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sábado, 22 de agosto de 2020

JÚLIA, ELIGIMOS LA VIDA!

 

"Elige la vida, entonces, para que tú y tus descendientes puedan vivir" (Dt 30,19)

En el cuarto mes de embarazo de mi cuarta hija, Julia, descubrí que algo andaba mal con el bebé y, según la opinión del genetista, probablemente era un síndrome poco común (enanismo tanatofórico) y el bebé debería morir poco después del parto, también había riesgos para mí. Este médico recomendó hacerse un examen de líquido amniótico y, una vez confirmado el diagnóstico, podría pedir autorización judicial para el aborto, porque, según él, "no valía la pena sufrir con un embarazo en el que el bebé moriría ..." y debería pensar en el bienestar de mis otros tres hijos sanos.

Después de rezar y reflexionar mucho, decidí, junto con mi esposo, no hacerme el examen, porque existía el riesgo de un aborto. Nuestra hija tenía una misión que cumplir y, por doloroso que fuera, no tendríamos derecho a interrumpir su vida, solo para “evitar más sufrimiento”. El sufrimiento es imposible de evitar, todo el mundo sufre. Nosotros, como padres, tenemos la misión de enseñar a nuestros hijos a sufrir y no tratar de evitar que sufran.

El embarazo continuó con muchos problemas y Julia nació el 8 de noviembre de 2007, luego de un parto muy complicado. Fue remitida a la UCI donde se confirmó el enanismo tanatofórico. Ese mismo día, su madrina puede ingresar a la UCI por unos minutos e hizo su bautismo de emergencia. Los médicos le dieron solamente unos días de vida, sin embargo, la pequeña Julia superó todas las expectativas.



Fueron meses de mucho dolor, sufrió mucho, le hizo exámenes diarios, solo se alimentó por sonda y estuvo intubada por mucho tiempo para poder respirar. Además, tenía una fiebre inexplicable, ya que las pruebas siempre eran negativas para la infección y, a pesar de la fiebre, su estado general siempre era bueno, lo que intrigaba mucho a todos los que estaban directamente involucrados con su cuidado.

Un día, uno de los médicos me llamó a su oficina para decirme que no había ninguna razón científicamente explicable por la que ella estuviera viva después de más de tres meses, ya que no había casos registrados de bebés con este síndrome que hubieran sobrevivido tanto tiempo. La única razón por la que pudo explicar el hecho de que ella no murió fue el amor que sentimos y mostramos por ella y que ella sentía por nuestra familia. Esto, según él, lo marcó profundamente como médico y le hizo darse cuenta de que vale la pena luchar por la vida, sin importar cuán malo sea el pronóstico.

El 3 de febrero de 2008, con permiso especial de los médicos, pudimos completar el bautismo de Julia, con la presencia del sacerdote, nosotros los padres y sus padrinos allí mismo en la UCI. Unos días después de la ceremonia, todos pudieron presenciar una gran gracia: ¡Julia comenzó a respirar sola! Usó solo un pequeño soporte de oxígeno y por primera vez los médicos hablaron sobre la posibilidad de que regresara a casa. Fueron 15 días maravillosos. Pudimos recogerla y cuando se quedó sin medicamentos, interactuó más con nosotros e incluso sonrió...

Después de este tiempo ella empeoró y se quedó otros quince días con el tubo. Una vez más se quitó el tubo y logró quedarse el resto del tiempo con un soporte de oxígeno, a veces en la capucha, a veces con un catéter nasal.



Pasaron 5 meses y 11 días antes de que mi esposo y yo fuéramos llamados al hospital para recibir la triste noticia de que ella se había ido a la casa del Padre Celestial. Según el equipo que la acompañó ese día, todo sucedió muy rápido, su pequeño corazón simplemente se detuvo y el médico no pudo reanimarla. Ella se fue en paz.

A pesar de todo el sufrimiento, nuestro corazón se regocija de felicidad en los pocos momentos que pudimos estar con ella, agradeciendo a DIOS por habernos dado el privilegio de ser sus padres. Con Julia, nuestra misión como padres está completa. Tenemos una hija en el Cielo, con nuestros otros tres hijos, todavía tenemos mucho por hacer para que ellos también, algún día, puedan estar con su hermanita en el Cielo.

Nuestra familia ha madurado y se ha acercado mucho con la llegada de Julia. El dolor que sentíamos a diario, la sensación de impotencia ante su sufrimiento era inmensa, pero no podemos imaginar nuestra vida sin ella.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

OS SANTOS INOCENTES E O ABORTO



No dia 28 de dezembro comemoramos os Santos Inocentes, os meninos que foram mortos por Herodes na tentativa dele matar Jesus. Eles são os primeiros mártires, porque mesmo sem saberem, morreram por causa de Jesus.

O Pe. Léo comentou uma vez que esse exército dos Santos Inocentes aumenta a cada dia no Céu, pois as crianças que são abortadas também são mártires, que mesmo sem saber, morrem por causa do pecado original, pelo egoísmo, covardia e até ignorância de seus próprios pais. E se morrem em consequência do pecado do mundo, morrem no lugar de Jesus. E o mais incrível é que esse filho que foi abortado, um Santo Inocente, do Céu, intercede por seus pais, para que encontrem o caminho da misericórdia de Deus.

Muita coisa tem sido falada aqui no Brasil sobre o aborto, pois infelizmente estão tentando legalizar essa prática por aqui. Os que defendem o aborto afirmam que a intenção seria “proteger” as mulheres que já fazem o aborto ilegalmente, para que possa ter mais “segurança” em abortar. Porém, ninguém fala sobre os enormes traumas que essas mulheres sofrem ao abortar e que o melhor para elas seria dar condições para que pudessem levar sua gestação adiante e ter os seus bebês.

Caso o aborto seja legalizado, muitas mulheres serão coagidas a abortar, seja pelo pai de seu filho, pela família e até pelo médico, que lucrará com isso. O fato é que por ser ilegal, a mulher pensa duas vezes antes de se submeter a um procedimento de risco e tem a lei a seu favor para convencer quem poderia lhe pressionar a fazer o aborto.

Quando estava grávida da Júlia, minha quarta filha que tinha um problema genético e que provavelmente morreria no parto (a história inteira você pode ler aqui), sofri uma pressão enorme por parte do médico geneticista para que a abortasse. Mesmo sendo ilegal, ele “daria um jeito”. Ele chegou até a falar que eu poderia morrer se levasse a gravidez adiante e deixaria meus outros três filhos órfãos. Se eu tivesse a mínima dúvida sobre abortar ou não, ele teria me convencido. E eu teria sido privada do imenso privilégio que foi ser mãe da Júlia e ter o coração em paz, pois a amamos acima de tudo e fizemos tudo o que pudemos enquanto ela esteve aqui conosco. Essa paz que é roubada de toda mãe que aborta e que causa imensos danos psicológicos para toda a vida.

Durante a minha vida conheci três mulheres que pensaram em abortar quando descobriram a gravidez. Por graça divina, consegui convencer as três a terem seus bebês. Eu ainda tenho contato com duas delas, que me agradecem por tê-las apoiado num momento delicado de suas vidas e hoje podem ver seus filhos crescerem saudáveis. Hoje não conseguem imaginar suas vidas sem seus filhos.

Mas o que podemos fazer então frente a uma situação tão grave que é a possibilidade da legalização do aborto? Primeiro, rezar, fazer jejuns e sacrifícios para que os políticos sejam convencidos que a vida deve prevalecer sempre. Podemos também nos informar mais profundamente sobre os argumentos dos que defendem o aborto, para podermos rebater a cada um. Vários sites católicos já possuem esse material disponível.

E por fim, uma prática que conheci há algum tempo é a adoção espiritual de bebês que estão em risco de serem abortados. É muito simples fazer essa adoção: 1º) escolha um nome para o bebê que você está adotando espiritualmente; 2º) anote o dia em que está começando a adoção; 3º) anote a data provável do parto, que será 9 meses após o dia em que você começou a adoção; 4º) reze todo os dias a seguinte oração: “Jesus, Maria e José, eu os amo muito e imploro que poupem a vida de (nome do bebê), o bebê ainda não nascido que eu adotei espiritualmente e que está em perigo de ser abortado.”
Quem desejar mais informações sobre essa adoção espiritual, pode acessar aqui. Termino esse post com uma oração aos Santos Inocentes:


Ó Santos Inocentes, intercedei a Deus em favor de tantos bebês que continuamente são ameaçados pelo aborto. Abri o coração dessas mães e desses pais para que aceitem o grande presente que receberam, que é cuidar de uma alma imortal. Intercedei a Deus para que nos livre da aprovação de uma lei permitindo o aborto em nosso país. Intercedei também por todos os profissionais da saúde que praticam aborto, para que sua consciência mostre o mal que estão fazendo. Ó Santos Inocentes, intercedei por nós para que tenhamos sempre a força para lutar contra o aborto, sabendo que é uma guerra espiritual contra o demônio, revestindo-nos com a armadura de Deus. Amém.

sábado, 27 de agosto de 2016

GRAVIDEZ DEPOIS DA PERDA: REDESCOBRINDO A ESPERANÇA E A CONFIANÇA ATRAVÉS DA INTERCESSÃO DE S. GERALDO MAJELLA



O testemunho de hoje é de Charisse Tierney, que gentilmente autorizou sua tradução e publicação neste blog. Ele foi originalmente publicado no site CatholicMom.com. Quem quiser checar a versão original, pode clicar aqui

Pode ser assustador tentar conceber depois de perder um bebê num aborto espontâneo. Depois da alegria de um teste de gravidez positivo, cada dia é passado pensando se pode ser o último dia do bebê. Cada manhã é saudada com gratidão pelo dom de apenas mais um dia. A data do parto é um número apagado no horizonte – a linha de chegada da qual a existência é difícil de reconhecer. E cada pequeno chute é uma fonte de alegria, a saudade pela perda do outro bebê está sempre presente, muitas vezes extremamente fresca em uma ferida que ainda está lutando para ser curada.

Enquanto eu embarcava nessa jornada nesses últimos meses, eu me voltei para vários santos para orações e conforto, mas especificamente para São Geraldo, o santo padroeiro das grávidas. Tendo crescido em uma família italiana pobre nos anos de 1700, Geraldo Majella sempre teve muito respeito pelos pobres e sofredores. Ele trabalhou em alguns empregos humildes depois que seu pai faleceu, mas sempre pareceu atraído pela vida religiosa. Ele dividia os seus ganhos com sua mãe e os pobres, e passava muito tempo com orações e jejum. Sua entrada no mosteiro dos Capuchinhos em Muro foi negada duas vezes em virtude de sua saúde fraca, mas ele persistiu e se junto à Congregação do Mais Santo Redentor com a idade de 23 anos. Três anos depois ele se tornou um irmão consagrado.

S. Geraldo sempre disse que ele estava lá para “fazer a vontade de Deus”, e sua piedade, sabedoria e dom de ler as consciências permitiu que ele servisse bem os pobres e os grupos de mulheres religiosas. Ir. Geraldo também tinha certas faculdades místicas, incluindo a levitação, bilocação e a habilidade de ler as almas. Milagres relacionados a S. Geraldo durante a sua vida inclui a restauração da vida de um menino depois que ele caiu de um alto penhasco; a benção a plantação de um pobre agricultor, a livrando dos ratos; a bênção ao suprimento de trigo de uma pobre família fazendo com que durasse até a próxima colheita e a multiplicação de pães para os pobres em várias ocasiões.

Mas é o milagre associado a um lenço derrubado que levou o Ir. Geraldo a se tornar o patrono das grávidas. Um dia, Ir. Geraldo sem perceber derrubou seu lenço e quando uma jovem menina correu atrás dele para devolver, ele disse: “Fique com ele. Você pode precisar algum dia.” Anos depois, quando essa menina se tornou uma mulher casada e estava passando por momentos muitos difíceis e sombrios no trabalho de parto de seu primeiro filho, ela se lembrou do lenço. Ela sabia que o homem que o havia derrubado era um santo homem, e depois de não encontrar alívio para sua dor ao rezar para muitos outros santos, ela pediu que lhe trouxessem o lenço que havia sido do Ir. Geraldo. Quando colocou o lenço sobre seu corpo, a dor diminuiu e ela deu à luz a uma criança saudável – um resultado muito inesperado, especialmente naquela época.

Mesmo nos dias de hoje, as mães continuam a atribuir bebês saudáveis, partos seguros e concepções aparentemente milagrosas à intercessão de São Geraldo. As mães que experimentaram a infertilidade, abortos espontâneos e perda de filhos se voltam a ele, confiando que suas poderosas orações irão abençoa-las com o milagre que seus braços anseiam por segurar.

Eu encontro grande conforto ao rezar a novena de São Geraldo diariamente (veja a oração abaixo) e me sinto protegida ao usar uma relíquia do santo. Qualquer pessoa pode obter uma relíquia de São Geraldo ao contatar os Filhos do Mais Santo Redentor (Redentoristas Transalpinos) um grupo de monges que vivem na Ilha do Monasteiro de Golgota, na costa da Escócia. Esses monges tem uma devoção especial a São Geraldo e a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Além de enviar uma pequena relíquia para qualquer pessoa que pedir, esses homens santos também rezarão por qualquer intenção especial que lhes for solicitada.

Eu tenho usado minha relíquia de S. Geraldo desde que a recebi no início de minha gestação, e meu marido e eu estamos muito felizes que o bebê e eu estamos saudáveis e prosperando! Mais importante, eu estou crescendo na confiança e na entrega – reconhecendo que o propósito da minha vida, nas palavras de S. Geraldo, é “fazer a vontade de Deus”. Enquanto fazer a vontade de Deus algumas vezes envolve uma dor terrena e sofrimento, eu sei que é São Geraldo que me ajuda a encontrar a alegria que está por baixo.

Deus abençoe todas vocês mães que tiveram o coração partido pela infertilidade, a profunda dor de um aborto espontâneo e a tragédia da perda de um filho! Que a intercessão de São Geraldo possa abençoa-las para que continuem a ter esperança e uma paz que não acaba, mesmo durante suas lutas.
Novena de São Geraldo para Grávidas
Oh grande São Geraldo, amado servo de Jesus Cristo, tu és o perfeito imitador de nosso dócil e humilde Salvador, e um filho devoto da Mãe de Deus. Inflame em meu coração uma faísca daquele fogo celeste da caridade que brilhou em ti e me torne um farol do amor.

Glorioso São Geraldo, como seu divino Mestre tu suportastes sem murmúrio ou reclamação as calúnias de homens maldosos quando o acusaram falsamente de crime, e fostes elevado por Deus como o patrono e protetor das grávidas. Preserve-me dos perigos e proteja a criança que agora eu trago em meu seio. Reze para que meu bebê seja trazido ao mundo de uma forma segura e receba o sacramento do batismo.

3 Pai-nossos, 3 Ave-Marias e 3 Glórias

photo credit: <a href="http://www.flickr.com/photos/115600395@N06/26526186251">Nataliya</a> via <a href="http://photopin.com">photopin</a> <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.0/">(license)</a>

terça-feira, 19 de abril de 2016

CARTA DE UM BEBÊ QUE FOI PARA O CÉU

Hoje faz 8 anos que nossa caçulinha, a Júlia, foi para o Céu. Ela foi uma bênção para nossa família nos pouco mais de 5 meses que passou conosco. Hoje é nossa santa particular e intercede por nós junto a Jesus. Quem quiser saber a história completa dela, veja aqui. Compartilho com vocês uma cartinha que escrevi poucos dias depois que ela faleceu, em agradecimento a todos da UTI Neonatal da Maternidade de Campinas que me ajudaram a cuidar dela nesse período.  

Querida família da UTI Neonatal,

Inspirei minha mãe a escrever esta cartinha pra vocês, para agradecer. Gostaria de agradecer a todos, e a cada um de vocês, por tudo que fizeram por mim nestes pouco mais de cinco meses em que passamos juntos. Pelo cuidado ao tocarem em mim, pelas “balinhas” na hora dos exames - para eu não sofrer tanto, pelos carinhos em minhas dobrinhas quando estavam passando o leite, pelos muitos banhos para me refrescar e abaixar aquela febre que parecia não ir embora nunca, pelo sono perdido para tentar entender o que estava acontecendo comigo...

Obrigada pelo berço que me deixou mais confortável Por me arrumarem e me perfumarem, pelas “cabanas” para a luz não me incomodar, pela sopinha e pelo suco, enfim por me fazerem sentir em casa. Vocês foram uma verdadeira família pra mim, afinal passei muito mais tempo com vocês do que com meus pais e irmãos.

Sei que logo que nasci, muitos acreditaram que eu não iria viver muito, e por isso não queriam se apegar. Mas aos poucos fui conquistando a todos com meu olhar vivo e penetrante. Que não desistia de lutar pela vida, por um pouco mais de oxigênio, por um pouco mais de tempo.

Agora estou muito bem. Plenamente feliz, juntinho do Papai do Céu e no colo de nossa Mãezinha, sabendo que cumpri minha missão aí na terra. Não sinto mais dor, falta de ar, nem cansaço. Estou com outros amiguinhos por aqui, que também passaram um tempinho aí com vocês e vieram pra cá pouco antes de mim, e agradecem comigo: o Caio (irmão do Pedro), a Mariana, o Mateus, a Lara (irmã da Luana) e a outra Júlia. Sei que existem outros, mas ainda não os conheci, afinal cheguei só há alguns dias...

Minha missão foi, e continua sendo, mostrar a todos de que a VIDA VALE A PENA. A vida é o maior presente que recebemos do Papai do Céu e devemos cuidar dela com muito carinho, não nos apegando muito aos bens materiais e nem perdendo a nossa saúde com preocupações inúteis. O que realmente importa em nossa vida é o AMOR. O quanto fomos amados e o quanto amamos. Para amarmos e sermos amados, não precisamos de um corpo perfeito e nem de saúde (disso eu tenho certeza), apenas da vontade de amar e disponibilidade para o sacrifício. O sacrifício e a dor purificam e aumentam o amor, e o porquê disso, vocês só irão entender plenamente quando estiverem aqui comigo.

Eu não cheguei a ver a luz do sol, não comi chocolate, não brinquei no mar, enfim, não desfrutei de nenhum dos prazeres deste mundo. Mas vivi plenamente a minha vida, pois fui muito amada e amei demais. Amei tanto que, quando percebi que minha estadia aí no hospital estava ficando complicada, pois já não era mais recém-nascida e precisava dar minha vaga para algum outro bebê mais necessitado e que minha mãe não aguentava mais, que estava muito cansada em ter que me visitar aí todos os dias, pedi a Mãezinha do Céu que viesse me buscar, pois havia chegado a hora.

Sei que a separação é difícil e dói bastante, mas estarei sempre com vocês, ajudando no que vocês precisarem. Como Jesus mesmo disse, o Reino dos Céus é das crianças, então daqui posso fazer muito. Quando as coisas estiverem difíceis por aí, lembrem-se de mim e podem pedir que eu ajudo. Amem muito e amem a todos que eu garanto que a recompensa será imensa: um lugar aqui no Paraíso.

Bom, me despeço agradecendo mais uma vez por tudo e na esperança de poder revê-los um dia...

Com carinho,
 JUJU




sexta-feira, 18 de março de 2016

DEUS NOS OUVE: UM MILAGRE DA ADOÇÃO ESPIRITUAL

O post de hoje é a tradução de um lindo testemunho da Amy Brooks. Se quiser, pode ler o original aqui: http://prayerwinechocolate.com/god-hears-us-a-spiritual-adoption-miracle-free-printable/

Meus nervos estavam à flor da pele quando eu estacionei perto da clínica do Planned Parenthood (PP). Quando desci do carro junto com meu filho de três anos, fiz questão de pegar alguns terços. Haviam me dito para ter os terços em mãos, para que o pessoal do PP não pensasse que eu estava lá para uma consulta... o que teria sido, no mínimo, meio estranho. 

Eu senti como se estivesse entrando num campo de batalha espiritual. 

Deus ama quando falamos com Ele. As orações são importantes e fazem a diferença. 

Deixa eu começar do início. Essa é uma história verdadeira de oração atendida. E quando eu falo de oração, significa tanto o tipo formal como o tipo informal. Ambos os tipos foram respondidos para mim esse ano de uma maneira incrível! Eu sinto que preciso contar para o mundo inteiro (ou qualquer um que quiser ouvir)! 

Ano passado comecei a fazer algumas orações pelas mulheres que estavam considerando abortar. Quando me deitava para dormir a noite, eu pedia a Deus que desse a essas mulheres esperança e pessoas que pudesse apoiá-las. Eu pedia a Deus para ajuda-las a não terem medo e desejarem a vida para seus filhos não nascidos. 

Então um dia eu estava subindo as escadas com um monte de roupa para lavar e um pensamento me ocorreu. “Eu não amo essas mulheres o quanto Deus as ama... como minhas orações podem ajuda-las?” 

Pouco tempo depois, eu achei a Oração de Adoção Espiritual. Eu a imprimi. Meu marido e eu concordamos em adotar uma menina e dar o nome a ela que há muitos anos gostaríamos de ter dado a uma filha. Não é um nome popular e nós hesitamos em compartilhá-lo. Esse post será a primeira vez que permitimos que nosso nome favorito para uma menina se torne público. 

Nós demos a ela o nome de Jaina Therese. 

O primeiro dia que rezamos por Jaina foi dia 7 de maio de 2015. 

Nesse meio tempo, falamos para todo mundo que estávamos esperando adotar um recém-nascido. Nós não temos o dinheiro dessa vez para adotar através de uma agencia, mas se alguém conhece alguém que possa nos conectar com uma jovem mulher que gostaria de fazer um plano de adoção, poderíamos fazer uma adoção particular. Temos um excelente advogado de adoção. Nós diremos a todos que conhecemos e pediremos que eles falem com todos que conhecem. 

Mas, não tivemos sorte. 

Não conseguimos fazer os contatos. Minha mente e coração voltaram para as mulheres que se encontram grávidas e decidem terminar com a gravidez. Eu comecei a pensar se eu ficasse em frente a uma clínica de aborto com um cartaz dizendo: Gravidez não planejada? Nós queremos adotar, se poderia inspirar alguma mulher a considerar a adoção e escolher a vida. Até aquele ponto da minha vida, eu nunca havia ficado fora de uma clínica de aborto ou da Planned Parenthood para rezar ou protestar. Eu sempre foi a favor da vida em meu coração, mas nunca nem havia visto uma clínica de aborto. 

Comecei a fazer alguma pesquisa. Eu queria saber se algum grupo Pró-Vida ficava em frente da Planned Parenthood que fica a 10 minutos da minha casa. Eu certamente não iria sozinha. Eu descobri que havia um grupo pequeno que rezava às sextas-feiras. Eu fui numa loja e comprei uma cartolina. Peguei uma canetinha e escrevi: Gravidez não planejada? Nós queremos adotar. O cartaz ficou feio. 

Mas mesmo assim planejei ir. E em uma manhã de agosto, eu decidi que aquele era o dia. Meu filho dormi até mais tarde (o que nunca acontecia). Eu peguei um pouco de cereal e o vesti. E lá fomos nós. Eu quis ter certeza que não desencontraria das pessoas que rezavam o terço. Meu medo era que quando elas acabassem, elas fossem embora e eu não teria a chance de ficar lá com meu cartaz. 

Minha esperança era mais de salvar uma vida do que achar um bebê aquele dia. Meus instintos e meu coração me diziam que as mulheres que vão a consultas para abortar realmente não queriam estar lá. 

Eu fiz questão de levar terços, porque me disseram que o pessoal de lá poderia pensar que eu estava lá para uma consulta e começar a me levar para dentro do prédio. Isso seria muito estranho! 

Eu estava tão nervosa quando cheguei lá. Eu peguei meus terços, tirei meu filho de seu cadeirão e meu cartaz do porta-malas. Eu senti que estava entrando em um campo de batalha espiritual. 

Um megafone e um pirulito 

Logo depois que eu cheguei, uma mulher começou a falar num megafone. Ela estava dizendo: “temos alguém aqui que irá adotar seu filho”. Ela disse outras coisas também, mas eu estava pegando meu filho pelo braço e bruscamente indo embora. Eu me sentia tão desconfortável e pensava, “Um megafone? Mesmo? Quem irá responder a um megaphone? Deve haver uma maneira melhor.” 

Mary era a mulher no megafone. Uma vez que ela terminou de implorar para a menina não entrar na clínica, eu voltei para falar com ela. Eu a questionei sobre a tática do megafone. Outra mulher que estava quieta o tempo todo com um par de terços entrou na conversa. 

“Às vezes essas meninas estão rezando por um sinal no caminho até aqui. Nós podemos ser o sinal que elas pediram.” 

Conforme conversávamos, uma coisa inesperada aconteceu. 

A jovem à qual Mary estava implorando com o megafone saiu da clínica com sua mãe. Elas caminharam em nossa direção. E continuaram a vir em nossa direção. Então, nós quatro nos abraçamos (Mary, “Anne”, sua mãe e eu). Começamos a chorar. Foi um momento incrível. 

Depois daquele abraço inicial, a mãe de “Anne” disse: “ela precisa de um lugar para ficar.” Mary imediatamente pegou seu celular e começou a fazer ligações. Eu me apresentei. Perguntei a “Anne” de onde ela era. Ela me disse e eu respondi: “É realmente muito longe, por que você veio até aqui?” 

Ela respondeu: “a clínica perto da minha casa só faz abortos até 13 semanas e 6 dias, e eu estou com 13 semanas e 8 dias” – ou algo parecido. Eu sei que ela disse 13 semanas e então que os dias eram mais do que 7 – então eu lembro ter descoberto que ela estava em sua 14ª semana de gestação

Continuei conversando com a “Anne” e o tempo todo meu filho ficava dizendo: “Mãe, mãe, mãe”. Em um momento, eu o peguei no colo e continuei conversando com a “Anne” e sua mãe. Meu filho, ainda falando Mãe repetidamente, moveu meu rosto com suas mãos para que eu olhasse para ele. Ele disse: “Eu quero ir para uma A Baby´s Breath.” Eu respondi: “Por que você quer ir para A Baby´s Breath – porque eles tem pirulitos?” Ele disse: “SIM!!” 

Então olhei para a “Anne.” Ela abriu sua bolsa e pegou dois pirulitos. Um para meu filho e outro para ela. Foi um momento incrível e eu estava sorrindo de orelha a orelha e agradecendo a ela. 

Dois dias depois estou varrendo o chão da minha cozinha. Eu penso, “Anne” estava com cerca de 14 semanas de gestação, eu imagino há quantas semanas atrás nós começamos a rezar a Oração de Adoção Espiritual. Então eu contei. 

Exatamente 14 semanas e um dia antes de eu conhecer “Anne” era 7 de maio – o dia que começamos a rezar a Oração de Adoção Espiritual. Minha boca ficou aberta, eu fiquei arrepiada e provavelmente disse “uau” mais de uma vez. 

Seria esse o bebê que nós adotamos espiritualmente? A “Anne” estaria grávida de uma menina? Será que ela colocaria o nome de Jaina? 

Meu marido, filho e eu continuamos a rezar a Oração de Adoção Espiritual todas as noites depois da oração de ação de graças antes das refeições. 

Avance cinco meses 

No fim de janeiro comecei a pensar como “Anne” estaria e se Mary ainda estava em contato com ela. Eu liguei para Mary e perguntei. Mary disse que “Anne” estava ótima. Ela também me disse: “É uma menina, você sabia que é uma menina?” 

Nossa. Veja isso. Nós estávamos rezando por uma menina – mas ou é menino ou menina, então poderia ser coincidência, certo? 

Eu lembrei a Mary sobre a Oração de Adoção Espiritual e como nós estávamos rezando por uma menina e que nós havíamos dado um nome a ela. 

Aquela noite no jantar eu contei ao Matt que havia conversado com a Mary. Ela disse que “Anne” está bem e que está grávida de uma menina. Então disse ao Matt: “Fico pensando se ela dará o nome de Jaina.” 

O texto que fez Mary fazer uma dupla checagem 

Cerca de uma semana depois, Mary checou como “Anne” estava através de uma mensagem de texto. Depois de alguns dias, “Anne” respondeu. No texto, “Anne” agradecia a Mary por estar no lugar certo na hora certa. 

Ela também disse: “Mal posso esperar para a minha filha J-A-N-A nascer.” 

Mary checou o texto novamente. De quem era mesmo? Realmente dizia aquele nome??? 

Ela me ligou para contar. 

Eu não posso explicar como me senti. Eu pensei: “bem sim, esse é o seu nome” e “UAU.UAU.UAU.” simultaneamente. 

Jana nasceu saudável dia 15 de fevereiro de 2016. Mary e eu estamos esperando poder conhece-la e segurá-la e contar para “Anne” essa história. 

Eu estou tão grata e humilde que o Senhor permitiu que tivesse essa experiência. Eu tenho certeza que Ele me deu essa experiência sabendo que eu contaria para todos que quisessem ouvi-la e eu irei advogar e apelar para que você espiritualmente adote uma bebê não nascido. Essa oração funciona. Essa oração salva vidas. Essa oração dá esperança a uma mãe. Você se juntará a mim e rezará por um bebê não nascido? A incrivelmente talentosa Meg Florkwoski criou esse versão para impressão. Eu te encorajo a imprimi-la, dar um nome para o bebê e coloca-la em sua geladeira. Eu adoraria se você comentasse abaixo se você escolheu adotar um menino ou uma menina? Que nome você escolheu?

Segue aqui a oração:

photo credit: <a href="http://www.flickr.com/photos/95831528@N04/23548851452">sesión newborn Ian - Sheila&Jony</a> via <a href="http://photopin.com">photopin</a> <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.0/">(license)</a>

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

O OUTRO LADO DA FERTILIZAÇÃO "IN VITRO"

Algum tempo atrás, dei meu testemunho sobre a luta contra um câncer e como lidar com o sofrimento em uma Igreja. Quando terminei, uma mulher se aproximou e pediu para conversar comigo. Depois da nossa conversa, prometi a mim mesma que iria contar essa história ao maior número de pessoas possível, para alertar sobre um aspecto sombrio da fertilização "in vitro" que não é mostrado aos casais que procuram esse tipo de "solução" para a infertilidade. É isso que faço agora.


Ela me contou que há 10 anos sofria muito por não conseguir engravidar. Depois de vários exames, os médicos disseram a ela e ao marido que seria impossível engravidarem naturalmente, então sugeriram a fertilização. A princípio, sendo católica e sabendo que a Igreja não aceitava esse procedimento, ela recusou. Porém, com o passar do tempo, a angústia aumentava e como não sabia quais eram os reais motivos pela Igreja ser contra, decidiram tentar. Aqui ela me conta seu primeiro grande arrependimento: não ter buscado entender o porquê a Igreja Católica é contra a manipulação da vida através da fertilização artificial.

No processo, "conseguiram" 6 embriões viáveis, mas ela não sabe quantos foram descartados para conseguir esse número. Resolveram implantar 3 embriões e congelar os outros três. Quando estava no quarto mês de gestação, acabou perdendo os três bebês. Foi uma dor horrível, segundo ela, pois não parava de pensar que aqueles seus filhos só estavam mortos porque ela havia insistido em "fabricá-los". Pela primeira vez eu percebi a dura realidade que para que uma fertilização desse certo, muitos bebês eram abortados. Não só aqueles que eram implantados e depois vinham a falecer, mas todos os embriões que eram descartados por serem considerados "inviáveis" pelos médicos. E no olhar daquela mãe, vi o quanto essa dor pesava em seu coração.

Ainda em meio a dor da perda, alguns meses depois, milagrosamente ela engravidou naturalmente. Quanta felicidade!! Nasceu um menino lindo e saudável. Ela finalmente havia conseguido o que tanto queria. Porém, quando seu filho completou dois anos de idade, seu marido arranjou outra pessoa e acabou se divorciando dela.

Agora, a criança já tem seis anos. Mas o grande sofrimento dessa mulher, o que lhe causa pesadelos e tira o sono, é saber que ainda possui três bebezinhos, seus próprios filhos, congelados!! Em meio a lágrimas, ela me pergunta o que fazer. Ela agora é uma mãe solteira, não tem muitas condições financeiras e se atormenta em saber que seus filhos estão sozinhos em um freezer.

Naquele momento eu rezei e pedi ao Espírito Santo que me ajudasse a orientar essa pessoa tão sofrida. Eu nunca a havia visto na vida e ela tinha me confidenciado um problema tão sério. Enfim, percebi que não tinha outra saída: disse a ela que deveria procurar um jeito de implantar esses bebês, dar a eles pelo menos a possibilidade de tentarem nascer. Falei que se estávamos ali, numa Igreja, com Jesus no Sacrário e ela havia me procurado é porque no fundo sabia o que tinha que fazer, apenas precisava de um incentivo.

Não sei o que aconteceu com ela. Nunca mais a vi. Mas sua história me marcou profundamente. Todos precisam saber que se a Igreja Católica é contra alguma coisa, é porque tem muitos motivos para isso. É porque essa coisa jamais trará felicidade. Nem tudo aquilo que posso fazer, eu devo fazer. Então, vamos procurar entender a razão das coisas e orientar o máximo de pessoas possível. Isso é um ato de caridade com o próximo. Ninguém deve tomar uma decisão sem saber todas as consequências de sua escolha. Quem quiser saber mais sobre as razões da Igreja contra as técnicas de reprodução assistida, leiam a instrução Donun Vitae, da Congregação para a Doutrina da Fé, escrita pelo então Cardeal Joseph Ratzinger. Podem acessá-la nesse link: http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_19870222_respect-for-human-life_po.html



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sexta-feira, 5 de setembro de 2014

JÚLIA, ESCOLHEMOS A VIDA

"Escolha, pois, a vida, para que você e seus descendentes possam viver" (Dt 30,19)

No quarto mês de gestação da minha quarta filha, a Júlia, descobri que havia algo de errado com o bebê e, segundo a opinião do médico geneticista, provavelmente era uma síndrome rara (nanismo tanatofórico) e o bebê deveria morrer logo após o parto, havendo riscos também para mim. Este médico recomendou fazer um exame do líquido amniótico e, confirmado o diagnóstico, eu poderia pedir autorização judicial para a realização do aborto, pois, segundo ele, “não valia a pena sofrer com uma gravidez em que o bebê iria morrer ...”, e eu deveria pensar no bem estar dos meus outros três filhos saudáveis.  

Depois de rezar e refletir bastante, decidi, junto com meu marido, não fazer o exame, pois existia o risco do próprio exame um aborto. Nossa filha tinha uma missão para cumprir e, por mais dolorosa que fosse, nós não teríamos o direito de interromper a sua vida, apenas para “evitar mais sofrimento”. O sofrimento é impossível de ser evitado, todo mundo sofre. Nós como pais temos a missão de ensinar os nossos filhos a sofrer e não tentar impedir que eles sofram.

A gravidez prosseguiu com muitos problemas e a Júlia nasceu no dia 08 de novembro de 2007, depois de um parto muito complicado. Foi encaminhada para a UTI onde foi confirmado o nanismo tanatofórico. Neste mesmo dia, sua madrinha pode entrar por alguns minutos na UTI e fez o batismo de urgência. Os médicos deram poucos dias para ela, todavia a pequena Júlia, superou todas as expectativas.

Foram meses de muita dor, ela sofreu muito, realizava exames diários, só se alimentava por sonda e ficou muito tempo entubada para conseguir respirar. Além disso, tinha uma febre inexplicável, pois os exames sempre eram negativos para infecção e apesar da febre seu estado geral sempre era bom, o que intrigava muito todos os que estavam diretamente envolvidos com seus cuidados.

Um dia um dos médicos me chamou em sua sala para dizer que não existia nenhuma razão cientificamente explicável para ela ainda estar viva depois de mais de três meses, pois não havia casos registrados de bebês com esta síndrome terem sobrevivido tanto tempo. A única razão pela qual ele poderia explicar o fato dela não ter morrido era o amor que nós sentíamos e demonstrávamos por ela e ela sentia pela nossa família. Isso, segundo ele, o havia marcado profundamente como médico e o fez perceber que vale a pena lutar pela vida, por pior que seja o prognóstico. 

No dia 03 de fevereiro de 2008, com permissão especial dos médicos, pudemos completar o batismo da Júlia, com a presença do padre, de nós pais e de seus padrinhos lá mesmo na UTI. Alguns dias após a cerimônia, todos puderam testemunhar uma grande graça: a Júlia começou a respirar sozinha! Utilizava apenas um pequeno suporte de oxigênio e pela primeira vez os médicos falaram da possibilidade dela vir para casa. Foram 15 dias maravilhosos. Pudemos pegá-la no colo e como ela ficou sem medicação, interagia mais conosco e até sorria...

Após este tempo ela voltou a piorar e ficou outros quinze dias com o tubo. Mais uma vez ela mesma retirou o tubo e conseguiu ficar o restante do tempo com um suporte de oxigênio, as vezes no capuz, as vezes com cateter nasal.

Foram 5 meses e 11 dias até eu e meu marido sermos chamados no hospital para receber a triste notícia de que ela havia partido para a casa do Papai do Céu. Segundo a equipe que estava com ela neste dia, tudo aconteceu muito rápido, seu coraçãozinho simplesmente parou e o médico não conseguiu reanimá-la. Ela partiu em paz.

Apesar de todo o sofrimento, nossos corações se regozijam de felicidade nos poucos momentos que pudemos estar com ela, sendo gratos a DEUS por nos ter dado o privilégio de sermos seus pais. Com a Júlia, nossa missão como pais está completa. Nós temos uma filha no Céu. Com nossos outros três filhos, ainda temos muito o que fazer para que eles também, um dia, possam estar com sua irmãzinha no Céu.


Nossa família amadureceu e se uniu muito com a vinda da Júlia. A dor que sentíamos diariamente, a sensação de impotência perante seu sofrimento era imensa, mas não conseguimos imaginar nossas vidas sem ela.