domingo, 9 de agosto de 2020

GRUPOS DE SILÊNCIO E ORAÇÃO PJK


Os Grupos de Silêncio e Oração PJK fazem parte de um projeto que já existe desde 2017 que surgiu no Equador como uma Corrente Internacional de Oração para se alcançar um milagre físico em prol da canonização do Pe. José Kentenich

Atualmente os Grupos de Silêncio e Oração PJK estão presentes em vários países da América e Europa, com mais de 1.800 participantes até o momento. Esses grupos estão vinculados ao Secretariado do Pe. José Kentenich de cada país.

Os grupos operam no WhatsApp com regras de silêncio e são oferecidas as seguintes orações como contribuição ao capital de graças: oração de canonização, terços, minutos de adoração ao Santíssimo Sacramento e o número de graças que alcançamos por sua intercessão. Os pedidos e graças alcançadas por sua intercessão são registrados em um formulário digital.

Mês a mês, as orações oferecidas são contadas e nos dias 18, Dia da renovação da Aliança dê Amor, são apresentadas como contribuições ao Capital de Graças nos Santuários Filiais e no Santuário Original.

Um dos mais importantes propósitos deste apostolado é a vinculação ao Fundador, de tal forma que as pessoas sintam verdadeiramente que há um pai espiritual e intercessor que as assiste em suas preocupações e necessidades. Os pedidos e agradecimentos pelas orações atendidas por sua intercessão são colocadas em um formulário digital.

As graças alcançadas são recebidas diretamente pelo Secretariado Central do Padre Kentenich na Alemanha e constituem um apoio muito importante para a fundamentação da reputação de santidade do nosso Pai e Fundador no âmbito do processo.

Padre Eduardo Aguirre Cancine, atual postulador da causa de beatificação do Pe. Kentenich, nos diz: "Ao rezarmos pela canonização do Pe. Kentenich, rezamos para que a Igreja reconheça, valorize e assimile o seu carisma; a mensagem e a missão de Schoenstatt para a Igreja do 3º milênio. Por esta razão, é Deus que tem de nos mostrar o momento e abrir as portas para que ele possa ser canonizado".

O testemunho das pessoas que participam desse projeto ao longo deste tempo é no sentido de que experimentam que através do vínculo diário ao nosso Pai e Fundador, rezando por sua beatificação, se sentem confiantes para pedir a sua intercessão pelas suas necessidades físicas, espirituais, emocionais e materiais. Sentem-se unidos como uma só família no coração do Pai e Fundador!

O Sr. Tony Gazel, da União de Famílias da Costa Rica, inspirado por esses grupos de oração e silêncio e depois de um forte processo de oração e estudo, compôs uma música pedindo pela canonização do Pe. José Kentenich. A letra foi revisada pelo Pe. José Luis Correa e aprovada pelo Pe. Eduardo Aguirre. Com a autorização do autor, a Ir. M. Carolina Montedori, fez a tradução e adaptação dessa música para o português e vocês podem acessar aqui.

Outra iniciativa surgida a partir destes grupos foi a elaboração de uma jaculatória específica pedindo pela canonização do Pe. Kentenich, que foi sugerida para ser acrescentada em todos os Santos Terços rezados pela Família de Schoenstatt: “Mãe e Rainha, manifeste seu poder e amor; interceda pela a canonização do Pai e Fundador”!

 

Os idealizadores desse projeto esperam que em cada país onde a Família de Schoenstatt esteja, nasça um Grupo de Silêncio e Oração PJK, que nos permita unir em oração pela pronta canonização do nosso Fundador, pelas necessidades da Família, da Igreja e do mundo inteiro.

Atendendo a esse chamado, foi formado o primeiro grupo no Brasil, que está sob a responsabilidade da Elaine e do Fabio Melquiades (XIX Curso União de Famílias/ Londrina) e no momento já conta com mais de 200 participantes, membros dos Institutos, Uniões, Ligas e Peregrinos de Schoenstatt. A expectativa é em breve iniciar um segundo grupo, que estará sob a responsabilidade da Flávia e Luciano Ghelardi (XIII Curso União de Famílias/Campinas).

Convidamos a toda pessoa interessada em ingressar no grupo, a preencher um formulário eletrônico com alguns dados pessoais, como o nome e o ramo a que pertence, depois recebe uma mensagem com as regras para participação e, assim que concorda, é adicionada ao grupo. Você pode acessar o formulário  aqui.

Para aqueles que não gostam muito de participar de grupos de WhatsApp, existe a possibilidade de mandar suas contribuições diretamente para os administradores dos grupos, assim ninguém fica de fora. Caso escolha essa opção, podem entrar em contato com a Elaine (43 99863-1823) ou com a Flávia (19-98124-1055). Elas estão à disposição para o esclarecimento de qualquer dúvida.

Juntos, queremos levar nosso Pai e Fundador à honra dos altares!


quinta-feira, 6 de agosto de 2020

DEUS NÃO É COMUNISTA!

O comunismo é uma ideologia que propõe a abolição de toda e qualquer diferença entre os indivíduos para se chegar em uma total igualdade, pois seus defensores acreditam que toda a desigualdade gera conflitos. Assim, numa sociedade comunista, tudo seria de todos, sem propriedade privada, sem classes sociais e nem diferença entre as pessoas. Para eles, numa sociedade assim, não haveria motivo para a inveja, que é a causa de muitos conflitos.

Porém, essa ideologia confronta diretamente com a natureza humana, com a forma pela qual fomos criados. Cada um de nós é um ser único e irrepetível, com um DNA exclusivo, com suas características físicas e psicológicas, sua história, sua educação, assim ninguém é igual a ninguém e forçar uma igualdade, ao contrário de ajudar a sociedade, vai apenas empobrecê-la em todos os sentidos.

Certa vez, Santa Terezinha do Menino Jesus, se perguntava o porquê somos tão diferentes, qual a razão de Deus dar mais graças e dons para uns e não para outros. Então, em sonho, viu um lindo jardim, com suas diferentes flores, frutos, cores, perfumes, com a grama, as pequenas ervas, enfim, todos os pequenos detalhes da natureza. E compreendeu que se só houvesse rosas ou lírios, não haveria tanto encanto; que é o conjunto da criação, com os pequenos e os grandes, os fortes e os fracos, que formam essa beleza exuberante.

Assim, cada um de nós foi criado com amor infinito para cumprir uma determinada missão. Alguns tem uma incumbência mais nobre, como seria a da rosa, outros tem uma missão mais simples como a da grama; outros ainda podem ter a responsabilidade do esterco, que mesmo sendo desprovido de beleza e odor agradável, tem um papel essencial para a fecundidade de todo o jardim.

O importante é cada um de nós descobrir essa missão e se esforçar por realiza-la, sem se preocupar com o que a outra pessoa é chamada a fazer, inexistindo qualquer razão para invejar os dons do outro, já que as responsabilidades do outro também são diferentes.

Ademais, fomos criados à imagem e semelhança de Deus, então tudo o que é bom, belo e verdadeiro em cada um de nós é reflexo da Beleza, Bondade e Verdade de Deus. Por nós mesmos, somos apenas pó. Então, quando vemos em alguém algo de bom, belo e verdadeiro, na verdade, estamos enxergando os traços divinos naquela pessoa. Nossa atitude deve ser admiração e de agradecimento, pois é uma forma de Deus se revelar a nós, através das “causas segundas” que são todas as coisas criadas.

São Pio de Pietrelcina nos ensina: "Nunca devemos nos orgulhar de um Bem que reconheçamos em nós mesmos. Tudo nos vem de Deus e só a Ele devemos dar honra e glória, sem esperarmos coisa alguma além da recompensa pelo Bem que descobrimos em nós."

A inveja pode ser definida como um desgosto, uma tristeza provocada pela felicidade ou prosperidade de outra pessoa. Se começarmos a ver nos bens e dons do outro, reflexos de Deus, não há espaço para sentirmos inveja. Afinal, aquilo que ele possui, na verdade, não é dele, vem de Deus. E se Deus permitiu que ele gozasse dessas coisas (tanto materiais como espirituais) é porque essa pessoa precisa disso para cumprir sua missão.

Isso não significa que eu não deva me esforçar para ser uma pessoa melhor, para ter mais virtudes ou até mais bens materiais, pois temos a responsabilidade de desenvolver todos os talentos que Deus nos deu. Mas devo fazer isso no meu ritmo, na minha realidade, sem angústia ou tristeza se não consigo tudo o que desejo na hora em que desejo ou se olho ao redor e vejo outras pessoas que já possuem aquilo que almejo.

Não devemos buscar a igualdade em tudo. Cada um tem a sua originalidade, o seu potencial que deve ser desenvolvido e sem o qual a obra da criação ficará imperfeita. Alegremo-nos com as nossas diferenças e agradeçamos pelas graças e dons recebidos pelos outros, pois é uma forma de Deus se comunicar conosco, mostrando toda a sua generosidade e sabedoria na distribuição de suas maravilhas.

photo credit: Onasill ~ Bill <a href="http://www.flickr.com/photos/7156765@N05/50145458361">Toronto Ontario ~ Canada ~ Edwards Gardens ~ Botanical Garden - Heritage</a> via <a href="http://photopin.com">photopin</a> <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.0/">(license)</a>


segunda-feira, 13 de julho de 2020

NÃO TENHA MEDO!



Já me falaram que a expressão “não tenha medo” está escrita 365 vezes na Bíblia, uma para cada dia do ano, reforçando a mensagem que devemos confiar na bondade e misericórdia de Deus, confiar em sua Divina Providência que cuida de cada um de nós como a preciosa pupila de seus olhos.

O medo faz parte de nossa natureza animal, do nosso instinto de autopreservação. Sentimos medo quando percebemos algum tipo de ameaça à nossa integridade física ou emocional. Quem sente medo está em um estado de alerta e preocupação, sua atenção está focada naquele elemento que está causando o medo, sendo essa a prioridade imediata em sua vida, deixando as outras coisas de lado.

Porém, como cristãos, somos convidados a dar um passo para fora do medo, um passo de coragem, um passo de fé e confiança de que existe Alguém que permanentemente está cuidado de cada um de nós, como sua ocupação predileta. Quem consegue ter essa visão sobrenatural dos acontecimentos da vida, experimenta uma sensação de paz e de tranquilidade e encara todos os desafios com coragem e na segurança de que “tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus” (Rm 8,28).

Isso não significa que, num passe de mágica, as preocupações e receios desaparecem. As pessoas que sabem que são amadas e cuidadas por Deus, num primeiro momento podem até sentir um certo medo e insegurança, mas logo esse sentimento é substituído pela confiança de que, se Deus Pai está permitindo essa situação em suas vidas, é porque ela é necessária para a sua salvação, para sua felicidade eterna.

Para podemos chegar a essa atitude de confiança irrestrita na Divina Providência precisamos começar a enxergar, em nossa história de vida, tudo o que o Bom Deus já fez e continua fazendo para nos conduzir a Ele. Precisamos literalmente parar e contemplar. Tirar alguns minutos por dia e nos perguntar: como Deus cuidou de mim hoje?

A doutrina da Igreja nos ensina que Deus, porque nos ama, quer se comunicar diariamente conosco, seja através da natureza, das pessoas que encontramos, dos acontecimentos simples do dia a dia e até dos grandes acontecimentos da história do mundo. Quando incluímos em nossa rotina diária esse tempo de meditação, aos poucos começamos a sentir (e não só saber) que somos muito amados e assim, conseguimos também começar a retribuir esse amor.

Desta forma, quando somos surpreendidos com algum acontecimento que nos estremece, como a perda de um ente querido, um problema econômico, uma doença, uma pandemia que nos força a mudar a forma de viver as coisas mais simples como sair de casa, conseguimos ter a tranquilidade de quem sabe que é seu Pai quem está no controle de tudo, que no meio da tempestade, é seu Pai quem está no leme do barquinho da sua vida, te conduzindo para o porto seguro.

Sentir-se assim, verdadeiramente amado e cuidado pelo Pai, é uma graça extraordinária, mas que está à disposição de cada um de nós. Precisamos pedi-la diariamente e fazer a nossa parte, o nosso 1%, que é essa meditação da vida diária, esse olhar para a nossa vida procurando onde e quando Deus está falando conosco,  “pois todo aquele que pede, recebe; quem procura, acha; e a quem bate, a porta será aberta.” (Mt 7,8)

sexta-feira, 5 de junho de 2020

PREPARAR OS FILHOS PARA O MARTÍRIO


Eu sempre me impressionei com a história da mãe e de seus sete filhos narrada em 2 Macabeus, capítulo 7. O relato bíblico nos conta que, para não ceder à pressão do rei e comer carne de porco que era proibida para os judeus, a mãe viu cada um de seus filhos serem torturados e mortos, sendo por fim, martirizada também. Um dos trechos que me chama a atenção é o seguinte:

“Ela, vendo morrer seus sete filhos num só dia, suportou tudo corajosamente, esperando no Senhor. Ela encorajava cada um dos filhos, na língua de seus antepassados. Com atitude nobre, e animando sua ternura feminina com força viril, assim falava com os filhos: ‘Não sei como vocês apareceram em meu ventre. Não fui eu que dei a vocês o espírito e a vida, nem fui eu que dei forma aos membros de cada um de vocês. Foi o Criador do mundo, que modela a humanidade e determina a origem de tudo. Ele, na sua misericórdia, lhes devolverá o espírito e a vida, se vocês agora se sacrificarem pelas leis dele.’” (2Mc 7, 20-23)

Que fé extraordinária possui essa santa mulher! Sabemos que o instinto materno tende a proteger os filhos de todo o sofrimento, mas ela, pensando no bem maior, na felicidade eterna de seus filhos, os encorajou ao martírio!

Isso me faz pensar até que ponto eu, como mãe, estou preparando meus filhos para um eventual martírio. Não falo aqui necessariamente de um martírio sangrento, de dar a vida pela fé em Jesus Cristo (apesar que, nos tempos difíceis e extraordinários em que vivemos, essa não é uma hipótese tão absurda). Mas talvez de um martírio da própria reputação, um martírio de ser considerado fundamentalista, radical, louco... Até que ponto meus filhos (e nós também, como pais) estão dispostos a abrir mão de ter a tranquilidade e paz daqueles que seguem os ensinamentos do mundo para viver a radicalidade exigida no seguimento de Jesus?

Essa entrega total só é possível se temos uma fé sólida no amor infinito que Deus Pai tem por cada um de nós e de que a felicidade completa só teremos quando chegamos no Céu. Para isso precisamos basicamente de duas coisas: oração incessante pedindo o dom da fé (“eu creio, Senhor, mas aumentai a minha fé”) e o aprofundamento na vida e nos ensinamentos de Jesus. Só podemos amar quem conhecemos. Só nos sentiremos amados se meditarmos e enxergarmos o que Jesus fez por nós, fez por mim, ao se entregar livremente para ser torturado e morto na cruz.

Assim é importante, desde que os filhos são pequenos, a mostrar para eles como são amados por Deus, como são preciosos aos olhos de Deus, o quanto Jesus sofreu para que eles pudessem estar, um dia, no Céu. Conforme eles vão crescendo, devemos estimular que tenham também um relacionamento pessoal e íntimo com o Senhor, através da oração pessoal e frequência aos sacramentos, afinal, Deus não tem netos, só filhos...

Devemos também estudar a doutrina da Igreja, as razões da nossa fé, o porquê defendemos determinada causa ou somos contra outras. Nossa inteligência precisa ser iluminada pela luz natural da razão e pela luz sobrenatural da graça. As duas coisas andam juntas. Nossa fé tem fundamento racional, na inteligência, não é apenas um “sentimento”. Sem alimentarmos esse lado racional da nossa fé, na hora da tentação, na hora que precisamos justificá-la ou tomar um posicionamento mais firme, podemos fraquejar. “A fé e a razão constituem como que as duas asas pelas quais o espírito humano se eleva à contemplação da verdade”, nos ensina o S. João Paulo II. Todo esse estudo deve ter como objetivo sempre a busca da Verdade, que é o próprio Jesus Cristo. “Conhecerão a verdade, e a verdade vos libertará” (Jo 8,32).

Desta forma, com uma vida de oração e de busca da verdade, com a força e as graças que recebemos através dos sacramentos, especialmente da Confissão e da Eucaristia, nós e nossos filhos estaremos preparados para enfrentarmos as dificuldades que o mundo nos apresenta e até o martírio, se assim estiver nos planos amorosos do Pai.



photo credit: babasteve <a href="http://www.flickr.com/photos/64749744@N00/25941203631">Easter Week No. 5</a> via <a href="http://photopin.com">photopin</a> <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc/2.0/">(license)</a>