terça-feira, 12 de julho de 2016

FAMÍLIA NUMEROSA: LOUCURA OU SANTIDADE?


Minha avó Amábile disse que sempre sonhou ter 12 filhos. Ela teve 8, perdeu 2 e criou os 6 com muito amor. Depois vieram os genros e as noras, então ela dizia que completou o sonho de ter uma família numerosa.

E esse sonho não era só dela não: as mulheres de sua geração e de TODAS as gerações anteriores até o começo da humanidade sempre viram nos filhos um sinal de bênção e alegria. Uma família sem filhos experimentava uma enorme tristeza e sofrimento.

Apenas duas gerações depois da minha avó, essa sabedoria que estava enraizada no íntimo de todo ser humano praticamente desapareceu! Hoje os filhos são vistos como um “mal necessário”, como um fardo, como um poço sem fundo de despesas, como uma “doença” que precisa ser “evitada”.

Limitá-los a um mínimo (de preferência um, mas dois ainda é um número socialmente aceitável) é visto como a coisa “responsável” a se fazer. Afinal, quem tem muitos filhos é porque não tem TV em casa (!!) ou não sabe usar os milhares de contraceptivos que estão à disposição por aí.

São dois os grandes responsáveis por essa total mudança de mentalidade: as grandes fundações, como os Rockefeller e a Ford, e o feminismo. Pelos anos de 1950, essas fundações começaram a se preocupar com o crescimento populacional, concluindo que poderia haver falta de alimento, de espaço, se a população mundial continuasse crescendo. E se conseguissem diminuir a população, principalmente dos países subdesenvolvidos, evitariam muitas guerras. Para isso investiram muito dinheiro na pesquisa dos contraceptivos.

Porém, com o tempo, viram que não bastava inventar contraceptivos, pois as mulheres quando quisessem, paravam de usá-los e engravidavam. Então perceberam que precisavam mudar a mentalidade das mulheres, elas não deveriam mais QUERER ter filhos. Neste momento, o feminismo assumiu o papel de colocar na cabeça das mulheres que ser mãe era uma “escravidão” da qual precisavam se libertar. Falaram ainda que o marido era um “opressor”, que ser dona de casa e mãe era algo humilhante e que então, as mulheres precisavam se revoltar e abandonar essa visão machista do mundo.

Infelizmente eles conseguiram seu objetivo e estamos todos sofrendo suas consequências. Os países europeus e agora também os Estados Unidos estão enfrentando uma série crise demográfica: simplesmente não há mais crianças para levarem a sua cultura para frente. Os muçulmanos, que não foram contaminados por essa mentalidade ocidental, tem muitos filhos e em breve serão maioria absoluta na Europa, forçando uma mudança no estilo de vida daqueles povos.

Triste. Muito triste mesmo. E parece que ninguém está vendo isso. E o pior é que, quem está remando contra a corrente, quem está querendo mostrar ao mundo que ter muitos filhos é uma grande bênção, sofre perseguições de todos os lados, até dentro da própria família.

Todo mundo acha que tem o direito de opinar nas nossas escolhas. Quem tem uma família razoavelmente numerosa (3 ou 4 filhos) ouve todo o tipo de comentário, muitos até agressivos. Somos vistos como “aliens” e loucos, porém somos nós, as famílias que querem ter muitos filhos, que estamos tentando SALVAR O MUNDO e são os nossos filhos que irão ajudar a sustentar essas mesmas pessoas que nos criticam, quando elas ficarem idosas.

Quando estava na minha quarta gestação, tendo filhos de 5, 2 e 1 ano, olhavam para mim com espanto e diziam: “agora você vai laquear, né?” Eu respondia: “está maluco?? Eu vou me mutilar para não ter mais filhos, para não receber mais bênção??? Cirurgia serve para consertar algo que não funciona bem, para curar uma doença e não para estragar um órgão que está funcionando perfeitamente bem!!”  

Por isso este post é dedicado especialmente a você, pai e mãe de vários filhos: NÃO DESANIMEM! Não permitam que as críticas afetem as suas escolhas! São Paulo já dizia “a loucura de Deus é mais sábia que a sabedoria humana” (1Cor 1,25). Sim, somos loucos: loucos de amor por nossos filhos, pela nossa descendência e quanto mais filhos, mais amor!!

A felicidade verdadeira e duradoura só existe onde o amor superou o egoísmo. Pensar em si mesmo, procurar a própria felicidade, só causa solidão e angústia. Amar significa colocar o outro em primeiro lugar, fazer tudo pelo bem do outro. Só assim seremos verdadeiramente felizes. Desta forma, os filhos são a melhor forma de conseguirmos a felicidade, pois desde sua concepção, somos chamados a parar de pensar em nós mesmos e coloca-los em primeiro lugar, em nos sacrificarmos pelo bem deles. E eles nos levarão ao Céu!



quarta-feira, 6 de julho de 2016

RESOLUÇÃO DE CONFLITOS

Os conflitos dentro da família são inevitáveis, mas é importante saber que a forma que lidamos com os conflitos afetam o futuro ajuste emocional e comportamento de nossos filhos. Se para nós pais, é difícil e complicado ver dois filhos brigando, sem saber quem fez o quê e ver uma multidão de agressões e um colocando a culpa no outro, imaginem como é para nossos filhos verem seus pais brigando. Quando os pais brigam na frente dos filhos, eles ficam no meio do fogo cruzado, tentando entender quem tem culpa e quem não tem e como resolver o problema. Além disso, as crianças nem sempre conseguem perceber a gravidade da situação: o que pode ser um pequeno desentendimento para os pais, pode parecer o fim do casamento para os filhos. Isso pode fazer com que se sintam confusos e desamparados. Então, nossa primeira decisão deve ser nunca brigar na frente dos filhos.

Porém, não importa o quanto nos esforçamos, haverá tempos em que os conflitos aparecerão, de uma forma explícita ou implicitamente. Esses tempos são ótimas oportunidades para ensinar a nossos filhos (e a nós mesmos) a melhor maneira de resolver conflitos.

Seguem aqui algumas dicas de como podemos resolver os conflitos de uma maneira mais sadia:

1. Entender o problema: parece óbvio, mas muitas vezes a esposa fala “A” e o marido entende “B” e vice-versa. A conversa logo vira discussão e acabam os dois falando e nenhum dos dois escutando. Como quebrar esse círculo? Quando um falar uma coisa que o outro não concorde ou até se sinta ofendido, antes de responder, repita o que o outro falou, para ver se entendeu corretamente. É incrível o número de discussões que não existiriam utilizando essa simples técnica. Além disso faça perguntas antes de falar sua opinião. Por exemplo: “o que você está enxergando que eu não consigo ver?”; “fale pra mim porque isso é importante para você”; “o que significou para você quando eu fiz isso? Fale como você viu essa situação.” A ideia é se colocar no lugar do outro e tentar entender seu ponto de vista.

2. Interprete sempre que o outro não quer ofender. Se entrarmos numa discussão com a certeza de que o outro é uma pessoa que nos ama e que jamais deseja nos machucar, então o caminho para a resolução é muito mais curto. Santo Inácio de Loyola disse: “Deve ser pressuposto que todo bom cristão seja ansioso para colocar uma boa interpretação sobre uma declaração do seu próximo do que condená-la. Além disso, se não se pode interpretá-lo favoravelmente, deve-se perguntar o que o outro quis dizer com isso.” Devemos ter claro que jamais sabemos realmente a intenção do outro, apenas sabemos o impacto de suas ações em nós. Se o impacto foi negativo, não significa necessariamente que o outro quis ofender.

3. Peça desculpas sempre. Se tivemos a intenção de ofender, claro que devemos nos desculpar. Se não tivemos a intenção e mesmo assim o outro se sentiu ofendido, também pedimos desculpas. Se interpretamos mal o outro, também nos desculpamos. Enfim, a melhor forma de “quebrar o gelo” é pedir desculpas, sinceramente, sem falsidade.

4. Não deixe os problemas se acumularem. Uma das piores coisas que podemos fazer em nosso relacionamento é deixar os problemas se acumularem. Se não cuidarmos, logo viram uma bola de neve gigante, que pode até acabar com o casamento. A melhor coisa a se fazer é conversar logo que surge uma situação conflituosa. Uma forma de manter sempre em ordem é nos reunimos uma vez por semana, em dia e hora marcados, para conversarmos sobre o nosso relacionamento. Rezamos juntos e nos perdoamos, se houver necessidade.

5. Jamais ofender o outro. Isso deve ser uma regra de ouro. Quando der vontade de falar algo para machucar, morder a própria língua! A ofensa só afasta e torna as coisas mais difíceis.

6. Comece uma conversa difícil com um elogio. Todos nós temos aspectos positivos e negativos. Quando precisarmos conversar sobre algo que não gostamos do outro, uma maneira de deixa-lo mais receptivo ao que vamos falar é começar com um elogio. Destaque o que gosta no outro, o que te deixa feliz e só depois fale, de maneira calma e com amor, o que você acha que o outro precisa melhorar. Tenha em mente que a única pessoa que conseguimos mudar é nós mesmos. Então fale o que você acha que o outro precisa melhorar, mas saiba que isso só vai acontecer se o outro conseguir ver o problema e quiser mudar.

7. Separe a pessoa do problema. Isso significa que você deve se posicionar de uma forma que os dois vejam o problema juntos. O problema não está em você nem no outro. Por exemplo: você acha que seu marido está trabalhando demais e que a ausência dele está prejudicando a família. O problema então é o excesso de trabalho e não o seu marido. A abordagem seria mostrar para ele como você acha que o excesso de trabalho está atrapalhando a família, sem acusações, ou críticas a pessoa do seu marido. Dessa forma ambos podem tentar achar a melhor solução para a situação e ele não se sentirá ofendido ou ameaçado.

8. Separe “posições” de “interesses”. A “posição” é a forma que você decidiu sobre determinada coisa. No exemplo acima, sua posição seria: meu marido deve trabalhar menos. O “interesse” é o que motivou você a tomar uma posição. Neste caso, seu interesse seria o bem estar da sua família. O que acontece é que interesses dos dois lados normalmente são os mesmos, a diferença está nas posições, como cada um decide resolver a questão. No mesmo exemplo, o interesse do marido também é o bem estar da família, só que a posição que ele tomou é justamente trabalhar mais para aumentar esse bem estar familiar. Desta forma, numa discussão é fundamental dizer qual é o interesse de cada um, pois demonstra o que realmente é importante e até podemos ver que isso que é importante pode ser obtido de forma diferente da posição que inicialmente tomamos.

9. Gere o máximo de opções antes de tomar uma decisão. Depois de identificado o problema e os interesses de cada um sobre a situação, vocês devem falar o máximo de sugestões possíveis para o problema, antes de tomarem uma decisão. Continuando nosso exemplo, possíveis soluções seriam: comprometer-se a não trazer trabalho para casa nos fins de semana; a esposa ajudar o marido em parte do trabalho (p. ex. pagar as contas); o marido, mesmo chegando cansado, reservar um tempo para contar histórias para os filhos; etc. Depois, vejam o que é mais viável e tomem uma decisão a respeito do que deve ser feito. Lembrem-se que a decisão não precisa ser perfeita ou permanente, podem fazer uma experiência e ver como funciona.

10. Coloquem os problemas nas mãos de Deus. Em qualquer situação, devemos pedir a Deus que cuide de nossos problemas e que nos ajude a solucioná-los. Ele sabe qual é o melhor caminho para nós seguirmos, então devemos pedir sua ajuda, especialmente do Espírito Santo, para nos iluminar e tomarmos as decisões de acordo com a Sua vontade. Ele é o maior interessado em nossa felicidade e que nosso relacionamento se aprofunde e amadureça.

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sexta-feira, 24 de junho de 2016

A CULTURA DO DIVÓRCIO


Vivemos num mundo do descartável: quebrou, compra novo; num mundo da satisfação imediata, basta um clique, que você tem tudo em suas mãos agora. Infelizmente essa mentalidade invadiu também os nossos relacionamentos: “se EU não estou feliz, é melhor separar”. Vivenciamos, como nunca, o aumento no número de divórcios e também das uniões sem casamento, para “facilitar” a ruptura, ficar mais fácil a separação. E quem sofre com isso? Todos nós, a sociedade como um todo experimenta o grande mal que a cultura do divórcio trouxe para nossas vidas e principalmente para a vida de nossos filhos.

Deus quis que o homem e a mulher se fundissem inseparavelmente num só corpo, isto é, com um vínculo de amor fiel até a morte. E qual a razão disso? Simples moralismo? “Caretice” de uma Igreja ultrapassada, que não entende as necessidades do homem moderno? NÃO. A indissolubilidade do matrimônio foi instituída PORQUE É O MELHOR PARA O SER HUMANO, é o melhor para o homem, para a mulher. A família estável é o melhor ambiente para que uma criança cresça e se desenvolva sadiamente.

Existe uma lei que domina toda a biologia animal: a maior ou menor estabilidade da união dos sexos é determinada pela duração das necessidades do desenvolvimento da prole. Essa é uma verdade evidente que Chesterton coloca de uma maneira muito clara:

“Todos os animais superiores exigem uma proteção paterna muito mais longa do que os inferiores; o filhote de elefante permanece filhote por muito mais tempo do que o filhote de medusa.

Além dessa tutela natural, o homem precisa de algo que é totalmente único na natureza: só os seres humanos precisam de educação. (...) A educação é um cultivo complexo e de muitas facetas, necessário para enfrentar um mundo igualmente complexo; e os animais, sobretudo os inferiores, não precisam dela. (...)

Se os jovens da espécie humana devem alcançar todas as possibilidades da cultura humana, tão variada, tão laboriosa, tão elaborada, devem estar sob a proteção de umas pessoas responsáveis durante os longos períodos exigidos pelo seu crescimento mental e moral. (...)

Quando compreendemos isto, entendemos por que as relações entre os sexos normalmente são estáticas, e em muitos casos permanentes. (...) O ambiente de algo seguro e estável só pode existir lá onde as pessoas são capazes de ver tanto o futuro como o passado. As crianças sabem com exatidão o que significa ‘chegar em casa’, e as mais felizes conservam esse sentimento ao longo de todo o seu desenvolvimento. (...)

Essa é, na experiência prática, a ideia básica do matrimônio: a de que fundar uma família é algo que deve ser feito sobre um fundamento firme; que a educação das crianças deve ser protegida por algo que é paciente e permanente. Essa é a conclusão comum de toda a humanidade; e todo o senso 
comum está a seu lado.”[1]

Uma pesquisa realizada pelo Wall Street Journal, dos Estados Unidos, revelou que nenhuma outra instituição social se revelou mais apropriada do que o casamento para cuidar das necessidades humanas. O divórcio e a paternidade fora do casamento são responsáveis por muitos dos males aparentemente incuráveis que acometem a nossa sociedade. Gravidez na adolescência, delinquência juvenil, pobreza infantil, distúrbios de comportamento, dificuldade de relacionamento e de ver o casamento como uma instituição saudável, refúgio na bebida e nas drogas, promiscuidade, entre outros.

Essa questão é muito séria. Estamos tratando do futuro da nossa sociedade, da felicidade dos nossos filhos. O divórcio não resolve nada, muito pelo contrário, cria problemas ainda maiores, tanto para o casal, como para os filhos.

O jornalista britânico Paul Johnson conta sobre o seu matrimônio: “É normal que duas pessoas que vivam juntas tenham amiúde pontos de vista diferentes; saber resolver essas diferenças com simplicidade faz parte da dinâmica vital e do processo de amadurecimento da pessoa. Divorciar-se significa romper esse processo de crescimento, arrancar pela raiz a planta viva e lança-la, sem necessidade, ao fogo. (...) Os matrimônios duradouros edificam-se sobre os estratos arqueológicos de brigas esquecidas.”

Mas onde essa “cultura do divórcio” começa? É na ideia insana de que para ser feliz, a pessoa precisa pensar PRIMEIRO em sua REALIZAÇÃO PESSOAL. O egoísmo reina soberano e onde há egoísmo, não tem amor que resista. O ser humano foi criado para se vincular, para se entregar a outro e só pode ser feliz na medida que faz o outro feliz. Não existe felicidade sozinha, felicidade pessoal, o que existe é ser feliz na medida em que as pessoas que amamos são felizes. E o grande responsável pela felicidade daqueles que amamos é nós mesmos!

O egoísmo leva à imaturidade: quando penso só em mim, permaneço infantil, como aquela criança que quer tudo para si, que acha que o mundo gira em torno de si mesma. Essa fase precisa ser superada. É preciso ver que vivemos em sociedade, que não existe o que é bom só para mim, preciso ver o que é bom para todos. É preciso ensinar nossos filhos desde pequenos que precisamos pensar no outro, no bem da família. Quando há disputa entre os irmãos, a pergunta que deve ser feita a cada filho é: “Qual é a escolha mais generosa que você pode fazer nesse momento?”

Para sermos felizes, precisamos vencer o egoísmo, aquela voz interior que diz que tenho que buscar primeiro a mim, ao que eu gosto, ao que me dar prazer. Amar e ser feliz exige muito sacrifício, o sacrifício de colocar a sua vontade em segundo plano, para fazer o que mais agrada ao outro. Essa é a lógica do amor: eu me sacrifico por você e você se sacrifica por mim, assim construímos juntos a nossa felicidade.

Dom Rafael Llano Cifuentes nos ensina: “É deste modo, talvez descontínuo, intermitente, que se constrói – dia a dia, tijolo a tijolo, com um sacrifício unido a outro, com uma renúncia vivida ao lado de outra -, a felicidade conjugal, renovando uma e outra vez – apesar das diferenças e conflitos – a fidelidade, até que a morte separe os dois esposos. Chegará um momento em que a fidelidade se renovará nos céus, onde a felicidade se prolongará por toda a eternidade.”

Precisamos dizer NÃO à cultura do divórcio. O divórcio nunca deve ser uma opção. Toda crise tem solução. É necessário esforço e sacrifício por parte dos cônjuges e na imensa maioria dos casos, a crise só fortalece o relacionamento, torna as pessoas mais maduras e mais felizes.



[1] CIFUENTES, Rafael Llano “As crises conjugais”, ed Quadrante, São Paulo, 2001, pgs. 10-12
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quinta-feira, 2 de junho de 2016

DOUTORADO NA ESCOLA DA MISERICÓRDIA - LIDANDO COM NOSSOS PAIS

As feridas causadas pelos pais nas almas dos filhos certamente são as mais difíceis de curar. Por isso falamos aqui em Doutorado na Escola de Misericórdia. Para conseguir um doutorado, precisamos estudar e nos sacrificar muito e o processo é longo. Da mesma forma, para conseguir agir com misericórdia quando feridos pelos nossos pais, precisamos de muita paciência e muito sacrifício. Mas no fim do processo, receberemos um grande prêmio: a liberdade.

A misericórdia nos torna realmente livres. Livres da mágoa, livres da culpa, livres para amar, livres para servir. Essa é a liberdade que Deus quer nos oferecer através da sua misericórdia, nos convidando a agir com misericórdia, especialmente com nossos pais.

Pai e mãe deveriam amar seus filhos incondicionalmente e assim serem reflexos do amor de Deus para eles. Eles não tem o “direito” de nos magoar. Só que o ser humano não é perfeito. Pai e mãe não são perfeitos. Eles falham e nós falhamos também. A mágoa e muitas vezes até o rancor se instalaram em nosso coração. O que fazer agora?

Sentir-se rejeitado ou não amado pelos próprios pais (ou por um só deles, pai ou mãe), pode ser uma verdadeira tragédia na vida de qualquer pessoa. Muitos desequilíbrios emocionais e psíquicos são causados por essa ferida na alma. E dói tanto que muitas vezes queremos fingir que ela não existe. Mas nesse Ano da Misericórdia somos convidados a limpar a ferida para que ela possa cicatrizar.

Nada podemos fazer sem a ajuda da graça. Desta forma, o primeiro passo é pedir a graça de conseguir perdoar. Sozinhos não conseguiremos. Façamos como Jesus fez na cruz, pediu ao Pai que perdoasse aqueles que o feriam. Se nós não conseguimos perdoar, então é o Pai que deve perdoar por nós.

Não adianta querer mudar aquilo que já passou. Não adianta querer mudar a outra pessoa. A única pessoa que conseguimos mudar é a nós mesmos. Assim, se não podemos mudar a situação, nós é quem devemos mudar como enxergamos aquele problema.

Em relação a nossos pais, essa realidade é ainda mais forte. Certamente eles não são mais jovens e com a idade os defeitos se acentuam. E pode ser que agora eles precisem de nossos cuidados, de nossa ajuda física e espiritual. Isso é um grande desafio para nós se existe mágoa e ressentimento no relacionamento com nossos pais.

Não é uma questão de esquecer o que fizeram de mal, mas de curar a nossa memória. Precisamos enxergar os acontecimentos com os olhos misericordiosos de Deus. Nosso ego pode exigir justiça, que o mal seja reparado, que o pai ou a mãe que nos magoou, no mínimo, peça perdão. Só que a misericórdia é maior do que a justiça, vai além da justiça.

A misericórdia pede que olhemos para o nosso pai, para a nossa mãe e digamos (mesmo que seja interiormente): “Olha eu sei que o senhor me feriu. Não entendo o motivo. Talvez seja reflexo de suas mágoas, de sua vida dura, das suas próprias feridas. Eu entendo suas limitações. Mas eu não quero mais sofrer com isso. Eu não quero deixar que esse ressentimento prejudique nosso relacionamento. Então eu decido perdoar o senhor. E com a ajuda de Jesus Cristo, tenho certeza que conseguirei.”

O que mais importa no amor não é como nos sentimos – porque os sentimentos podem mudar – mas o que queremos. Querer perdoar é o primeiro grande passo. Uma oração que ajuda muito quando queremos perdoar, mas o coração ainda resiste, é o “Terço do Perdão”.  É uma oração muito simples: nas contas grandes do terço, reza-se o pai-nosso e nas contas pequenas, ao invés de rezar as ave-marias, reza-se “eu perdoo a minha mãe e ela me perdoa”. Você pode substituir pela pessoa que você quiser, no lugar de “minha mãe”. Essa oração realiza verdadeiros milagres, pois ao mesmo tempo que você perdoa, pede também o perdão. É um exercício de humildade, pois geralmente não pensamos que precisamos pedir também perdão. Mas nossos pais podem estar magoados conosco.

Como disse o Papa Francisco, na Bula da Misericórdia:
“O perdão é o instrumento colocado nas nossas frágeis mãos para alcançar a serenidade do coração. Deixar de lado o ressentimento, a raiva, a violência e a vingança são condições necessárias para se viver feliz.”

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quarta-feira, 25 de maio de 2016

QUEM ESTÁ NO COMANDO?


O casamento é o espelho do amor de Cristo pela sua Igreja, conforme S. Paulo descreve em Efésios, 5: “Maridos, amem suas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela...Esse mistério é grande: eu me refiro a Cristo e à Igreja. Portanto, cada um de vocês ame a sua mulher como a si mesmo, e a mulher respeite o seu marido.” (Ef 5,25; 32-33).

Em algumas traduções da Bíblia, essa passagem diz que a mulher tem que ser submissa ou obedecer a seu marido e frequentemente é mal interpretada. São Paulo não está falando de escravizar a mulher; ele está falando da própria essência do sacramento do matrimônio: o amor de Cristo. A Igreja sempre ensinou que homens e mulheres são iguais em dignidade, mas possuem diferentes papéis, responsabilidades, aptidões e inclinações. Deus não criou “acidentalmente” dois gêneros; Ele fez isso em virtude de seu plano divino.

Quando S. Paulo recomenda que as esposas sejam submissas a seus maridos, ele está comparando o amor de Cristo pela Igreja com o amor do marido por sua esposa e vice versa. Tudo o que Jesus fez, ele fez para o benefício da Igreja, incluindo sua morte na cruz. Tudo o que um bom marido faz, ele faz para o benefício de sua esposa. Um marido verdadeiramente piedoso faz tudo o que está em seu poder para prover, proteger e respeitar sua esposa. Ele procura a orientação do Espírito Santo em tudo o que ele faz como cabeça da família.

Uma esposa se submete a seu marido, não ao rastejar em seus pés, mas ao apoiá-lo em seu trabalho e responsabilidades. S. Paulo diz que as esposas devem se submeter a seus maridos como se submetem ao Senhor. Essas últimas palavras “como se submetem ao Senhor” são a chave para entender esse conceito. Como nos submetemos ao Senhor? Nós amamos, honramos e respeitamos ao Senhor porque sabemos que tudo que ele faz, ele faz porque nos ama. Uma esposa ama, honra e respeita seu marido porque ela sabe que tudo o que ele faz, ele faz porque a ama.

Isso requer não uma ditadura, onde um só manda, mas uma corte real onde o amor mútuo, respeito, obediência, honra e confiança reinam supremas.

Nunca devemos falar mal de nosso cônjuge a outras pessoas. Alguns podem falar que é apenas “ventilar os problemas”, mas na verdade é uma humilhação para o outro (mesmo que nunca venha a saber disso) e pode corromper nosso matrimônio, pois com o tempo podemos acreditar no que estamos falando e criar ressentimento. Como podemos falar mal da pessoa que nós prometemos estimar sobre todas as outras? Esposas, submetam-se ao direito de seu marido de ter seu respeito e confiança. Maridos, defendam a sensibilidade e reputação de sua esposa ao máximo. Isso é o que significa o casamento ser um reflexo do amor de Cristo por sua Igreja.

O matrimônio é o caminho para o Céu com um companheiro. Trabalhamos pela santificação um do outro; trabalhamos pela nossa auto santificação pelo bem do outro. Através de nosso ser e agir, esperamos levar o outro mais perto de Deus. Através dessa santificação mútua, nós damos ao Pai a honra e glória que Ele merece.

Não é fácil ser um casal verdadeiramente santo. Podemos nos desapontar com nosso cônjuge ou com nós mesmos; nossa fragilidade humana e os efeitos do pecado original faz com que isso seja quase inevitável. Teremos cruzes para carregar e sofrimentos para suportar. O que faz a diferença é como abordamos cada dificuldade: podemos deixar que nos fortaleça ou nos separe.

A Igreja nos garante que o Sacramento do Matrimônio dos dá as graças necessárias para vivermos a totalidade de nossa vocação matrimonial. O Sacramento não nos faltará mesmo nas épocas mais difíceis se nós pedirmos essas graças e buscar na Igreja o auxílio e a orientação que necessitarmos.
O matrimônio é uma instituição nobre, vital e sagrada e não devemos deixar ninguém tentar nos convencer do contrário. Tudo o que pudermos fazer para testemunhar esse fato, seja algo grande ou pequeno, vale o esforço.
“O matrimônio é um sacramento que torna uma só carne dois corpos. A teologia nos explica esse fato de uma maneira impressionante quando nos ensina que a matéria do sacramento são os corpos do marido e da esposa. Nosso Senhor santifica e abençoa o amor mútuo do marido e da mulher. Ele pressupõe, não apenas uma união de almas, mas também a união dos corpos. Nenhum cristão, seja ele ou não chamado ao estado matrimonial, tem o direito de subestimar o valor do matrimônio” (S. Josemaria Escrivá, fundador da Opus Dei)
Para refletir:

1.  O que a expressão “igual dignidade mas diferentes papéis” significa, em termos práticos, na sua família?
2.  Vocês defendem e protegem a reputação um do outro? De que maneira?
3.  O que as passagens de Efésios 5, 25 e Colossenses 3,18-19 significam para você?

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quarta-feira, 18 de maio de 2016

ABUSO E EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES



Hoje, dia 18 de maio, celebramos o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, que tem como objetivo mobilizar, sensibilizar, informar e convocar toda a sociedade a participar da luta em defesa dos direitos sexuais de crianças e adolescentes. 

Os números de vítimas de abuso e exploração sexual infanto-juvenis são alarmantes e ainda assim não refletem toda a realidade, porque muitos casos não chegam ao conhecimento dos órgãos competentes. Só no ano de 2015 foram mais de 40 denúncias por dia[1]

A violência sexual praticada contra a criança e o adolescente envolve vários fatores de risco e vulnerabilidade. Normalmente é nas famílias mais pobres e sem estrutura que a maior parte dos abusos acontecem, pois os aliciadores aproveitam da ingenuidade e da situação financeira das vítimas para induzi-las a se rebelarem contra sua família e serem exploradas comercialmente como se fossem coisas.

Essa situação é gravíssima e sempre deve ser denunciada. Através do Disque 100 qualquer pessoa pode fazer anonimamente uma denúncia de abuso ou exploração sexual de crianças ou adolescentes. É nosso dever como cristãos sempre e lutar contra o crime e a injustiça. 

Porém, precisamos pensar também em outros tipos de abusos que ocorrem frequentemente com todas as crianças e adolescentes, não importando a classe ou condição social em que se encontram. Esses abusos, como por exemplo, a exposição das crianças e adolescentes a certos tipos de música com letras altamente sexualizadas e as danças que as acompanham, as roupas que erotizam precocemente, os programas de televisão que estimulam a relação sexual fora do casamento, contribuem para a perda da inocência e o aumento da promiscuidade entre os jovens.

A banalização do sexo, como se fosse um “simples” divertimento sem maiores consequências e que todos, inclusive as crianças, teriam direito a esse tipo de prazer é nefasto para a nossa sociedade. Ela produz pessoas desvinculadas e frustradas, pois usam e são usadas como objetos descartáveis, minando a autoestima e o sentimento de valor pessoal. 

Precisamos proteger nossas crianças e adolescentes dessa influência cultural, educando-os (e também a nós mesmos) sobre o real sentido da sexualidade conforme desejada por Deus. Apenas quando seguimos os planos de Deus para a nossa vida é que somos realmente felizes. 

São João Paulo II sabia que se quisermos sair desta cultura de morte e construir uma cultura da vida o ponto de partida é a restauração do plano de Deus sobre a união do homem e da mulher numa só carne. "É o mais profundo fundamento da ética humana", diz o Papa. É por isso que disse em sua encíclica Evangelho da Vida: "É uma ilusão pensar que se pode construir uma verdadeira cultura da vida humana se não aceitarmos e viermos a sexualidade, o amor e a existência inteira de acordo com seu verdadeiro significado e sua íntima correlação." (Evangeli Vitae No. 97). 

A verdadeira razão pela qual fomos criados, a verdadeira razão pela qual existimos, é porque estamos destinados à comunhão. Estamos destinados ao amor. E para amarmos e sermos amados precisamos saber respeitar nossos corpos como templos do Espírito Santo. Precisamos ensinar nossas crianças e adolescentes a se vestirem e se comportarem mostrando que desejam ser pessoas para serem amadas e não coisas para serem usadas. Precisamos ensiná-los também a ver o outro como uma pessoa digna de amor e de respeito e não como uma coisa que pode ser usada e depois descartada.

Sabemos que não é fácil nadar contra a corrente, mas não podemos desanimar! Nosso futuro depende das ações que tomamos no presente. Nossas crianças e adolescentes precisam de nossa ajuda. Sem o nosso apoio, eles são presas fáceis dessa sociedade que não se preocupa com a felicidade deles. 

Sozinhos, não conseguiremos, mas temos uma grande intercessora, uma Mãe que cuida com amor e atenção de cada filhinho seu. Consagremos nossas crianças e adolescentes ao Imaculado Coração de Maria. Ela é a Esmagadora da Serpente, ela é a Imaculada, que triunfará sobre todo o mal! 

Imaculado Coração de Maria, conserva puro meu corpo e minha alma! Imaculado Coração de Maria, conserva puro o corpo e a alma do meu filho, da minha filha! 

photo credit: <a href="http://www.flickr.com/photos/51593568@N06/5111553020">Depressed Boy</a> via <a href="http://photopin.com">photopin</a> <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nd/2.0/">(license)</a>


[1] http://www.sdh.gov.br/noticias/2015/maio/disque-100-quatro-mil-denuncias-de-violencia-sexual-contra-criancas-e-adolescentes-foram-registradas-no-primeiro-trimestre-de-2015

quarta-feira, 11 de maio de 2016

NUTRINDO A SEXUALIDADE DE SEU FILHO DURANTE A INFÂNCIA

Neste post, usaremos as sugestões de Gregory Popcak, em seu livro Parenting with Grace. Ele afirma que, para uma educação sexual católica saudável para crianças entre 6 e 10 anos de idade é necessário transmitir um senso saudável da identidade de gênero, fazer do seu casamento um modelo e dar respostas diretas às questões sexuais.

1. Transmita um senso saudável da identidade de sexo

Primeiro, este é o momento em que seu filho estará se identificando com o pai do mesmo sexo para aprender o que significa ser homem ou mulher. A Igreja dá algumas diretrizes para fazer isso na Verdade e Significado da Sexualidade Humana:
“Um menino ou menina em fase de crescimento está aprendendo do exemplo adulto e experiência familiar o que significa ser homem ou mulher. Certamente, expressões de ternura natural e sensibilidade não devem ser desencorajadas entre meninos, nem as meninas devem ser excluídas de atividades físicas vigorosas.”
A Igreja ensina que os papeis dos homens e mulheres são complementares e as diferenças de sexo são melhores entendidas como diferenças nas ênfases mais do que qualquer outra coisa. Em outras palavras, homens e mulheres não são definidos tanto pelos trabalhos que fazem mas são definidos pelas formas únicas com que seus corpos permitem que eles se aproximem de certos trabalhos e papéis. Por exemplo, tanto o homem como a mulher são encorajados a nutrir e amar seus filhos, da mesma forma que Deus nos ama e nos nutre. Mas Deus deu à mulher a habilidade de amamentar, então a mulher se aproximará deste trabalho de nutrir seu bebê diferentemente do homem, que irá se aproximar disso ao brincar de "brigar" ou passar a barba na barriga do bebê, ou um milhão de outras coisas que apenas o homem pode fazer através de seu corpo para seu filho ou filha. Como você pode ver por esse exemplo, ambos homem e mulher estão fazendo um trabalho similar (o trabalho de nutrir), porém eles estão enfatizando diferentes aspectos deste trabalho em particular, esta ênfase sendo baseada nas formas únicas que Deus fez seus corpos.

A melhor maneira dos pais ensinarem seus filhos a serem homens e mulheres é ensiná-los como serem primeiramente bons seres humanos, ao modelar amor, responsabilidade, serviço generoso e competência geral em todas as tarefas da vida diária. Então, ao permitir que nossas filhas trabalhem junto com suas mães e nossos filhos trabalhem junto com seus pais, estamos ensinando a eles as maneiras peculiares de cada sexo realizam as diferentes tarefas necessárias para o bem geral da família. Quer sejamos homens ou mulheres, Deus espera que exibamos todas as qualidades que Ele exibe, como atenção amorosa, serviço generoso, emotividade  saudável, racionalidade, comunicabilidade, e por aí em diante. A única diferença é que, porque Deus nos deu corpos diferentes, cada um de nós sendo homem ou mulher, viveremos estas qualidades com uma ênfase diferente.

2. Faça do seu casamento um modelo

Segundo, a melhor maneira de ensinar seu filhos a como ter um relacionamento adulto amoroso e responsável é trabalhar para você mesmo ter um. Seu casamento é o melhor professor que seu filho jamais poderá ter. Você pode fazer tudo certo como pai, mas se você não está trabalhando para manter um casamento amoroso e responsável de forma constante, então você está dando um tiro no pé. Lembre-se, o principal objetivo da disciplina é ensinar seus filhos como ter um relacionamento adulto saudável com outros e com Deus que os criou. Mas você não pode dar aquilo que não tem.

3. Dê respostas diretas sobre questões sexuais

Terceiro, enquanto São João Paulo II se referiu as idades entre cinco e onze como os "anos da inocência", as crianças estão aprendendo e se envolvendo com comportamentos sexuais mais cedo do que nunca. Não é incomum para nós ouvirmos sobre crianças tendo suas primeiras experiências sexuais sérias na quinta série. Mesmo se seu filho - queira Deus - não está se envolvendo em tais práticas, é inevitável que ele tenha questões diretas sobre sexo, as quais você deve estar preparado para responder honestamente, casualmente e respeitosamente.

Quando seu filho perguntar sobre sexo, sua atitude vai transmitir mais que suas palavras. Se você estiver com medo e tenso, é isso que seu filho se lembrará mais do que qualquer coisa que você diga. Se, de outro lado, você for inapropriadamente brincalhão e desrespeitoso sobre isso, eles também se lembrarão disso. Como o Pe. Trese sugere, e a Verdade e Significado da Sexualidade Humana ensina, é melhor abordar estas questões respeitosamente, mas com afeição e humanidade.

Deixe seu filho liderar as discussões sobre sexo. Não se lance em grandes explicações sobre a mecânica ou até mesmo de manifestações pecaminosas do sexo. Mantenha suas respostas simples, como por exemplo: "Sexo é um tipo especial de abraço que Deus deixa que os pais e mães se deem um ao outro onde todas as suas partes se encaixam e Deus pode fazer um bebê. Vocês não podem fazer bebês uns com os outros em um abraço normal. Mas quando jovens homens e mulheres estão prontos para terem bebês, eles se casam e é permitido que eles dividam esse tipo especial de abraço um com o outro. E esse abraço faz Deus muito feliz."

Você pode desenvolver esta linha de pensamento conforme os anos passam, mas apresente isso cedo o suficiente para que seus filhos não ouçam algo do seus pares primeiro. (Uma idade específica é difícil de dizer. Como sempre, é melhor deixar que seu filho diga quando ele estiver pronto. Mas é mais seguro apresentar essas questões um ano antes do que eles precisariam do que um dia depois de já terem ouvido sobre isso de outras pessoas). Esta explicação cobre todas as bases. Sexo é um dom divino; sexo é intimamente ligado com filhos; sexo é um direito exclusivo de homens e mulheres que são casados; sexo e casamento são para pessoas crescidas o suficientes para desejarem ter seus próprios filhos.

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