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quinta-feira, 4 de agosto de 2016

DIFERENTES E COMPLEMENTARES

Em nossa cultura, o entendimento correto da maternidade e da paternidade está mudando dramaticamente para pior. A forte influência do feminismo fez com que os homens, principalmente no papel de pais, fossem retratados como pessoas com boas intenções, mas que nunca fazem as coisas certas, com por exemplo no seriado dos Simpsons. Eles são retratados como incompetentes e que as mulheres estariam muito melhores sem eles.

E ao mesmo tempo, a vitalidade da maternidade foi diminuída. O foco da mulher mudou radicalmente do “servir” para o “ser servida”. A mídia retrata a mulher como uma espécie de diva que não tem nenhuma obrigação com os outros, apenas consigo mesma e que deve a qualquer custo buscar a sua felicidade.

Essa visão equivocada precisa ser contraposta dentro das nossas famílias. Precisamos mostrar aos nossos filhos e também à sociedade qual é o papel desejado por Deus para o homem e para a mulher e que ambos são diferentes, mas devem se complementar. Existe uma unidade entre os dois e os filhos precisam tanto da maternidade como da paternidade para desenvolverem sadiamente sua personalidade. As mães precisam da autoridade dos pais para apoiá-las; os pais precisam da intuição da mãe para equilibrar sua autoridade.

As crianças precisam ver que o pai enxerga uma situação de maneira diferente da mãe, mas os dois trabalham juntos para resolver qualquer questão dentro da família. Para constatarem isso na prática, é importante que os meninos façam atividades com suas mães e as meninas com seus pais. Mostrar em uma conversa como o homem reage diferente de uma mulher pode ser muito útil também, lembrando que tanto o ponto de vista masculino como o feminino são válidos. É importante não menosprezar as características do outro sexo.

Como educadores, os pais guiam seus filhos para aprender a usar tanto o intelecto como a intuição. A mente do homem que pensa, planeja e constrói, necessita do coração da mulher que percebe, responde e acolhe. É claro que isso não é uma regra absoluta, pois existem homens muito intuitivos e mulheres que planejam muito bem. É a mistura dos dois e a forma que complementam um ao outro que mais importa. Quando trabalhamos nossa complementariedade nossos filhos colhem benefícios imensuráveis.

Precisamos também demonstrar na frente de nossos filhos como nos amamos. Eles estão imersos numa cultura altamente sexualizada, então precisam ter exemplos sadios dentro de casa de como demonstrar carinho e afeto de uma maneira casta e pura. É vitalmente importante que nossos filhos nos vejam abraçando, de mãos dadas, dando um ao outro beijinhos inocentes, sentando lado a lado e curtindo realmente a presença um do outro. Isso mostra a eles que homem e mulher podem estar em um relacionamento amoroso sem necessidade de carícias sexuais, que é o que geralmente veem por aí.  

Além disso, ver os pais sendo carinhosos um com o outro faz com que se sintam amados e seguros. Quando as crianças sentem que seus pais realmente se preocupam um com o outro, eles se tornam mais seguros de si e são mais capazes de formar amizades sólidas e relacionamentos amorosos saudáveis no decorrer de suas vidas.

Para reflexão:
1. Como vocês, como família, podem promover respeito pela paternidade e maternidade?
2. Como casal, vocês se complementam um ao outro?
3. Vocês demonstram uma afeição casta na frente de seus filhos e com os seus filhos? Como podem melhorar isso?
4. Como vocês podem aumentar o espírito do trabalho em equipe em seu casamento?

photo credit: <a href="http://www.flickr.com/photos/72933117@N07/15418211523">Promise</a> via <a href="http://photopin.com">photopin</a> <a href="https://creativecommons.org/licenses/by/2.0/">(license)</a>

quarta-feira, 25 de maio de 2016

QUEM ESTÁ NO COMANDO?


O casamento é o espelho do amor de Cristo pela sua Igreja, conforme S. Paulo descreve em Efésios, 5: “Maridos, amem suas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela...Esse mistério é grande: eu me refiro a Cristo e à Igreja. Portanto, cada um de vocês ame a sua mulher como a si mesmo, e a mulher respeite o seu marido.” (Ef 5,25; 32-33).

Em algumas traduções da Bíblia, essa passagem diz que a mulher tem que ser submissa ou obedecer a seu marido e frequentemente é mal interpretada. São Paulo não está falando de escravizar a mulher; ele está falando da própria essência do sacramento do matrimônio: o amor de Cristo. A Igreja sempre ensinou que homens e mulheres são iguais em dignidade, mas possuem diferentes papéis, responsabilidades, aptidões e inclinações. Deus não criou “acidentalmente” dois gêneros; Ele fez isso em virtude de seu plano divino.

Quando S. Paulo recomenda que as esposas sejam submissas a seus maridos, ele está comparando o amor de Cristo pela Igreja com o amor do marido por sua esposa e vice versa. Tudo o que Jesus fez, ele fez para o benefício da Igreja, incluindo sua morte na cruz. Tudo o que um bom marido faz, ele faz para o benefício de sua esposa. Um marido verdadeiramente piedoso faz tudo o que está em seu poder para prover, proteger e respeitar sua esposa. Ele procura a orientação do Espírito Santo em tudo o que ele faz como cabeça da família.

Uma esposa se submete a seu marido, não ao rastejar em seus pés, mas ao apoiá-lo em seu trabalho e responsabilidades. S. Paulo diz que as esposas devem se submeter a seus maridos como se submetem ao Senhor. Essas últimas palavras “como se submetem ao Senhor” são a chave para entender esse conceito. Como nos submetemos ao Senhor? Nós amamos, honramos e respeitamos ao Senhor porque sabemos que tudo que ele faz, ele faz porque nos ama. Uma esposa ama, honra e respeita seu marido porque ela sabe que tudo o que ele faz, ele faz porque a ama.

Isso requer não uma ditadura, onde um só manda, mas uma corte real onde o amor mútuo, respeito, obediência, honra e confiança reinam supremas.

Nunca devemos falar mal de nosso cônjuge a outras pessoas. Alguns podem falar que é apenas “ventilar os problemas”, mas na verdade é uma humilhação para o outro (mesmo que nunca venha a saber disso) e pode corromper nosso matrimônio, pois com o tempo podemos acreditar no que estamos falando e criar ressentimento. Como podemos falar mal da pessoa que nós prometemos estimar sobre todas as outras? Esposas, submetam-se ao direito de seu marido de ter seu respeito e confiança. Maridos, defendam a sensibilidade e reputação de sua esposa ao máximo. Isso é o que significa o casamento ser um reflexo do amor de Cristo por sua Igreja.

O matrimônio é o caminho para o Céu com um companheiro. Trabalhamos pela santificação um do outro; trabalhamos pela nossa auto santificação pelo bem do outro. Através de nosso ser e agir, esperamos levar o outro mais perto de Deus. Através dessa santificação mútua, nós damos ao Pai a honra e glória que Ele merece.

Não é fácil ser um casal verdadeiramente santo. Podemos nos desapontar com nosso cônjuge ou com nós mesmos; nossa fragilidade humana e os efeitos do pecado original faz com que isso seja quase inevitável. Teremos cruzes para carregar e sofrimentos para suportar. O que faz a diferença é como abordamos cada dificuldade: podemos deixar que nos fortaleça ou nos separe.

A Igreja nos garante que o Sacramento do Matrimônio dos dá as graças necessárias para vivermos a totalidade de nossa vocação matrimonial. O Sacramento não nos faltará mesmo nas épocas mais difíceis se nós pedirmos essas graças e buscar na Igreja o auxílio e a orientação que necessitarmos.
O matrimônio é uma instituição nobre, vital e sagrada e não devemos deixar ninguém tentar nos convencer do contrário. Tudo o que pudermos fazer para testemunhar esse fato, seja algo grande ou pequeno, vale o esforço.
“O matrimônio é um sacramento que torna uma só carne dois corpos. A teologia nos explica esse fato de uma maneira impressionante quando nos ensina que a matéria do sacramento são os corpos do marido e da esposa. Nosso Senhor santifica e abençoa o amor mútuo do marido e da mulher. Ele pressupõe, não apenas uma união de almas, mas também a união dos corpos. Nenhum cristão, seja ele ou não chamado ao estado matrimonial, tem o direito de subestimar o valor do matrimônio” (S. Josemaria Escrivá, fundador da Opus Dei)
Para refletir:

1.  O que a expressão “igual dignidade mas diferentes papéis” significa, em termos práticos, na sua família?
2.  Vocês defendem e protegem a reputação um do outro? De que maneira?
3.  O que as passagens de Efésios 5, 25 e Colossenses 3,18-19 significam para você?

Photo credit: <a href="http://www.flickr.com/photos/16754010@N06/25747521185">Steve and Alana</a> via <a href="http://photopin.com">photopin</a> <a href="https://creativecommons.org/licenses/by/2.0/">(license)</a>


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

APRENDENDO COM ADÃO E EVA - PARTE 2

No post da semana passada, baseado no livro The Top Ten Most Outrageous Couples of the Bible, de David Clarke, vimos toda a dinâmica que levou Adão e Eva a pecar. Hoje veremos como podemos evitar esse mesmo erro em nosso relacionamento.

Uma ideia revolucionária para o casamento
Uma coisa que 99% dos casais não possuem, mas que pode proteger você de um pecado conjugal grave e dar a você um nível profundo de intimidade, é um casamento caracterizado por uma honestidade total sobre seu ponto fraco.

Vocês devem revelar um ao outro os comportamentos pecaminosos que o demônio provavelmente poderá tenta-los a fazer. É hora de falar sobre seus pecados, mesmo que ainda estejam em estado potencial ou se já estiverem no modo de total destruição. Não deve haver mais segredos, nem negação, nem mentiras.

Na maioria das vezes, seu pecado é obvio e seu cônjuge sabe exatamente qual ele é. Em outros casos, seu pecado é segredo e seu cônjuge não tem a menor ideia do que você está fazendo. Seja qual for o caso, sente com seu cônjuge e revele tudo o que você sabe sobre seu comportamento prejudicial. 

Quando começou, por que você acha que começou, a dor do passado que pode ser a força poderosa de seu pecado, o que você fez até agora nessa área do pecado. Forneça todos os detalhes.

Identifique os gatilhos que podem colocar você no caminho rumo ao pecado. Fale como o demônio tenta você para pecar. Discuta as racionalizações que você usa para se desculpar e justificar seu pecado. Fale porque você continua pecando nessa área. Quais são as recompensas? Quais são as necessidades que você está tentando satisfazer?

Fale sobre a culpa e a vergonha. Admita que você está errado. Descreva os danos que seu pecado fez em você, em seu relacionamento com Deus e em seu casamento. Permita que seu cônjuge expresse todos os sentimentos que tem em relação a seu pecado. Responda todas as perguntas que ele fizer. A cura e o começo da confiança virá através de muitas conversas desse tipo com seu cônjuge.

Peça ajuda a seu cônjuge para lidar com seu padrão de comportamento pecaminoso. Comprometa-se a dizer para seu cônjuge quando estiver seriamente tentado a pecar em sua área de fraqueza. Comprometa-se a dizer a seu cônjuge sempre que estiver começando a racionalizar no processo de cometer seu pecado.

Combine com seu cônjuge que na hora da tentação ou racionalização, você irá chama-lo antes de você agir em seu desejo de pecar. Em resposta, seu cônjuge concorda em falar a verdade de maneira amorosa. Ele irá apoiar você e te dar mais força para resistir à tentação. Combine que irão rezar juntos pedindo a Deus ajuda quando forem tentados. Serão vocês dois e Deus contra o demônio.

Não estou sugerindo que você revele a seu cônjuge cada tentação ou pensamento pecaminoso que você tiver, pois isso levaria vocês dois à loucura. Mas quando você realmente estiver lutando com a tentação, ou os pensamentos recorrentes persistirem, e você estiver em perigo real de agir de acordo com tais pensamentos, esse é o momento de dizer a seu cônjuge o que está acontecendo.

Tenha em mente que não será apenas um de vocês sendo totalmente honesto com o outro. Serão os dois, porque cada um de vocês tem um área de pecado grave em potencial. É por isso que um apoiará o outro, rezarão um pelo outro e se responsabilizarão mutuamente.

Confesse regularmente. O Sacramento da Reconciliação nos dá as graças necessárias para vencermos a luta contra o pecado e contra as tentações. A Igreja pede que nos confessemos ao menos uma vez ao ano, mas para conseguirmos progredir nessa luta contra as tentações, precisamos nos confessar mais frequentemente, por exemplo, todo mês. Para confessarmos não é necessário termos cometido um pecado grave. Podemos e devemos confessar nossas imperfeições, nossas pequenas faltas contra nós mesmos, contra Deus e contra o próximo, sendo que nosso próximo mais próximo é o nosso cônjuge.

“Com efeito, a confissão regular dos nossos pecados veniais ajuda-nos a formar a nossa consciência, a lutar contra as más inclinações, a deixarmo-nos curar por Cristo, a progredir na vida do Espírito. Recebendo com maior frequência, neste sacramento, o dom da misericórdia do Pai, somos levados a ser misericordiosos como Ele” (CIC 1458)

É claro que isso não é uma coisa fácil de fazer. Mas é a melhor maneira de lidar com seu pecado. Quando seu pecado foi revelado e vocês estão trabalhando como uma equipe para afastá-lo, vocês ganharão uma intimidade incrível. Se vocês conseguem conversar sobre suas tentações e pecados, vocês conseguem conversar sobre tudo. Sua abertura para falar de seus padrões pecaminosos irá se espalhar para as outras áreas de sua vida e sua comunicação alcançará níveis que você jamais sonhou ser possível.

Exemplos práticos
Tomemos como exemplo um marido que é viciado em trabalho e uma esposa que se concentra demasiadamente nos filhos. Essas são as áreas onde ambos podem potencialmente pecar.

Se o marido não aprender a reduzir os hábitos de trabalho com a ajuda da esposa, o casamento pode ser arruinado. Se a esposa não aprender a colocar o marido acima dos filhos, danos terríveis podem ocorrer no matrimônio. Com o passar do tempo, esses hábitos podem causar tanto dano ao casamento como o alcoolismo, adultério, abuso verbal ou outros pecados mais “dramáticos”.

Marido e mulher devem continuamente trabalhar como equipe para evitar pecar naquelas áreas. Ao trabalhar juntos com honestidade, cada um pode obter um grande controle sobre esses comportamentos e esse trabalho em equipe pode produzir uma maravilhosa intimidade. Tanto o vício no trabalho como uma ênfase exagerada nos filhos continuarão como lutas, mas como um time de “uma só carne”, a cada dia é possível superá-los.

Caso o pecado já tenha devastado seu relacionamento, formar um time com seu cônjuge com abertura e honestidade pode levar a uma completa cura e restauração. Juntos vocês podem ficar longe de outros pecados prejudiciais naquela área.

Aprenda com a total falta de trabalho em equipe de Adão e Eva. Tenha coragem de se tornarem companheiros de luta contra o pecado. Você nunca se arrependerá se fizer isso.

Exercícios práticos:
1. Nomeie as áreas em seu casamento onde vocês formam um bom time. Quais foram os benefícios desse trabalho em equipe?

2. Nomeie algumas áreas em seu casamento em que vocês não formam um bom time. Quais foram os resultados negativos de não jogarem no mesmo time nessas áreas?

3. Conte a seu cônjuge as áreas em que você está propenso a pecar. Se sua área de fraqueza ainda não causou danos a seu relacionamento, descreva para seu cônjuge quais danos poderia causar. Peça para seu cônjuge descrever os danos que seu pecado em potencial pode causar.

4. Se o seu pecado já causou sérios danos – a você, a seu cônjuge, a sua família e a Deus – descreva o dano que você causou. Peça para seu cônjuge descrever o dano que seu pecado causou.

5. Concordem em trabalhar como um time contra seus pecados. Concordem em dizer um ao outro imediatamente quando estiver seriamente tentado pelo demônio em sua área de fraqueza. Peça o apoio de seu cônjuge em lutar contra o seu potencial para pecar.

6. Faça uma pequena oração agora mesmo pedindo para Deus vir junto de vocês como casal e lhes dar poder para derrotar seus pecados.
7. Procure fazer uma boa confissão.

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sábado, 30 de janeiro de 2016

APRENDENDO COM ADÃO E EVA - PARTE 1

O post de hoje foi inspirado pelo livro The Top Ten Most Outrageous Couples of the Bible, de David Clarke.

Normalmente, quando pensamos em Adão e Eva, a primeira coisa que nos vem à cabeça é o pecado original e tudo o que de mal decorreu dessa escolha dos nossos primeiros pais. Mas será que podemos aprender alguma coisa do relacionamento conjugal deles? Vamos ver.

Antes do pecado, Adão e Eva expressam espontaneamente seus pensamentos, emoções, necessidades e reações. Eles não escondem nada e não tem segredos. Não existem obstáculos ou problemas para superarem na comunicação.

Homem e mulher estavam totalmente sincronizados um com o outro. Estavam completamente satisfeitos em todos os aspectos de seu relacionamento. Cada vez que eles conversavam, eles alcançavam uma profunda conexão e intimidade emocional. Cada vez que faziam amor, eles desfrutavam de uma paixão física magnífica. Cada vez que conversavam com Deus como casal, experimentavam um poderoso vínculo espiritual. Suas mentes, corpos e almas estavam sintonizados.

Como evitar sérios pecados conjugais

Duas consequências graves do pecado original foram: a separação de Deus e um do outro. Eles perderam sua unidade. Antes do pecado, suas diferenças eram irrelevantes para eles; eram iguais perante Deus e não sentiam competitividade. Depois do pecado, a única coisa que conseguiam ver eram as diferenças e com vergonha, cobriram sua nudez.

Eles perderam também sua conexão com Deus, a comunhão abençoada e a amizade que eles desfrutaram com seu Criador amoroso. Esse pecado trouxe como consequência para toda a humanidade: afastamento de Deus, sofrimento, doença, morte e todos os problemas do mundo.

Os casais hoje em dia sofrem das mesmas consequências devastadoras - perda da unidade, diferenças amplificadas e vergonha – como resultado de sérios pecados conjugais. Quando somos casados, quaisquer pecados que cometamos são pecados conjugais, pois afetam também ao outro. Todo os pecados conjugais são graves e tem profundas consequências, porém alguns se destacam em seu grau de dano ao matrimônio.

Cada cônjuge tem uma área de pecado sério em potencial, uma área de fraqueza que pode trazer danos terríveis ao matrimônio. Cada um conhece onde está sua fraqueza. Talvez possa ser pornografia. Falta de interesse no sexo com seu cônjuge. Prestar atenção em outros homens ou mulheres que não são seu cônjuge. Não passar tempo alegre com seu esposo. Preocupações egoístas com suas atividades. Trabalho. Comida. Gastos. Álcool. Drogas. Abusos verbais. Abusos físicos. Fechar-se em si mesmo e não se comunicar. Jogo. Controle. Ser um capacho e deixar que o cônjuge pise em você. Apatia espiritual e indiferença. Ser muito duro com seus filhos. Não ser duro suficiente com seus filhos. Ser muito focado em seus filhos. E por aí vai.

Outra pessoa que conhece muito bem sua fraqueza é o demônio. E da mesma forma que ele fez com Adão e Eva, Satanás vai fazer tudo em seu poder para seduzir você para você pecar. E na medida em que seu casamento sofre com seu pecado, o demônio estará dando gargalhadas.

Analisar o processo de como Adão e Eva pecaram pode nos ajudar a evitar os sérios pecados conjugais, pois descobrimos como interromper o processo se estivermos a caminho de cometer um pecado.

Primeiro passo: a tentação
O modo que Satanás tentou Eva contém os elementos essenciais de toda tentação: questionar a palavra de Deus, negar a palavra de Deus, acreditar na mentira que o pecado nos dará algo muito melhor do que Deus dará se obedecermos seus ensinamentos e ser tentado na área de nossa fraqueza.

Segundo passo: a racionalização
Com a ajuda do demônio, Eva racionaliza o seu pecado. Ela diz a si mesma: não haverá consequências negativas; meu comportamento atenderá às minhas mais profundas necessidades; e eu experimentarei um prazer intenso. Todas essas racionalizações são mentiras, mas Satanás é o mestre em convencer do contrário. Ele sempre foi um mentiroso e pode aparecer para nós na forma de um “anjo de luz”. (2Cor 11,14)

Terceiro passo: escolher pecar
Porque Eva escolheu acreditar nas mentiras do demônio na tentação e na racionalização, ela já estava condenada quando chegou a hora de decidir se deveria pecar. Sua cabeça já estava feita e seu desejo natural pela fruta a empurrou até o precipício.

Quarto passo: as consequências
Depois que Adão e Eva pecaram, as declarações do demônio foram expostas como mentiras e as consequências chegaram com uma força tremenda. As piores consequências foram a separação de Deus (Gn 3,8) e um do outro (Gn 3,7).

O mais incrível é que os dois estavam juntos o tempo todo. Adão estava bem ao lado de Eva enquanto ela era tentada, racionalizava o seu pecado, qualificando sua desobediência como uma coisa boa e quando ela comeu a fruta. E depois ele comeu também.

Mas o que aconteceu com o trabalho em equipe? O grande problema é que Adão e Eva não conversaram um com o outro enquanto marchavam cada vez mais próximo do pecado. O trabalho em equipe, especialmente contra o demônio, só é efetivo quando um casal se comunica.

Sem uma comunicação honesta, seu pecado passa rápido do estágio de pecado em potencial para o estágio de impacto devastador. Só é uma questão de tempo.

Com uma comunicação aberta e honesta, Adão e Eva poderiam ter lutado contra o demônio e vencido. Poderiam ter evitado esse pecado desastroso e se tornado ainda mais próximos um do outro e de Deus. Se Eva tivesse pedido pela ajuda de Adão e ele tivesse falado a verdade para ela, o demônio teria saído humilhado da história.


No próximo post veremos o que podemos fazer para evitar os pecados conjugais em nosso relacionamento. Fiquem atentos!

crédito da foto: photopin.com