quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

OS SANTOS INOCENTES E O ABORTO



No dia 28 de dezembro comemoramos os Santos Inocentes, os meninos que foram mortos por Herodes na tentativa dele matar Jesus. Eles são os primeiros mártires, porque mesmo sem saberem, morreram por causa de Jesus.

O Pe. Léo comentou uma vez que esse exército dos Santos Inocentes aumenta a cada dia no Céu, pois as crianças que são abortadas também são mártires, que mesmo sem saber, morrem por causa do pecado original, pelo egoísmo, covardia e até ignorância de seus próprios pais. E se morrem em consequência do pecado do mundo, morrem no lugar de Jesus. E o mais incrível é que esse filho que foi abortado, um Santo Inocente, do Céu, intercede por seus pais, para que encontrem o caminho da misericórdia de Deus.

Muita coisa tem sido falada aqui no Brasil sobre o aborto nestas últimas semanas, pois infelizmente estão tentando legalizar essa prática por aqui. Os que defendem o aborto afirmam que a intenção seria “proteger” as mulheres que já fazem o aborto ilegalmente, para que possa ter mais “segurança” em abortar. Porém, ninguém fala sobre os enormes traumas que essas mulheres sofrem ao abortar e que o melhor para elas seria dar condições para que pudessem levar sua gestação adiante e ter os seus bebês.

Caso o aborto seja legalizado, muitas mulheres serão coagidas a abortar, seja pelo pai de seu filho, pela família e até pelo médico, que lucrará com isso. O fato é que por ser ilegal, a mulher pensa duas vezes antes de se submeter a um procedimento de risco e tem a lei a seu favor para convencer quem poderia lhe pressionar a fazer o aborto.

Quando estava grávida da Júlia, minha quarta filha que tinha um problema genético e que provavelmente morreria no parto (a história inteira você pode ler aqui), sofri uma pressão enorme por parte do médico geneticista para que a abortasse. Mesmo sendo ilegal, ele “daria um jeito”. Ele chegou até a falar que eu poderia morrer se levasse a gravidez adiante e deixaria meus outros três filhos órfãos. Se eu tivesse a mínima dúvida sobre abortar ou não, ele teria me convencido. E eu teria sido privada do imenso privilégio que foi ser mãe da Júlia e ter o coração em paz, pois a amamos acima de tudo e fizemos tudo o que pudemos enquanto ela esteve aqui conosco. Essa paz que é roubada de toda mãe que aborta e que causa imensos danos psicológicos para toda a vida.

Durante a minha vida conheci três mulheres que pensaram em abortar quando descobriram a gravidez. Por graça divina, consegui convencer as três a terem seus bebês. Eu ainda tenho contato com duas delas, que me agradecem por tê-las apoiado num momento delicado de suas vidas e hoje podem ver seus filhos crescerem saudáveis. Hoje não conseguem imaginar suas vidas sem seus filhos.

Mas o que podemos fazer então frente a uma situação tão grave que é a possibilidade da legalização do aborto? Primeiro, rezar, fazer jejuns e sacrifícios para que os políticos sejam convencidos que a vida deve prevalecer sempre. Podemos também nos informar mais profundamente sobre os argumentos dos que defendem o aborto, para podermos rebater a cada um. Vários sites católicos já possuem esse material disponível.

E por fim, uma prática que conheci no começo do ano é a adoção espiritual de bebês que estão em risco de serem abortados. É muito simples fazer essa adoção: 1º) escolha um nome para o bebê que você está adotando espiritualmente; 2º) anote o dia em que está começando a adoção; 3º) anote a data provável do parto, que será 9 meses após o dia em que você começou a adoção; 4º) reze todo os dias a seguinte oração: “Jesus, Maria e José, eu os amo muito e imploro que poupem a vida de (nome do bebê), o bebê ainda não nascido que eu adotei espiritualmente e que está em perigo de ser abortado.”
Quem desejar mais informações sobre essa adoção espiritual, pode acessar aqui. Termino esse post com uma oração aos Santos Inocentes:


Ó Santos Inocentes, intercedei a Deus em favor de tantos bebês que continuamente são ameaçados pelo aborto. Abri o coração dessas mães e desses pais para que aceitem o grande presente que receberam, que é cuidar de uma alma imortal. Intercedei a Deus para que nos livre da aprovação de uma lei permitindo o aborto em nosso país. Intercedei também por todos os profissionais da saúde que praticam aborto, para que sua consciência mostre o mal que estão fazendo. Ó Santos Inocentes, intercedei por nós para que tenhamos sempre a força para lutar contra o aborto, sabendo que é uma guerra espiritual contra o demônio, revestindo-nos com a armadura de Deus. Amém.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

O DESAFIO DE LIDAR COM FILHOS ADULTOS


Chega o momento para todo pai e mãe em que os filhos crescem e começa uma nova fase no relacionamento, onde precisamos aprender a lidar com a realidade de que nossos “bebês” se tornaram adultos. São muitos os desafios dessa nova fase, tanto para os pais como para os filhos.

A primeira questão é saber quando efetivamente eles se tornam adultos... Como pais, parece que nunca estão maduros o suficiente. E para cada filho, essa maturidade pode chegar em um momento diferente. Porém, se formos pensar no aspecto legal em nosso país, adulto é toda a pessoa maior de 18 anos. Assim, devemos presumir que nossos filhos são adultos a partir dessa idade.

Durante toda a vida da criança e do adolescente, demos conselhos e mais conselhos, às vezes até sermões, afinal é nosso dever educa-los no caminho do bem. Mas agora na fase adulta, precisamos tomar cuidado com nossas palavras, mesmo que seja com a melhor das intenções. Para um filho adulto, não devemos já chegar falando o que pensamos. O ideal, em primeiro lugar, é pedir sua permissão. Isso mesmo: perguntar ao filho se pode dar sua opinião sobre determinada questão.

Claro que é estranho como pais, de repente pedir a permissão do filho para falar com ele, mas isso demonstra ao filho que você está reconhecendo que ele cresceu, que é um adulto, que tem livre arbítrio para tomar suas decisões e o máximo que você pode fazer nessa fase, é aconselhar SE ELE PERMITIR. E assim, pedindo permissão antes de falar, a chance dele escutar efetivamente seu conselho aumenta muito.

Outra questão é sobre obedecer as regras da casa. Isso você pode ser enfática: enquanto morar com você, o filho PRECISA OBEDECER as regras do lar, independentemente de que idade tenha. A casa é sua, então as regras também são. Você tem direito de exigir horário para chegar em casa, quem pode visitar ou dormir na sua casa, a necessidade de avisar se fará as refeições com a família (sob pena de ter que se arranjar na cozinha para comer depois), entre outras. Isso é questão de respeito e se ele morasse em qualquer outro lugar, com outras pessoas, também precisaria obedecer as regras.

Um aspecto que é particularmente difícil para as mães é com relação à independência emocional. Dependendo do temperamento do filho, mesmo adulto, poderá continuar com uma dependência emocional de seus pais que não é saudável. O filho precisa saber que deve assumir as consequências das escolhas que fizer e não pode ficar perguntando toda hora se deve fazer isso ou aquilo. No fundo, o que o filho deseja, é aprovação dos pais sobre suas decisões e isso pode ser resultado de carência afetiva e imaturidade emocional.

Portanto, cabem aos pais garantirem a seus filhos que eles são amados INDEPENDENTE DE SUAS ESCOLHAS e que se errarem, estarão a seu lado para ajudarem no que precisarem. Mas as decisões precisam ser tomadas pelos filhos e por mais que seja gostoso ter um filho adulto que está sempre pedindo a sua opinião, essa atitude não faz bem para ele.

A última dica é para quem tem filho ou filha casado. Os pais, especialmente aqueles que tem uma condição financeira melhor, tem a tentação de querer ajudar economicamente seus filhos casados. E isso também não é aconselhável. Querendo ou não, o pai que dá mesada para o filho casado, mesmo que seja na melhor das intenções ou para necessidades justas, como seria pagar a escola dos netos, tende a se intrometer mais na vida do casal, pensando que tem o direito de opinar sobre as decisões que seus filhos (com as noras e genros) tomam. Os filhos tem que aprender a viverem de acordo com sua própria renda. Depender economicamente dos pais é uma vida de ilusão e pode trazer muita discórdia no relacionamento do casal.

É claro que numa situação de emergência, como doença ou desemprego, os pais podem e até devem dar uma força. Mas não pode ser uma ajuda permanente, sem data para acabar. Desta forma, antes até dos filhos se casarem, precisam saber que não poderão mais contar com o dinheiro dos pais e deverão viver na condição financeira que a renda deles proporcionar.


Por fim, uma atitude que os pais com filhos de qualquer idade devem sempre fazer é REZAR por cada um de seus filhos, pelas noras e genros e pelos netos. A oração nunca é demais. Através da oração, mantemos uma vinculação espiritual saudável com nossos filhos e ela os sustentará em todos os momentos de suas vidas. A oração faz muito mais pelo filho do que nós podemos fazer. Ela os acompanha sempre, onde não podemos ir, até o mais profundo de seus corações. Então, rezem muito e sem cessar! Pais de joelhos, filhos em pé!

terça-feira, 15 de novembro de 2016

É POSSÍVEL UMA MÃE MEDITAR?

Vivemos num mundo muito agitado, com muitas coisas pedindo nossa atenção: marido, filhos, casa, talvez ainda o trabalho fora e os compromissos com o apostolado. Assim, não devemos estranhar que surja em nós um desejo por paz e tranquilidade. Mas será que isso é possível na vida de uma mãe muito ocupada?

Precisamos de um tempo para nos encontrar conosco mesmas e nos confrontar com aquilo que dá o sentido verdadeiro a nossa existência e que nos conduzam a um contato mais profundo com Deus. E é aqui que entra a prática da meditação.

A meditação, nos moldes ensinados pelo Pe. Kentenich, fundador do Movimento Apostólico de Schoenstatt, a chamada “meditação da vida diária”, vem responder a esse anseio e essa necessidade. Sua preocupação constante era conduzir o ser humano atual até um encontro com o Deus vivo através das criaturas e das circunstâncias concretas que o rodeiam.

Precisamos cultivar nossa vida interior, nossa dimensão sobrenatural, pois não devemos cuidar apenas do nosso corpo e da nossa mente, mas nosso espírito também precisa ser devidamente nutrido, caso contrário, corremos o risco de perder a vitalidade da nossa fé. A fé só se mantem e se alimenta através do contato íntimo e pessoal com o Senhor.

Pe. Kentenich ensina um método de meditação especialmente apto para as pessoas que estão chamadas a encontrar a Deus no meio do mundo, através das criaturas, e nós, mães, estamos incluídas neste grupo. Ou seja, um método para quem não pode nem deve abandonar as realidades desse mundo: sua família, seu cônjuge, seus filhos, seus negócios e tudo o que isso implica, para se retirar e contemplar a Deus na solidão.

Esse tipo de meditação não é um aprofundamento intelectual das verdades da fé, mas sim encontrar com Deus na nossa vida, perceber onde e como ele se comunica conosco em nosso dia a dia. Ao percebemos o quanto Deus se esforça para se fazer presente na nossa vida, o quanto ele cuida, com muito amor de cada uma de nós, nosso amor por ele cresce e dá frutos. Assim, o objetivo da meditação não é conhecer mais, mas AMAR mais.

O primeiro passo para colocar a meditação na prática é decidir que meditar é importante, e dedicar alguns minutos do dia para isso. Pode ser, no início de 10 a 15 minutos. Podemos começar fazendo uma vez por semana, e depois, gradativamente, aumentando a frequência.

Escolhemos um lugar adequado, onde não seremos interrompidos. Sei que isso pode ser especialmente difícil se temos crianças muito pequenas em casa, mas usando a criatividade e quem sabe até a ajuda de nosso esposo, conseguiremos encontrar um momento e um local apropriado. É bom ter um caderno pessoal para anotar as inspirações que a meditação pode trazer. De preferência, com alguma cruz ou imagem que nos remeta à realidade sobrenatural. Fechar um pouco os olhos, respirar calmamente e nos colocar na presença de Deus, então fazemos uma oração implorando as luzes do Espírito Santo.

Em seguida, escolher sobre o que se vai meditar. Se ainda somos iniciantes nessa prática, é mais fácil escolher um passagem bíblica ou um trecho de uma oração. Depois, com a prática, pode ser um acontecimento da vida (uma situação concreta de nossa vida), que é efetivamente a meditação da vida diária proposta pelo Pe. Kentenich.

Não é necessário que em cada meditação escolhamos um tema diferente, podemos por várias vezes meditar sobre a mesma coisa, pois encontramos algo que captou nosso coração, que nos une a Deus de forma especial. O objetivo é precisamente este: repousar no amor de Deus, crescer nesse amor, expressar nossa entrega, nossa disposição de segui-lo ou nossa vontade de abraçar a cruz que nos presenteia.

O Pe. Kentenich propõe três perguntas que constituem uma excelente ajuda para desenvolver esse encontro com o Senhor:
1.     O que Deus quer me dizer com isso? (através desse texto ou desse fato ou circunstância)
2.     O que digo a mim mesmo?
3.     O que respondo a Deus?

A pergunta mais importante é esta última. É nela que entramos na oração meditativa. Quando falamos de resposta, não significa uma ação ou propósito, mas de uma resposta “de amor”, uma resposta do coração, falando pessoalmente com o Senhor. Expressamos nosso amor de gratidão, de arrependimento, de pedido. Terminamos a meditação com uma oração de ação de graças. É conveniente anotar no caderno pessoal sobre o que meditamos e o que foi mais importante para nós na meditação.


Além de agradecer ao Senhor e a Nossa Senhora pela meditação (ou pedir perdão se não a realizamos bem), as vezes podemos concluir com alguma intenção ou propósito que venha ao encontro do que meditamos. Assim, pouco a pouco, com a dedicação de alguns momentos por dia para meditar, vamos aumentando nosso amor e nossa vinculação ao nosso Pai do Céu que nos ama com amor infinito.

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segunda-feira, 7 de novembro de 2016

O PAPEL DO PAI E DA MÃE


Numa cultura em cada vez mais os papeis do homem e da mulher estão confusos, é importante ressaltar que o ser masculino e o ser feminino são diferentes e complementares e para uma educação saudável e equilibrada, a criança precisa experimentar a influência dessas duas maneiras de ser, a masculina e a feminina, o paternal e o maternal. 

O Catecismo da Igreja Católica nos diz que devemos complementar um ao outro não apenas sexualmente, mas também como auxiliares um do outro, pois homem e mulher foram “feitos um para o outro” e “como esposos e pais cooperam de forma única na obra do criador”.

Quando uma criança cai e rala o joelho, geralmente ela vai correr para sua mãe, antes de correr para o seu pai. Isso não é uma ofensa para o seu pai; simplesmente significa que intuitivamente ela reconhece sua mãe como sendo a mais cuidadosa dos dois. Em geral, as mães são aquelas que aconchegam, abraçam e agradam. Olhem para o valor simbólico do corpo da mulher. Seus órgãos sexuais primários mostram uma forte abertura, sinalizando uma grande receptividade, ou seja, a habilidade e a necessidade de receber. Seus órgãos sexuais secundários, simbolizam a doação de si mesma. A característica espiritual da alma da mulher é uma pronunciada doação de si mesma, formando assim uma necessidade dentro dela de dar a si mesma e receber de outros.

Em virtude de suas qualidades inerentes, a mulher realiza três tarefas principais. Primeira, é ela quem dá e protege a vida. Ela cuida daquela vida antes e depois do nascimento da criança de uma maneira muito íntima e continua a desenvolver a vida através do serviço para sua família. Segundo, ela desenvolve a vida emocional e intelectual. A mãe desperta a criança para o mundo a seu redor é a principal influência para a socialização da criança no início de sua vida. Através da mãe, a criança aprende como se relacionar com outras pessoas, apesar disso ser verdade também para o relacionamento com o pai. A mãe ajuda a criança a combinar as ideias com a vida e ensina a criança sobre o amor, lealdade, preocupação, consideração, serviço e dedicação através de sua orientação e por ela assumir essas características em si mesma. Terceiro, ela tende a ser a principal influência religiosa no lar. A mãe geralmente lidera na criação de uma atmosfera religiosa em seu lar e no fornecimento de experiências religiosas tangíveis para a família. Em geral, é a mãe quem nutre os costumes religiosos no lar e inicia as práticas religiosas.

De outro lado, sempre que a criança tem o anseio de fazer alguma aventura, ela geralmente se dirige a seu pai. Os pais são destemidos, estimulam a criança a desafiar o perigo, a não temerem o mundo, mas sim desbravá-lo. Os órgãos sexuais masculinos são para fora do seu corpo, mostrando essa tendência de sair para o mundo. Homens são os conquistadores, os provedores, os protetores. Eles oferecem segurança e força. Sua maior recompensa é saber que sua esposa e seus filhos estão bem cuidados.

Em virtude disso, o pai é a autoridade fundamental da família. Como tal, ele é chamado a ser um reflexo de Deus Pai para seus filhos. As palavras de Jesus “Sejam perfeitos, como é perfeito o Pai de vocês que está no céu” (Mt 5,48) se aplicam aos pais de uma forma muito especial. Sem a experiência de um pai amoroso em nível humano, as crianças podem ter uma dificuldade muito grande de ter um relacionamento amoroso com Deus Pai quando forem adultos. O maior apostolado que um homem pode fazer como homem e como pai é mostrar Deus para seus filhos.

Os pais devem ser bons para seus filhos mesmo se seus filhos não são bons com eles, para refletirem a bondade e misericórdia de Deus Pai. Lembrem da história do filho pródigo: mesmo tendo errado, o pai recebeu o filho de braços abertos. Isso não significa que os pais (nem as mães) devem aceitar desrespeito ou mal comportamento de seus filhos. Significa que o pai carrega sua família em seu coração e age sempre com a máxima benevolência com ela enquanto guia seus filhos pelo caminho do bem.

Para reflexão:
1. De que maneiras você demonstra a paternidade/maternidade para seus filhos?
2. Como vocês podem ajudar um ao outro a ser mais paterno ou materno?
3. O pai é a autoridade fundamental em sua família? Se não é, como vocês podem trabalhar juntos para assegurar que ele seja, ao mesmo tempo mantendo o papel da mãe como uma autoridade de apoio?

* as reflexões de hoje foram inspiradas no livro "Strenghtening your family", de Marge Fenelon.
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terça-feira, 18 de outubro de 2016

SENHOR, ESCUTAI A NOSSA PRECE!


Ouvi um testemunho de uma pessoa que estava numa sala de espera de um Pronto Socorro, quando uma família chegou com uma criança doente. Assim que a criança entrou para ser atendida, os demais membros da família se abraçaram e começaram a rezar em voz alta, pedindo a Deus que tudo corresse bem e a saúde da criança fosse restabelecida.

Quando soube disso, fiquei pensando: será que faria o mesmo em tal situação? Sempre achei que nossa família fosse uma família de oração, mas esse testemunho me fez refletir de como podemos melhorar nesse quesito. Essa família não estava dando um show; eles estavam em uma necessidade e pediram ao Pai Celestial por sua ajuda. O ambiente não importava - eles fizeram o que ocorreu naturalmente a eles, e ficou óbvio que a oração era parte de suas vidas diárias.

A oração faz parte de nosso dia a dia? Ela é tão natural para nós que podemos começar a rezar em qualquer hora, em qualquer lugar? Talvez não tenhamos uma personalidade que nos leve a rezar em voz alta em lugares públicos, mesmo numa crise. Mas no mínimo rezar - ter Deus em primeiro lugar em nossos pensamentos em qualquer situação - é o que o Primeiro Mandamento requer de nós.

A oração é muito mais do que apenas pedir a Deus o que nós queremos. Na oração, reconhecemos o poder e a bondade de Deus e admitimos nossa própria necessidade e dependência dele. Quando rezamos, expressamos nossa fé e esperança em Deus. Através da oração, obtemos a graça e elevamos nossas mentes e corações para um maior conhecimento e amor por Deus. Quanto mais rezamos, mas chegamos a conhecer e amar a Deus. É como o exercício, quanto mais nos exercitamos, nossas mentes ficam mais eficientes e nossos corpos mais fortes. Eventualmente, o exercício se torna parte de nossa rotina e nós o fazemos sem mesmo refletir muito. O mesmo acontece com a oração.

O sinal mais óbvio de amor a Deus é a oração. Cada oração realmente boa contém não apenas pedidos e expressões de pesar por nossas falhas, mas também louvor e adoração a Deus.

A oração não é apenas sobre falar, mas também sobre ouvir. Aqui lembro um testemunho da Ir. Petra sobre nosso o Pe. José Kentenich, fundador do Movimento Apostólico de Schoenstatt. Ela contou que após terminar um trabalho importante, o padre pediu que ela levasse o texto ao Santuário e o apresentasse a Nossa Senhora. Ela foi, colocou sobre o altar, fez alguns minutos de oração pedindo que a Mãe de Deus cuidasse daquele trabalho e saiu. Então, o Pe. Kentenich perguntou o que a Mãe de Deus  havia dito. Ela ficou confusa e quando contou a ele como havia feito, ele respondeu que ela saiu muito rápido do Santuário, justamente quando Nossa Senhora iria dar a resposta. Então, ela voltou ao Santuário, ficou em silêncio e pediu que a Mãe de Deus lhe respondesse. Depois de algum tempo, ela começou a sentir em seu coração aquilo que a Mãe queria lhe transmitir.

Como todo bom hábito, a oração requer frequentes lembretes. Para nós católicos, os sacramentais são sinais e símbolos que nos aproximam de Deus, como por exemplo, água benta, a cruz, imagem de Nossa Senhora, terços, imagens de santos, etc. Eles são como aqueles bilhetinhos que penduramos para não esquecer um compromisso importante, nos lembrando de Deus e de sua bondade.

Não existe um manual a se seguir quando se trata de oração, principalmente oração em família. Cada um deve se ajustar de acordo com as necessidades e capacidades da família. Mas o importante é rezar junto, pelo menos uma vez ao dia. 

Para refletir:
1. Como é a nossa vida de oração em família?
2. Como podemos fazer dela um momento que dê mais fruto?
3. Que tipo de oração funciona melhor para a nossa família? Como você pode aproveitar isso para ajudar seus filhos a fomentar um relacionamento mais animado e mais pessoal a Deus?

photo credit: ashley rose, <a href="http://www.flickr.com/photos/22196205@N03/3902458347">70.365 please God hear my cries</a> via <a href="http://photopin.com">photopin</a> <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.0/">(license)</a>

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

FÉ PRÁTICA NA DIVINA PROVIDÊNCIA


Todos recebemos o dom da fé pelo Batismo, mas ela é só uma semente, precisamos desenvolve-la no decorrer de nossa vida. Para isso, precisamos conhecer as verdades da fé, aquilo no qual acreditamos e principalmente a pessoa na qual depositamos nossa fé.

Mas não se trata apenas de um conhecimento intelectual, mas de uma vivência, de um verdadeiro encontro com Jesus, o nosso, o meu Salvador. Precisamos aumentar sempre a consciência de que Jesus não só salvou toda a humanidade, mas Jesus salvou a mim! A oração e a frequência ao sacramentos, especialmente a Eucaristia, onde Jesus se dá a mim e deseja se tornar um só comigo e a Confissão, onde ele mesmo perdoa os meus pecados, são a chave para que nossa fé cresça e amadureça.

Possuir uma fé prática na Divina Providência significa que eu acredito que Deus é Pai, Deus é bom e bom é tudo aquilo que ele faz e permite. Eu sei que tudo aquilo que acontece em minha vida faz parte de um plano de amor que ele executa com infinita sabedoria, poder e misericórdia. O grande objetivo que Deus tem para a minha vida é que um dia eu esteja com ele no Céu, gozando das glórias do Paraíso. E tudo aquilo que acontece em minha vida, tem por trás esse plano de amor de Deus.

Deus está sempre tentando se comunicar conosco, mas muitas vezes não conseguimos escutar a sua voz. Ele nos fala através dos acontecimentos, não só na nossa própria vida, mas todos os acontecimentos da história, no mundo inteiro. Ele deseja que sejamos seus cooperadores livres para construir a história conosco. Devemos buscar interpretar esses sinais através dos quais Deus nos fala. Guiados pela luz da fé, devemos tentar entende-los, aprendendo a distinguir sua voz.

O "filho da Providencia" pergunta em todas as situações: "Pai, o que quer que eu faça? Qual é a sua vontade?" A atitude providencialista consiste na constante busca filial da vontade de Deus Pai e na disposição permanente em realizar esta vontade, mesmo que custe pesados sacrifícios.
Para descobrir a vontade de Deus devemos aprender a escutar as vozes do tempo (o que Deus nos diz através das circunstancias), as vozes da alma (o que Deus nos diz através de nossa consciência, aquilo que o Espírito Santo sussurra em nosso coração) e as vozes do ser (o que Deus nos diz através de sua Palavra e das leis naturais)

Como fazer isso na prática? Através da meditação diária dos acontecimentos da sua vida. Não podemos achar que tudo (trabalho, família, saúde) é "natural", tudo devemos agradecer a Deus. Meditar, no sentido em que entendemos aqui, não consiste em refletir, analisar ou aprofundar o conhecimento sobre uma realidade religiosa por meio do estudo. Seu objetivo não é saber mais ou conhecer mais, mas amar mais. O objetivo da meditação não se centra na aquisição de novos conhecimentos, mas do aprofundamento de nosso vínculo de amor pessoal com Deus.

No próximo post falarei mais detalhadamente sobre como colocar em prática essa meditação que nos ajuda a possuir uma fé prática na Divina Providência. Porém, apenas para dar uma dica, podemos sempre fazer três perguntas frente a um acontecimento em nossa vida:

a) O que Deus quer me dizer com isso?
b) O que devo dizer a mim mesmo? Trata-se de um tipo de exame de consciência: como compreendi esta verdade em minha vida? Como a aproveitei? Como a apliquei?
c) O que digo a Deus? Isto é o principal: que aprendamos a dialogar com Deus, que cultivemos uma vida mais profunda e interior, uma comunhão a dois com Deus.


Com essas respostas, aos poucos, nosso amor e vinculação a Deus aumentam, nossa confiança de que somos pessoalmente cuidados por um pai amoroso também crescem e experimentamos cada vez mais uma paz interior que nem as maiores tribulações podem nos tirar. 

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

A BELEZA DO AMOR

O amor verdadeiro é de uma beleza indescritível. Supera todo sofrimento e é capaz de realizar os anseios mais profundos de nossa alma. Mas será que conhecemos esse amor? Já o experimentamos? É possível vive-lo em nossa sociedade tão individualista e utilitarista?

SIM É POSSÍVEL! E mais, todos nós devemos experimentar e viver a beleza do verdadeiro amor humano, pois para isso somos chamados! Além disso, precisamos proclamar a todos essa beleza, esse tesouro que está à disposição de quem quiser e estiver disposto a lutar por ele.

Gostaria de salientar hoje as quatro características do amor conjugal, segundo exposto tão sabiamente pelo nosso querido S. João Paulo II, em sua Teologia do Corpo. Ele revela que o verdadeiro amor é livre, fiel, total e fecundo. Faltando uma dessas características, pode ser outro sentimento, mas não é amor.

O amor livre significa que a pessoa só pode amar se livremente escolheu amar. O amor não pode ser imposto, não pode ser exigido. Não pode ser condicional também: eu amo se você me amar, ou eu amo se você fizer isso ou aquilo.

O amor exige a fidelidade, a entrega a uma só pessoa por toda a vida. Não é moralismo, nem machismo (já ouvi dizer que a fidelidade foi “inventada” pelos homens para garantir que saberiam quem eram seus filhos!!), é até uma questão de lógica. Conhecer uma pessoa leva tempo, saber como torna-la feliz também. Exige dedicação e muita energia. Como amar uma pessoa, querer se entregar a ela, mas ao mesmo tempo buscar também outra pessoa? A fidelidade está no profundo de nosso ser: ninguém deseja ser apenas mais um na vida do outro. Queremos ser os únicos.

O amor deve ser total, completo. Se não nos entregamos por inteiro, com tudo o que somos e temos, não estamos amando. Não dá pra falar: eu te amo só com o meu corpo, minha mente é só minha, não te pertence. Ou eu vou te amar só por dois anos, três meses e cinco dias. Soa até ridículo! Ou ainda posso te dar meu afeto, mas não estou disposto a compartilhar meus bens, minhas ideias, meu futuro.

Claro que a individualidade permanece, quando eu amo, continuo sendo eu mesmo, mas estou disposto a entregar todo o meu ser para a pessoa amada, para o seu bem, para a sua felicidade. Estou disposto a ser uma pessoa melhor, a buscar corrigir os meus erros, tudo para o bem do outro.

E por fim, o verdadeiro amor é fecundo, gera vida. O amor deseja se multiplicar. Ele é muito poderoso e muito grande para permanecer apenas entre duas pessoas. Isso é tão maravilhoso que um novo ser humano é gerado a partir de um ato concreto de amor. A forma que somos chamados a existência é através da celebração do amor de nossos pais!

Se isso que acabei de dizer faz sentido para você, se você concorda que para ser amor é necessário que seja livre, fiel, total e fecundo, então procure colocar isso na prática! Se isso faz sentido, então não é possível aceitar um aborto, que seria matar o fruto do próprio amor! A contracepção também não pode ser aceita, pois estou dando ao outro tudo menos a minha fertilidade. As relações sexuais pré-matrimoniais também não representam o verdadeiro amor, porque um casal nessas situações ainda não prometeram a fidelidade para toda a vida e provavelmente também usam métodos contraceptivos para impedirem que seu amor seja fecundo.

E toda vez que agimos contra essas características do verdadeiro amor, acabamos por matar o amor... Infelizmente é isso que presenciamos todos os dias em nossa sociedade. Precisamos propagar essa verdade para todos os lados, para não sermos enganados pela cultura do prazer que nos envolve e também para ajudar as outras pessoas a identificarem seu sentimentos e a lutar por um amor verdadeiro.


sábado, 27 de agosto de 2016

GRAVIDEZ DEPOIS DA PERDA: REDESCOBRINDO A ESPERANÇA E A CONFIANÇA ATRAVÉS DA INTERCESSÃO DE S. GERALDO MAJELLA



O testemunho de hoje é de Charisse Tierney, que gentilmente autorizou sua tradução e publicação neste blog. Ele foi originalmente publicado no site CatholicMom.com. Quem quiser checar a versão original, pode clicar aqui

Pode ser assustador tentar conceber depois de perder um bebê num aborto espontâneo. Depois da alegria de um teste de gravidez positivo, cada dia é passado pensando se pode ser o último dia do bebê. Cada manhã é saudada com gratidão pelo dom de apenas mais um dia. A data do parto é um número apagado no horizonte – a linha de chegada da qual a existência é difícil de reconhecer. E cada pequeno chute é uma fonte de alegria, a saudade pela perda do outro bebê está sempre presente, muitas vezes extremamente fresca em uma ferida que ainda está lutando para ser curada.

Enquanto eu embarcava nessa jornada nesses últimos meses, eu me voltei para vários santos para orações e conforto, mas especificamente para São Geraldo, o santo padroeiro das grávidas. Tendo crescido em uma família italiana pobre nos anos de 1700, Geraldo Majella sempre teve muito respeito pelos pobres e sofredores. Ele trabalhou em alguns empregos humildes depois que seu pai faleceu, mas sempre pareceu atraído pela vida religiosa. Ele dividia os seus ganhos com sua mãe e os pobres, e passava muito tempo com orações e jejum. Sua entrada no mosteiro dos Capuchinhos em Muro foi negada duas vezes em virtude de sua saúde fraca, mas ele persistiu e se junto à Congregação do Mais Santo Redentor com a idade de 23 anos. Três anos depois ele se tornou um irmão consagrado.

S. Geraldo sempre disse que ele estava lá para “fazer a vontade de Deus”, e sua piedade, sabedoria e dom de ler as consciências permitiu que ele servisse bem os pobres e os grupos de mulheres religiosas. Ir. Geraldo também tinha certas faculdades místicas, incluindo a levitação, bilocação e a habilidade de ler as almas. Milagres relacionados a S. Geraldo durante a sua vida inclui a restauração da vida de um menino depois que ele caiu de um alto penhasco; a benção a plantação de um pobre agricultor, a livrando dos ratos; a bênção ao suprimento de trigo de uma pobre família fazendo com que durasse até a próxima colheita e a multiplicação de pães para os pobres em várias ocasiões.

Mas é o milagre associado a um lenço derrubado que levou o Ir. Geraldo a se tornar o patrono das grávidas. Um dia, Ir. Geraldo sem perceber derrubou seu lenço e quando uma jovem menina correu atrás dele para devolver, ele disse: “Fique com ele. Você pode precisar algum dia.” Anos depois, quando essa menina se tornou uma mulher casada e estava passando por momentos muitos difíceis e sombrios no trabalho de parto de seu primeiro filho, ela se lembrou do lenço. Ela sabia que o homem que o havia derrubado era um santo homem, e depois de não encontrar alívio para sua dor ao rezar para muitos outros santos, ela pediu que lhe trouxessem o lenço que havia sido do Ir. Geraldo. Quando colocou o lenço sobre seu corpo, a dor diminuiu e ela deu à luz a uma criança saudável – um resultado muito inesperado, especialmente naquela época.

Mesmo nos dias de hoje, as mães continuam a atribuir bebês saudáveis, partos seguros e concepções aparentemente milagrosas à intercessão de São Geraldo. As mães que experimentaram a infertilidade, abortos espontâneos e perda de filhos se voltam a ele, confiando que suas poderosas orações irão abençoa-las com o milagre que seus braços anseiam por segurar.

Eu encontro grande conforto ao rezar a novena de São Geraldo diariamente (veja a oração abaixo) e me sinto protegida ao usar uma relíquia do santo. Qualquer pessoa pode obter uma relíquia de São Geraldo ao contatar os Filhos do Mais Santo Redentor (Redentoristas Transalpinos) um grupo de monges que vivem na Ilha do Monasteiro de Golgota, na costa da Escócia. Esses monges tem uma devoção especial a São Geraldo e a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Além de enviar uma pequena relíquia para qualquer pessoa que pedir, esses homens santos também rezarão por qualquer intenção especial que lhes for solicitada.

Eu tenho usado minha relíquia de S. Geraldo desde que a recebi no início de minha gestação, e meu marido e eu estamos muito felizes que o bebê e eu estamos saudáveis e prosperando! Mais importante, eu estou crescendo na confiança e na entrega – reconhecendo que o propósito da minha vida, nas palavras de S. Geraldo, é “fazer a vontade de Deus”. Enquanto fazer a vontade de Deus algumas vezes envolve uma dor terrena e sofrimento, eu sei que é São Geraldo que me ajuda a encontrar a alegria que está por baixo.

Deus abençoe todas vocês mães que tiveram o coração partido pela infertilidade, a profunda dor de um aborto espontâneo e a tragédia da perda de um filho! Que a intercessão de São Geraldo possa abençoa-las para que continuem a ter esperança e uma paz que não acaba, mesmo durante suas lutas.
Novena de São Geraldo para Grávidas
Oh grande São Geraldo, amado servo de Jesus Cristo, tu és o perfeito imitador de nosso dócil e humilde Salvador, e um filho devoto da Mãe de Deus. Inflame em meu coração uma faísca daquele fogo celeste da caridade que brilhou em ti e me torne um farol do amor.

Glorioso São Geraldo, como seu divino Mestre tu suportastes sem murmúrio ou reclamação as calúnias de homens maldosos quando o acusaram falsamente de crime, e fostes elevado por Deus como o patrono e protetor das grávidas. Preserve-me dos perigos e proteja a criança que agora eu trago em meu seio. Reze para que meu bebê seja trazido ao mundo de uma forma segura e receba o sacramento do batismo.

3 Pai-nossos, 3 Ave-Marias e 3 Glórias

photo credit: <a href="http://www.flickr.com/photos/115600395@N06/26526186251">Nataliya</a> via <a href="http://photopin.com">photopin</a> <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.0/">(license)</a>

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

É POSSÍVEL "BATIZAR" O POKEMON GO?


Nas últimas semanas li e ouvi muita coisa sobre o novo jogo, que é a “febre” do momento, chamado Pokemon Go. Muitas pessoas criticaram o jogo, falando que era coisa do demônio. Outros disseram que era uma forma de ter acesso a privacidade do seu lar, pois para jogar precisava tirar fotos de dentro de casa. Surgiram várias notícias de pessoas que haviam morrido ao se arriscar para capturar os Pokemons. Como uma mãe católica de filhos adolescentes resolvi escrever esse post baseado na minha experiência com o jogo.

O jogo consiste em baixar um aplicativo no celular, que utiliza um programa de localização por mapas para indicar onde o jogador está e onde estão os Pokemons, que são monstrinhos que precisam ser capturados. Para capturar o jogador precisa de deslocar realmente até o ponto onde está o bichinho. Aqui vi a primeira vantagem do jogo: não dá para brincar sentado em frente a TV, é preciso andar pela cidade. E pela primeira vez na vida meu filho de 14 anos pediu para sair para andar no bairro a pé!! Dei as orientações básicas de tomar cuidado com a rua, não ficar só olhando para o celular, pois era perigoso. E daí a segunda surpresa: ele pediu para levar a irmã mais nova junto, daí enquanto um jogava, o outro “vigiava”. Até pedi para repetir: ele realmente estava pedindo para sair junto com a irmã de 11 anos??? Sim, saíram os dois muito felizes e voltaram 30 minutos depois, cansados, mas com a “missão” cumprida.

Comecei a perguntar mais sobre o funcionamento do jogo e descobri que um dos receios, aquele sobre tirar fotos dos lugares, é infundado, porque não precisa ligar a câmera para capturar os Pokemons. Eles até preferem fazer com a câmera desligada, porque é mais fácil. Outra coisa que descobri é que os bichinhos precisam “evoluir” e para isso o jogador precisa fazer alguns “sacrifícios”, por exemplo, andar um determinado número de quilômetros. Mais uma grata surpresa: eis que meus filhos estavam de livre e espontânea vontade dando voltas a pé no parque que fica perto de casa! Voltavam sempre cansados, mas felizes.

Daí comecei a usar todas essas questões envolvidas no jogo para evangelizar as crianças. Primeiro, a busca por algo que não é possível ver “a olho nu”, precisa do celular para enxergar onde está o Pokemon. Fiz a analogia com Deus, com Nossa Senhora, com os anjos: não conseguimos vê-los a olho nu, precisamos do “aplicativo” da fé! Devemos buscar a Deus em todos os lugares onde estivermos. Mesmo se não conseguimos ver com nossos olhos, a nossa fé nos mostra onde Ele está. E Deus está presente em nossas vidas, interagindo conosco a todo momento, basta procura-lo com fé.

A parte dos Pokemons precisarem evoluir foi uma excelente analogia para mostrar que cada um de nós precisamos também evoluir, precisamos melhorar, precisamos buscar a nossa santidade e o meio de conseguir isso é fazendo sacrifícios. E nessa conversa meu filho mesmo me disse que precisava evoluir nas notas na escola! Vi que ele tinha entendido a mensagem. Agora vez ou outra eu pergunto para ele como estão as evoluções dos bichinhos e aproveito para perguntar o que ele fez naquele dia para evoluir como pessoa. Está sendo uma experiência muito boa essas conversas com ele.

Outra coisa que li a respeito do jogo é que ele estaria ajudando a movimentar o comércio, pois os locais que são “Pokostop” ou ginásios de batalhas ficam cheios de jogadores e os comerciantes estão aproveitando para vender mais. Isso eu pude comprovar. Meu filho foi ao shopping com os amigos e para poder ficar num desses lugares, que era um café, acabou pagando caro para tomar chocolate quente. Ele jamais faria isso se não fosse o jogo. Boa estratégia do dono do café...

Assim, mesmo os Pokemons sendo monstros (“pocket monsters” = monstros de bolso) não vejo o mal neles. Claro que o jogo pode se tornar um vício, e todo vício faz mal a pessoa. Tudo é uma questão de como usar, de ter equilíbrio e principalmente colocar limites. Aqui em casa esse jogo acabou estimulando o trabalho em equipe entre os irmãos, a disposição para andar a pé (o que era motivo de muita reclamação antes) e muitas conversas sobre a vida espiritual deles. Devidamente "batizado", o Pokemon Go pode ser um bom instrumento de evangelização das crianças e adolescentes, basta ser usado com discernimento e com sabedoria por parte dos pais.


photo credit: <a href="http://www.flickr.com/photos/10426830@N08/28413422996">Pokemon Gym at the peak of Zion Observation Point</a> via <a href="http://photopin.com">photopin</a> <a href="https://creativecommons.org/licenses/by/2.0/">(license)</a>

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

DIFERENTES E COMPLEMENTARES

Em nossa cultura, o entendimento correto da maternidade e da paternidade está mudando dramaticamente para pior. A forte influência do feminismo fez com que os homens, principalmente no papel de pais, fossem retratados como pessoas com boas intenções, mas que nunca fazem as coisas certas, com por exemplo no seriado dos Simpsons. Eles são retratados como incompetentes e que as mulheres estariam muito melhores sem eles.

E ao mesmo tempo, a vitalidade da maternidade foi diminuída. O foco da mulher mudou radicalmente do “servir” para o “ser servida”. A mídia retrata a mulher como uma espécie de diva que não tem nenhuma obrigação com os outros, apenas consigo mesma e que deve a qualquer custo buscar a sua felicidade.

Essa visão equivocada precisa ser contraposta dentro das nossas famílias. Precisamos mostrar aos nossos filhos e também à sociedade qual é o papel desejado por Deus para o homem e para a mulher e que ambos são diferentes, mas devem se complementar. Existe uma unidade entre os dois e os filhos precisam tanto da maternidade como da paternidade para desenvolverem sadiamente sua personalidade. As mães precisam da autoridade dos pais para apoiá-las; os pais precisam da intuição da mãe para equilibrar sua autoridade.

As crianças precisam ver que o pai enxerga uma situação de maneira diferente da mãe, mas os dois trabalham juntos para resolver qualquer questão dentro da família. Para constatarem isso na prática, é importante que os meninos façam atividades com suas mães e as meninas com seus pais. Mostrar em uma conversa como o homem reage diferente de uma mulher pode ser muito útil também, lembrando que tanto o ponto de vista masculino como o feminino são válidos. É importante não menosprezar as características do outro sexo.

Como educadores, os pais guiam seus filhos para aprender a usar tanto o intelecto como a intuição. A mente do homem que pensa, planeja e constrói, necessita do coração da mulher que percebe, responde e acolhe. É claro que isso não é uma regra absoluta, pois existem homens muito intuitivos e mulheres que planejam muito bem. É a mistura dos dois e a forma que complementam um ao outro que mais importa. Quando trabalhamos nossa complementariedade nossos filhos colhem benefícios imensuráveis.

Precisamos também demonstrar na frente de nossos filhos como nos amamos. Eles estão imersos numa cultura altamente sexualizada, então precisam ter exemplos sadios dentro de casa de como demonstrar carinho e afeto de uma maneira casta e pura. É vitalmente importante que nossos filhos nos vejam abraçando, de mãos dadas, dando um ao outro beijinhos inocentes, sentando lado a lado e curtindo realmente a presença um do outro. Isso mostra a eles que homem e mulher podem estar em um relacionamento amoroso sem necessidade de carícias sexuais, que é o que geralmente veem por aí.  

Além disso, ver os pais sendo carinhosos um com o outro faz com que se sintam amados e seguros. Quando as crianças sentem que seus pais realmente se preocupam um com o outro, eles se tornam mais seguros de si e são mais capazes de formar amizades sólidas e relacionamentos amorosos saudáveis no decorrer de suas vidas.

Para reflexão:
1. Como vocês, como família, podem promover respeito pela paternidade e maternidade?
2. Como casal, vocês se complementam um ao outro?
3. Vocês demonstram uma afeição casta na frente de seus filhos e com os seus filhos? Como podem melhorar isso?
4. Como vocês podem aumentar o espírito do trabalho em equipe em seu casamento?

photo credit: <a href="http://www.flickr.com/photos/72933117@N07/15418211523">Promise</a> via <a href="http://photopin.com">photopin</a> <a href="https://creativecommons.org/licenses/by/2.0/">(license)</a>

terça-feira, 12 de julho de 2016

FAMÍLIA NUMEROSA: LOUCURA OU SANTIDADE?


Minha avó Amábile disse que sempre sonhou ter 12 filhos. Ela teve 8, perdeu 2 e criou os 6 com muito amor. Depois vieram os genros e as noras, então ela dizia que completou o sonho de ter uma família numerosa.

E esse sonho não era só dela não: as mulheres de sua geração e de TODAS as gerações anteriores até o começo da humanidade sempre viram nos filhos um sinal de bênção e alegria. Uma família sem filhos experimentava uma enorme tristeza e sofrimento.

Apenas duas gerações depois da minha avó, essa sabedoria que estava enraizada no íntimo de todo ser humano praticamente desapareceu! Hoje os filhos são vistos como um “mal necessário”, como um fardo, como um poço sem fundo de despesas, como uma “doença” que precisa ser “evitada”.

Limitá-los a um mínimo (de preferência um, mas dois ainda é um número socialmente aceitável) é visto como a coisa “responsável” a se fazer. Afinal, quem tem muitos filhos é porque não tem TV em casa (!!) ou não sabe usar os milhares de contraceptivos que estão à disposição por aí.

São dois os grandes responsáveis por essa total mudança de mentalidade: as grandes fundações, como os Rockefeller e a Ford, e o feminismo. Pelos anos de 1950, essas fundações começaram a se preocupar com o crescimento populacional, concluindo que poderia haver falta de alimento, de espaço, se a população mundial continuasse crescendo. E se conseguissem diminuir a população, principalmente dos países subdesenvolvidos, evitariam muitas guerras. Para isso investiram muito dinheiro na pesquisa dos contraceptivos.

Porém, com o tempo, viram que não bastava inventar contraceptivos, pois as mulheres quando quisessem, paravam de usá-los e engravidavam. Então perceberam que precisavam mudar a mentalidade das mulheres, elas não deveriam mais QUERER ter filhos. Neste momento, o feminismo assumiu o papel de colocar na cabeça das mulheres que ser mãe era uma “escravidão” da qual precisavam se libertar. Falaram ainda que o marido era um “opressor”, que ser dona de casa e mãe era algo humilhante e que então, as mulheres precisavam se revoltar e abandonar essa visão machista do mundo.

Infelizmente eles conseguiram seu objetivo e estamos todos sofrendo suas consequências. Os países europeus e agora também os Estados Unidos estão enfrentando uma série crise demográfica: simplesmente não há mais crianças para levarem a sua cultura para frente. Os muçulmanos, que não foram contaminados por essa mentalidade ocidental, tem muitos filhos e em breve serão maioria absoluta na Europa, forçando uma mudança no estilo de vida daqueles povos.

Triste. Muito triste mesmo. E parece que ninguém está vendo isso. E o pior é que, quem está remando contra a corrente, quem está querendo mostrar ao mundo que ter muitos filhos é uma grande bênção, sofre perseguições de todos os lados, até dentro da própria família.

Todo mundo acha que tem o direito de opinar nas nossas escolhas. Quem tem uma família razoavelmente numerosa (3 ou 4 filhos) ouve todo o tipo de comentário, muitos até agressivos. Somos vistos como “aliens” e loucos, porém somos nós, as famílias que querem ter muitos filhos, que estamos tentando SALVAR O MUNDO e são os nossos filhos que irão ajudar a sustentar essas mesmas pessoas que nos criticam, quando elas ficarem idosas.

Quando estava na minha quarta gestação, tendo filhos de 5, 2 e 1 ano, olhavam para mim com espanto e diziam: “agora você vai laquear, né?” Eu respondia: “está maluco?? Eu vou me mutilar para não ter mais filhos, para não receber mais bênção??? Cirurgia serve para consertar algo que não funciona bem, para curar uma doença e não para estragar um órgão que está funcionando perfeitamente bem!!”  

Por isso este post é dedicado especialmente a você, pai e mãe de vários filhos: NÃO DESANIMEM! Não permitam que as críticas afetem as suas escolhas! São Paulo já dizia “a loucura de Deus é mais sábia que a sabedoria humana” (1Cor 1,25). Sim, somos loucos: loucos de amor por nossos filhos, pela nossa descendência e quanto mais filhos, mais amor!!

A felicidade verdadeira e duradoura só existe onde o amor superou o egoísmo. Pensar em si mesmo, procurar a própria felicidade, só causa solidão e angústia. Amar significa colocar o outro em primeiro lugar, fazer tudo pelo bem do outro. Só assim seremos verdadeiramente felizes. Desta forma, os filhos são a melhor forma de conseguirmos a felicidade, pois desde sua concepção, somos chamados a parar de pensar em nós mesmos e coloca-los em primeiro lugar, em nos sacrificarmos pelo bem deles. E eles nos levarão ao Céu!



quarta-feira, 6 de julho de 2016

RESOLUÇÃO DE CONFLITOS

Os conflitos dentro da família são inevitáveis, mas é importante saber que a forma que lidamos com os conflitos afetam o futuro ajuste emocional e comportamento de nossos filhos. Se para nós pais, é difícil e complicado ver dois filhos brigando, sem saber quem fez o quê e ver uma multidão de agressões e um colocando a culpa no outro, imaginem como é para nossos filhos verem seus pais brigando. Quando os pais brigam na frente dos filhos, eles ficam no meio do fogo cruzado, tentando entender quem tem culpa e quem não tem e como resolver o problema. Além disso, as crianças nem sempre conseguem perceber a gravidade da situação: o que pode ser um pequeno desentendimento para os pais, pode parecer o fim do casamento para os filhos. Isso pode fazer com que se sintam confusos e desamparados. Então, nossa primeira decisão deve ser nunca brigar na frente dos filhos.

Porém, não importa o quanto nos esforçamos, haverá tempos em que os conflitos aparecerão, de uma forma explícita ou implicitamente. Esses tempos são ótimas oportunidades para ensinar a nossos filhos (e a nós mesmos) a melhor maneira de resolver conflitos.

Seguem aqui algumas dicas de como podemos resolver os conflitos de uma maneira mais sadia:

1. Entender o problema: parece óbvio, mas muitas vezes a esposa fala “A” e o marido entende “B” e vice-versa. A conversa logo vira discussão e acabam os dois falando e nenhum dos dois escutando. Como quebrar esse círculo? Quando um falar uma coisa que o outro não concorde ou até se sinta ofendido, antes de responder, repita o que o outro falou, para ver se entendeu corretamente. É incrível o número de discussões que não existiriam utilizando essa simples técnica. Além disso faça perguntas antes de falar sua opinião. Por exemplo: “o que você está enxergando que eu não consigo ver?”; “fale pra mim porque isso é importante para você”; “o que significou para você quando eu fiz isso? Fale como você viu essa situação.” A ideia é se colocar no lugar do outro e tentar entender seu ponto de vista.

2. Interprete sempre que o outro não quer ofender. Se entrarmos numa discussão com a certeza de que o outro é uma pessoa que nos ama e que jamais deseja nos machucar, então o caminho para a resolução é muito mais curto. Santo Inácio de Loyola disse: “Deve ser pressuposto que todo bom cristão seja ansioso para colocar uma boa interpretação sobre uma declaração do seu próximo do que condená-la. Além disso, se não se pode interpretá-lo favoravelmente, deve-se perguntar o que o outro quis dizer com isso.” Devemos ter claro que jamais sabemos realmente a intenção do outro, apenas sabemos o impacto de suas ações em nós. Se o impacto foi negativo, não significa necessariamente que o outro quis ofender.

3. Peça desculpas sempre. Se tivemos a intenção de ofender, claro que devemos nos desculpar. Se não tivemos a intenção e mesmo assim o outro se sentiu ofendido, também pedimos desculpas. Se interpretamos mal o outro, também nos desculpamos. Enfim, a melhor forma de “quebrar o gelo” é pedir desculpas, sinceramente, sem falsidade.

4. Não deixe os problemas se acumularem. Uma das piores coisas que podemos fazer em nosso relacionamento é deixar os problemas se acumularem. Se não cuidarmos, logo viram uma bola de neve gigante, que pode até acabar com o casamento. A melhor coisa a se fazer é conversar logo que surge uma situação conflituosa. Uma forma de manter sempre em ordem é nos reunimos uma vez por semana, em dia e hora marcados, para conversarmos sobre o nosso relacionamento. Rezamos juntos e nos perdoamos, se houver necessidade.

5. Jamais ofender o outro. Isso deve ser uma regra de ouro. Quando der vontade de falar algo para machucar, morder a própria língua! A ofensa só afasta e torna as coisas mais difíceis.

6. Comece uma conversa difícil com um elogio. Todos nós temos aspectos positivos e negativos. Quando precisarmos conversar sobre algo que não gostamos do outro, uma maneira de deixa-lo mais receptivo ao que vamos falar é começar com um elogio. Destaque o que gosta no outro, o que te deixa feliz e só depois fale, de maneira calma e com amor, o que você acha que o outro precisa melhorar. Tenha em mente que a única pessoa que conseguimos mudar é nós mesmos. Então fale o que você acha que o outro precisa melhorar, mas saiba que isso só vai acontecer se o outro conseguir ver o problema e quiser mudar.

7. Separe a pessoa do problema. Isso significa que você deve se posicionar de uma forma que os dois vejam o problema juntos. O problema não está em você nem no outro. Por exemplo: você acha que seu marido está trabalhando demais e que a ausência dele está prejudicando a família. O problema então é o excesso de trabalho e não o seu marido. A abordagem seria mostrar para ele como você acha que o excesso de trabalho está atrapalhando a família, sem acusações, ou críticas a pessoa do seu marido. Dessa forma ambos podem tentar achar a melhor solução para a situação e ele não se sentirá ofendido ou ameaçado.

8. Separe “posições” de “interesses”. A “posição” é a forma que você decidiu sobre determinada coisa. No exemplo acima, sua posição seria: meu marido deve trabalhar menos. O “interesse” é o que motivou você a tomar uma posição. Neste caso, seu interesse seria o bem estar da sua família. O que acontece é que interesses dos dois lados normalmente são os mesmos, a diferença está nas posições, como cada um decide resolver a questão. No mesmo exemplo, o interesse do marido também é o bem estar da família, só que a posição que ele tomou é justamente trabalhar mais para aumentar esse bem estar familiar. Desta forma, numa discussão é fundamental dizer qual é o interesse de cada um, pois demonstra o que realmente é importante e até podemos ver que isso que é importante pode ser obtido de forma diferente da posição que inicialmente tomamos.

9. Gere o máximo de opções antes de tomar uma decisão. Depois de identificado o problema e os interesses de cada um sobre a situação, vocês devem falar o máximo de sugestões possíveis para o problema, antes de tomarem uma decisão. Continuando nosso exemplo, possíveis soluções seriam: comprometer-se a não trazer trabalho para casa nos fins de semana; a esposa ajudar o marido em parte do trabalho (p. ex. pagar as contas); o marido, mesmo chegando cansado, reservar um tempo para contar histórias para os filhos; etc. Depois, vejam o que é mais viável e tomem uma decisão a respeito do que deve ser feito. Lembrem-se que a decisão não precisa ser perfeita ou permanente, podem fazer uma experiência e ver como funciona.

10. Coloquem os problemas nas mãos de Deus. Em qualquer situação, devemos pedir a Deus que cuide de nossos problemas e que nos ajude a solucioná-los. Ele sabe qual é o melhor caminho para nós seguirmos, então devemos pedir sua ajuda, especialmente do Espírito Santo, para nos iluminar e tomarmos as decisões de acordo com a Sua vontade. Ele é o maior interessado em nossa felicidade e que nosso relacionamento se aprofunde e amadureça.

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