segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

AFINAL, O QUE AS MULHERES FAZEM MELHOR QUE OS HOMENS?




Um amigo meu fez essa pergunta no Facebook e gerou a maior polêmica, havendo todo tipo de resposta, variando desde “tudo” até “nada”. E evidenciou para mim uma triste realidade: grande parte das pessoas encara a questão do ser homem e ser mulher como uma competição, para mostrar qual dos sexos é melhor que o outro.

Essa luta entre homens e mulheres, para mostrar quem é “melhor”, começou nas últimas décadas, com o avanço do feminismo que, para tentar valorizar a mulher, acabou querendo igualar ao ser do homem, querendo fazer tudo o que o homem fazia, do jeito que o homem fazia. Essa atitude, em alguns aspectos, pode ter até “forçado” os homens a aceitarem que as mulheres poderiam fazer as mesmas coisas, porém, causou uma grande confusão no relacionamento entre os sexos.

Antes dessa revolução, cada um tinha o seu “reino”: a mulher era a rainha do lar, do cuidado com a casa e com os filhos, responsável por criar o ambiente de família. Já o homem era o rei do mundo exterior, do trabalho fora de casa, das conquistas materiais, responsável por prover o sustento material da família.

O grande problema foi que os homens, pelo fato de terem nas mãos o poder econômico, muitas vezes abusavam dele e se sentiam “donos” de suas esposas, não valorizando adequadamente o papel que elas tinham na dinâmica familiar. Algumas mulheres, na tentativa de provarem que tinham valor, começaram a querer mostrar que podiam também ser como os homens.

Aí que foi o grande erro: ao invés de provarem que a mulher deveria ser valorizada por aquilo que é, ou seja, um ser feminino, com características femininas e modo de fazer as coisas feminino, passaram a desvalorizar tudo o que era próprio do feminino, criando uma competição insana para ver quem era o melhor “homem”.

E agora, nós estamos nessa triste situação de que a mulher não sabe o que significa ser mulher e o homem não sabe o que significa ser homem, a família está desmoronando, a sensação de insegurança é gigantesca, os níveis de depressão são altíssimos e vivemos numa sociedade doente.

Para modificar isso, as mulheres precisam reconquistar o lugar que abandonaram e os valores femininos que elas mesmas desprezam. A mulher precisa se orgulhar de ser mulher, de saber que ela é a pessoa mais qualificada para cuidar e educar seus próprios filhos e de que seu valor não está em conquistar o mundo, mas em construir um lar saudável e acolhedor. E de que ter um homem que a sustente e a proteja é uma imensa prova de amor e não uma opressão.

E o homem, precisa assumir seu papel de provedor e de cuidador, de apoio. Não ter medo de agir como homem, sabendo que a mulher é sua colaboradora, porém não da parte material, mas é responsável pelo cuidado com maior tesouro que vocês possuem, os seus filhos.

É claro que a mulher pode trabalhar fora, principalmente se não tiver filhos pequenos. O problema não está no trabalho em si, mas na supervalorização do que é externo ao lar, em detrimento do trabalho dentro de casa. Porém, é necessário um cuidado para que é próprio do feminino seja valorizado também no ambiente de trabalho. Qualidades como a capacidade de criar um ambiente acolhedor, saber ouvir a opinião do outro, cuidar do mais fraco e debilitado, preocupar-se com os detalhes, devem ser cultivadas. Se a própria mulher não valoriza o que é feminino, ninguém mais vai valorizar. 


A mulher não faz nada melhor que o homem. O homem não faz nada melhor que a mulher. Cada um faz as coisas de maneira diferente, nem melhor, nem pior. Cada um tem suas características próprias, seu jeito de ser e fomos feitos para nos complementarmos, e não para competirmos!

photo credit: emden09 <a href="http://www.flickr.com/photos/93144534@N03/28780554393">Dom Aachen</a> via <a href="http://photopin.com">photopin</a> <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.0/">(license)</a>

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