivamente. Se seu filho reclamar, lembre-o de que existem outros seis dias na semana durante os quais ele pode estar com outros. Seu filho ou filha não tem que sempre amar estes dias em família, mas eles devem ser considerados - pelo menos - como uma obrigação importante e uma oportunidade para o adolescente desafiar seu próprio egoísmo e lembrar de onde ele veio.

A última, mas mais importante recomendação é que as famílias devam participar da missa dominical juntas e engajar algum tipo de tempo de oração diária além das orações nas refeições. Se atividades externas atrapalham a família a participar da missa dominical junta, estas atividades devem ser contornadas para que todos possam participar juntos ou devem ser excluídas. Devemos lembrar que a Eucaristia não é "fast food" que você pega a caminho de alguma outra coisa. É uma refeição familiar - para ser dividido com sua carne e osso, bem como com seus irmãos e irmãs espirituais. Se a Real Presença na Eucaristia não é declarada como o centro da vida espiritual da nossa família, então nossa família simplesmente está brincando de ser católica. Claro que amigos serão sempre bem vindos a acompanhar nossa família para a Igreja, mas amigos e outras atividades não devem afastá-los de participar da missa juntos. Da mesma forma, quando buscamos tempo para uma oração diária familiar e oração individual, ensinamos a nossos filhos que a fé não é algo que se aplica apenas aos domingos.

Ao assentar estas três como as três atividades essenciais que seu adolescente deve participar (algumas vezes quer ele queira ou não - mas frequentemente quando eles chegam lá eles gostam) ajudaremos nosso adolescente a se manter grudado no amor pela família. Isto também diminuirá as chances de ele se engajar em comportamentos que precise de mais punição de nossa parte. Muitas vezes o castigo é geralmente usado como estratégia pelos adolescentes para ter mais tempo com a família quando percebem que são ameaçados por forças externas ou a optar por atividades que eles não tem certeza que conseguem lidar. Afirmar a importância da vida familiar oferece uma maneira mais direta e respeitosa de suprir suas necessidades. E mais, isto nos dá o benefício de se manter em contato com a vida do nosso adolescente, algo que pode ser muito difícil de fazer em uma semana boa, menos ainda em uma semana que você não teve nem tempo de dizer "oi" um ao outro.

O quanto antes introduzirmos estes rituais na fábrica de sua vida familiar, é menos provável que o adolescente resistirá a eles. Mas se você está começando tardiamente, você ainda deve decretar estas intervenções. Você apenas precisará de mais coragem para vê-las se tornar realidade. Não desista. O esforço valerá a pena.

photo credit: <a href="http://www.flickr.com/photos/40215657@N03/19284874760">4th of July 2015</a> via <a href="http://photopin.com">photopin</a> <a href="https://creativecommons.org/licenses/by/2.0/">(license)</a>


quarta-feira, 15 de outubro de 2014

INVESTINDO EM MODÉSTIA, INVESTINDO EM SUA FILHA

O post de hoje foi escrito por Jennifer Fitz e publicado no blog CatholicMom.com no dia 06.10.14. Vocês podem acessar o original em inglês através do link http://catholicmom.com/2014/10/06/investing-in-modesty-investing-in-your-daughter/

Minha filha mais velha está no ensino fundamental e como a maioria das pré-adolescentes e adolescentes, moda, beleza e se adequar com suas amigas são importantes para ela. No que diz respeito a estilo, ela não é uma mini-mãe. Então deixe-me chocá-lo: eu absolutamente amo fazer compras com ela. 

Eu não estou sendo sarcástica. Outro dia tivemos uma hora livre no centro, só nós duas, e nós gastamos aquela hora explorando as lojas locais, experimentando roupas e até pegamos algumas coisas que absolutamente amamos. Foi o ponto alto da minha semana.

Isto parece um sonho impossível? Não deveria. 

Estabeleça Critérios
Uma das razões pelas quais nós não discutimos sobre roupas e que desde há muito tempo nós concordamos com nossos critérios. Modéstia tem sido um tópico sobre a mesa desde que minha filha era uma menininha. Educar dizendo "Qualquer coisa que você achar certo" é um abandono do dever. Nossas filhas tem pais precisamente porque elas precisam de pessoas que as ajudem a aprender a fazer boas escolhas - pessoas que as amem profundamente, e que tem experiência de vida que as meninas ainda não tem.
Pessoas podem discutir se a modéstia está na mente ou na maneira de vestir - porém é uma discussão tola. Não é ou isso ou aquilo; é isso e aquilo. Seres humanos são tanto corpo como alma, então a modéstia diz respeito tanto ao corpo como a alma.
Nossas filhas precisam saber as razões por trás de se vestir com modéstia e se comportar com modéstia, e algumas orientações práticas sobre o que funciona e o que não funciona. Se você não entender a importância de sua dignidade como mulher, as "regras" não tem significado. Porque você tem que se vestir todas as manhãs, você precisa tomar decisões concretas sobre o que você irá ou não vestir.
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Gastar o Dinheiro
Quando diz respeito a lidar com valores importantes, as ações falam mais alto que as palavras. Nós tomamos a decisão quando nossa filha mostrou seu primeiro interesse em sua aparência (muito, muito, cedo) que nós apoiaríamos nossa retórica com o dinheiro duro.
Não importa qual seja o seu orçamento. Se você está vivendo com coisas de segunda mão e poucas extravagâncias naquela loja econômica, funcionará. A mensagem não é "você gasta muito dinheiro para estar na moda". A mensagem é: "eu estou disposta a separar uma quantia razoável do meu orçamento, e meu tempo e esforço, para ajudar você a encontrar roupas que combinem com você."
Porque nossa filha é uma "fashionista", isto significa que para nós na maioria dos anos ela ganha um cartão no Natal que vale uma ida ao shopping e este é seu maior presente. É a época no ano em que ela pode escolher coisas divertidas para incrementar seu guarda-roupas. Parte do presente é o acordo é que gastaremos tempo nas araras das promoções depois do Natal para ajudá-la a esticar seu crédito o máximo que puder.
Entenda a Diferença entre Moda e Estilo
Você pode se vestir modestamente e ainda estar na moda? Não se a moda for excessivamente justa ou que revela muito o corpo. Mas você certamente pode se vestir com estilo.
Como você cultiva um senso de estilo pessoal duradouro? A primeira vez que minha filha se apaixonou por uma saia horrível e brega eu tive que tomar uma decisão: Quem seria a polícia do estilo? Eu decidi que enquanto não fosse completamente inapropriado, eu não iria questionar seus gostos.
Por mais que eu me encolha frente as suas escolhas, eu não me arrependo nem por um minuto desta política. Ela aprendeu que ela, não algum comitê de aprovação, quem era o árbitro da forma que seu "look" deveria ser. Como pré-adolescente ou adolescente, que traduz em confiança vestir o que ela ama, mesmo se não for o que as outras meninas simplesmente tem que ter este ano. Ao ter liberdade para experimentar looks diferentes sem ninguém dizer “Oh yuck!” para suas escolhas, ela desenvolveu um estilo que combina com sua personalidade e revela o melhor de quem ela é.

Cerque-se de Pessoas Positivas
Quando vejo uma menina ou mulher que sente a necessidade de colocar seu corpo a mostra para o público em geral, eu praticamente estou olhando para alguém com zero de autoconfiança. Se ela tivesse confiança em seu valor e dignidade, ela não sentiria a necessidade de se confirmar por virar as cabeças usando roupas curtas e provocantes. Quando jovens mulheres sentem a necessidade de servilmente seguir cada tendência, é a mesma insegurança que está agindo.

Nada mata mais a autoconfiança de uma menina do que ser bombardeada com críticas. (…)

O que isso tem a ver com modéstia? Se você quer que sua filha seja confiante em quem ela é e em seu valor, você deve ensiná-la a como escolher sabiamente seus amigos e como nutrir relacionamentos saudáveis.

Sim, isto é um outro investimento. Significa estar disposta a dirigir ao outro lado da cidade para passar tempo com um bom amigo em uma localidade inconveniente.Significar gastar tempo ouvindo sua filha falar sobre seus amigos - tanto os jovens como adultos em sua vida - e ajudá-la a descobrir como colocar limites e como saber a diferença entre peculiaridades comuns e comportamento não saudável. Significa ter o bom senso para estar ao seu lado quando ela precisar terminar um mau relacionamento e então ajudá-la a substituir o vácuo emocional com novos amigos e interesses. 
Sua Filha Precisa Saber que Ela é Bonita
Sua filha é bonita. Dizer isso a ela não vai deixá-la vaidosa. Vaidade é um pecado de insegurança, uma ênfase indevida exclusiva na aparência exterior. Sua filha precisa ouvir de você, sempre de novo, todas as maneiras que ela é bonita, o que não tem nada a ver de como ela se parece com uma super model. Ela precisa que provem a ela que da forma que você sorri para ela, da forma que você respeita seu tempo, talentos e gostos, e na forma que você gosta de fazer as coisas com ela, ouvindo a ela e vendo o que ela fará em seguida. Cultivar a arte de ser completamente cativada pela criatura maravilhosa que ela é, então ela saberá que ela é bonita.

Você não Pode Renunciar Aquilo que Nunca Possuiu
Nós, como pais cristãos, arriscamos colocar nossas filhas na trilha para o mundanismo com toda essa atenção para roupas e moda? Uma filha bem vestida hoje significa uma vida de dissipação amanhã? Certamente se você fizer da aparência exterior seu valor mais alto e negligenciar o desenvolvimento espiritual, intelectual, emocional e criativo de sua filha, isto será o caso.
E os grandes santos?
Haverá um tempo em que muitos de nós somos chamados a deixar de lado o que é razoável em um estado da vida, para perseguir um bem maior encontrado em outro estado. Mas não existe "deixar de lado" se não temos nada para deixar. Não podemos falar de "sacrifício" até termos algo bom que será difícil para nós desistir dele. A virtude dos santos não vem de indiferença em relação a sua aparência. A santidade de uma mulher  não é medida por quanto ela não gosta de fazer compras, ou quão mal ela se veste. Ao invés, a santidade é medida em sua vontade de seguir ao chamado de Deus onde ele levar, na moda e fora ela. 
crédito das fotos:https://www.facebook.com/media/set/?set=a.513255405463627.1073741828.513244408798060&type=3 e https://www.facebook.com/ModestiaJovem

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

EDUCAÇÃO PARA O AMOR - PARTE 2

Os pais devem ainda dar bons exemplos a seus filhos. Já diz o provérbio: “As palavras convencem, mas os exemplos arrastam!” De nada adianta longos e bonitos sermões sobre a honestidade, a honra, o trabalho, a solidariedade, o amor, a verdade, se os pais não colocam em prática estas virtudes no dia-a-dia. Os filhos estão sempre observando as atitudes dos pais e estão mais propensos a imitá-las se forem coerentes com o discurso deles.
Se a mãe pedir para o filho dizer ao telefone que não está, para não atender uma pessoa indesejada, ensina a mentir. Se na hora que recebeu um troco a mais, o pai não devolve a diferença, ensina o filho a ser desonesto. Se a mãe fala ao celular enquanto dirige, ensina o filho a desobedecer às leis. Se o pai fala mal de outras pessoas em casa, ensina o filho a desrespeitar e ser intolerante com os demais.
“Dar bom exemplo aos filhos é uma grave responsabilidade para os pais. Sabendo reconhecer diante deles seus próprios defeitos, ser-lhes-á mais fácil guiá-los e corrigi-los.”[1]
 É necessário também possuir a consciência clara de que ninguém é perfeito. Por mais que se esforcem para prover uma boa educação para os filhos, eventualmente os pais cometerão erros. Neste momento, a melhor lição que poderão dar a seus filhos é o pedido de perdão.
Pedir desculpas ao filho jamais diminuirá a autoridade dos pais; muito pelo contrário, assim eles irão reconhecer a grandeza dos pais através da humildade em ter pedido perdão. E essa atitude humilde certamente conquistará o coração dos filhos.
“Um bom começo para os pais, na prática do amor pelos filhos é terem as consciências de que são imperfeitos. Deverá haver uma boa disposição em recomeçar sempre. Somos imperfeitos e, quando reconhecemos a nossa imperfeição junto aos filhos, abrimos as portas do diálogo, do acolhimento e do perdão. Faça a experiência de pedir perdão para o seu filho quando você errar. Será uma grande surpresa notar que seu filho também lhe pedirá perdão e o acolherá. Que linda experiência de amor! Isso o ajudará também a ser pequeno e humilde. A sua pequenez certamente será semeada no coração de seu filho e no tempo certo ele colherá os frutos dessa virtude.”[2]
"Quando errar perante os filhos, os pais devem ter a coragem de pedir-lhes perdão, sem medo de que esta atitude coerente possa diminuir-lhes a autoridade. Nós pais temos que ser coerentes diante dos filhos, não se apresentando perante eles como 'super-homens' que não erram. Os pais também erram, e muito; portanto só lhes resta a alternativa coerente de saber pedir perdão aos filhos, quando falharem com eles. Além do mais, esta atitude corajosa dos pais será para os filhos uma grande lição de humildade. Longe de roubar a autoridade dos pais, essa atitude os fará mais admirados e amados pelos filhos, em vista da sua honestidade diante deles. (...)
Quando um homem, erra, qualquer que seja a situação, só lhe resta uma alternativa ética: pedir perdão e reparar os danos causados pelo seu erro. Outra atitude seria orgulho e fingimento. Errar é humano ,também para os pais.
Não se pode adiar o pedido de perdão. É um ato de coragem e de coerência, que deve ser realizado no menor prazo possível, a fim de que o ressentimento da discórdia não tenha tempo de formar raízes em nós e nos filhos." [3]
O respeito e a admiração que os filhos possuem em relação aos seus pais é que fará com que eles sigam seus conselhos. É necessário sempre conquistar novamente o coração do filho. Durante a primeira infância, os pais são verdadeiros “super-heróis” para seus filhos, sendo seus primeiros ídolos. Todavia, quando amadurecem mais um pouco as crianças percebem que seus pais são imperfeitos e então inicia o trabalho dos pais para reconquistar este respeito e a admiração tão necessários na educação.
“Em outras palavras, procurem conquistar o respeito dos seus filhos, e não simplesmente seu afeto. As lágrimas secam e as pequenas mágoas desaparecem com o tempo; o que deve permanecer é o respeito à firme e carinhosa autoridade dos pais. Sem este respeito, os filhos terão problemas mais tarde, ao encontrarem qualquer outra autoridade: a lei de Deus, os professores e empregadores, a lei civil e até os ditames da sua própria consciência.” [4]
“O pai há de conquistar o filho ‘por aquilo que ele é’, e não por aquilo que tem e que lhe dá; isto é, o pai conquistará o filho pelo respeito que lhe dedica, pelo tempo que gasta ao seu lado, pelo consolo que lhe oferece nas horas de dificuldade, pelos passeios que faz com eles, pela ajuda dedicada naquele problema da escola, por sua honestidade pessoal e profissional, pelo bom nome que cultivou, pela dedicação à família, pelo amor e fidelidade à esposa e aos filhos, etc... O mesmo vale para a mãe.”[5]
A educação para o amor abrange ainda a disciplina, a correção dos filhos quando fazem escolhas erradas. A disciplina é muito mais que um simples castigo, significa mostrar aos filhos que todos os atos têm consequências e que eles serão responsáveis pelas escolhas que fizerem. Deve ajudar a criança a amadurecer, a formar seu caráter, para que ela no futuro consiga fazer escolhas que lhe trarão felicidade.
“Disciplina é algo que você faz por seu filho e não a seu filho”[6]
Os filhos necessitam saber desde cedo quais são seus limites, até onde podem e devem chegar. Devem saber as regras de convivência da casa, respeitar os demais, respeitar a propriedade e as coisas que possui.
A aplicação da disciplina pelos filhos exige coerência e firmeza. A consequência ou o castigo tem que ser proporcional ao ato praticado, sob pena de causar um grande sentimento de injustiça no filho, que não educa, mas causa ressentimento. A firmeza e constância na aplicação da disciplina são necessárias para que ela seja eficaz. Sempre que o filho cometer o mesmo erro, deve saber que terá a mesma consequência. Se um dia os pais punem e no outro não punem, também não conseguirão educar.
Cumpre ressaltar, todavia, que às vezes perdoar a atitude errada do filho pode ser muito mais educativo do que a punição. Com o perdão dos pais, o filho pode experimentar o perdão por parte de Deus, gerando uma atitude de gratidão. É o bom senso dos pais, com a ajuda indispensável da graça de Deus, que irá mostrar se é o caso de punir ou de perdoar.
Um bom indicador sobre a propriedade do perdão, ao invés da punição, é o grau de arrependimento do filho com relação a seu erro. Se os pais verificam que o filho realmente se arrependeu e viu o que fez de errado, eles podem deixar de aplicar a disciplina, mas deixando bem claro ao filho que estão perdoando, que sabem que existe o erro, que sabem que o castigo é merecido, porém, como pais, podem perdoar.
Paciência e o amor são fundamentais na aplicação da disciplina. Os filhos precisam saber que sofrer as consequências de suas escolhas é um ato de amor dos pais, que estão buscando o bem do filho, para que ele aprenda a ser uma pessoa mais equilibrada e feliz.
“Na hora, qualquer correção parece não ser motivo de alegria, mas de tristeza; porém, mais tarde, ela produz um fruto de paz e de justiça naqueles que foram corrigidos.”[7]
Educar os filhos é uma arte, um árduo ofício, porém os pais precisam ter a confiança de que o bom Deus, que lhes confiou o cuidado e a educação de seus filhos, certamente os auxiliará nesta sublime missão.
"Filho é um ser que nos emprestaram para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem. Isto mesmo! Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é se expor a todo tipo de dor, principalmente da incerteza de estar agindo corretamente e do medo de perder algo tão amado. Perder? Como?  Não é nosso, recordam-se? Foi apenas um empréstimo". [8]

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[1] CIC 2223
[2] Lauro e Rosana Vitachi, Consagrados na Comunidade Católica Pantokrator, in  http://pantokrator.org.br/pt/educar-para-o-amor/
[3] Felipe Aquino
http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=7332 
[4] “Filhos: quando educá-los?”, STENSON, James B. Pg. 41-42, 2ª edição, Editora Quadrante, São Paulo, 1994
[5] Felipe Aquino                                                                  
http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=7332
[6] “Como desenvolver o temperamento de seus filhos”, LA HAYE, Beverly, pg. 131, 9ª edição, Editora Mundo Cristão, São Paulo, 1999
[7] Hb 12,11
[8] Autor desconhecido