Este blog tem por finalidade fornecer material para aprofundamento pessoal e espiritualidade familiar, ajudando as famílias a conviverem harmoniosamente e seus membros serem verdadeiramente felizes.
segunda-feira, 20 de dezembro de 2021
NASCEU PARA VÓS UM SALVADOR
segunda-feira, 6 de dezembro de 2021
A FORÇA LIBERTADORA DA ROTINA
Apesar de parecer contraditório, possuir uma rotina com
horários fixos para fazer as coisas efetivamente nos torna mais livres para
sermos quem fomos criados para ser.
A palavra “rotina” normalmente é associada a monotonia, a uma
repetição sem sentido, da qual todos querem se livrar. Porém, a rotina traz
ordem ao nosso dia e, de acordo com os neurocientistas, nosso cérebro é
condicionado a buscar sempre a ordem, pois ela permite que ele tenha
previsibilidade para executar tarefas. Isso traz tranquilidade, gera
serotonina que é um neurotransmissor responsável pela sensação de bem-estar.
O problema da desordem
Quando estamos em um ambiente desorganizado, nosso cérebro
tem duas opções: ou perdemos tempo para organizar primeiro para depois cumprir
nossa tarefa, por exemplo, estudar ou cozinhar ou precisaremos nos esforçar
muito mais para conseguir nos concentrarmos para realizar essa mesma tarefa no
meio da bagunça.
Isso acontece também com a nossa agenda. Se não temos
horários para cumprir nossos deveres, nosso cérebro está sempre em uma situação
de alerta, de não saber o que vai acontecer depois, causando muito mais cansaço,
esquecimentos e frustrações. Podemos verificar essa realidade facilmente na
vida das crianças: aquelas que vivem numa rotina bem estruturada, com horários
para tudo: acordar, brincar, comer, tomar banho, estudar, dormir, são crianças
muito mais calmas e tranquilas do que aquelas que não tem essa rotina fixa.
Liberdade para grandes realizações
A ordem remete ao belo, então quando vivemos de uma maneira
organizada, nossa mente fica mais aliviada e mais livre para sermos mais
criativos, para acharmos soluções para os problemas e principalmente realizar
nossos grandes objetivos da vida.
O primeiro passo rumo a essa liberdade é gastar um pouco do
tempo para pensar e estipular uma rotina. Uma sugestão é elaborar uma agenda
com períodos de 30 minutos e anotar o que você deve fazer naquele tempo
determinado. Comece com o horário para se levantar e siga preenchendo até o
horário estipulado para dormir. Claro que tarefas que exijam um tempo maior
para ser realizadas ocuparão mais de um espaço nessa agenda.
Você pode começar estipulando a rotina de 2ª a 6ª, deixando,
a princípio, os finais de semana mais livres. Porém, com o tempo, verá que é
importante também estabelecer alguma ordem para o fim de semana, mesmo que não
seja tão rígida como a da semana.
Depois, é importante se concentrar para realizar a tarefa
determinada no tempo estipulado. Como dizia S. Josemaria Escrivá: “faz o que
deves e estás onde fazes”. Ou seja, não adianta ter um horário estipulado
para preencher um relatório se nesse tempo estou pensando no que preciso
comprar no supermercado. Ou no tempo que estipulei para brincar com meus
filhos, ficar pensando na reunião que terei no dia seguinte. Na hora do trabalho,
eu trabalho. Na hora de fazer compras, eu organizo a lista e faço as compras. E
assim por diante.
Para aqueles que tem muita dificuldade com estabelecer e
cumprir uma rotina, uma dica é começar escolhendo um período do dia para
colocar na prática. Por exemplo, organizar primeiro o período da hora de
acordar até a hora do almoço. Pratique por um tempo essa rotina e quando
estiver mais seguro, organize também o período da tarde. E por fim, o período
da noite.
Uma vida bem vivida
Não é necessário muito tempo praticando a ordem na rotina
para colher seus frutos de tranquilidade e de sensação de liberdade. O tempo é
um dos maiores dons recebidos de Deus e empregá-lo bem, cumprindo fielmente o
nosso dever, aquilo que estabelecemos para fazer naquele determinado momento, nos
proporciona uma sensação maravilhosa de realização pessoal.
“Realiza o teu dever e ele te realizará”, nos diz D. Rafael Cifuentes. As
pessoas mais felizes são aquelas que sabem que estão cumprindo bem o seu dever
e por isso são mais fortes, conseguem resistir melhor aos imprevistos que a
vida lhes apresenta.
Nosso tempo é finito. Chegará um momento em que ele acabará e
deveremos prestar contas de nossa vida ao nosso Criador, por isso precisamos
cuidar muito bem do que fazemos com ele. E como somos um organismo integrado,
perceberemos que, cumprindo bem nossa rotina, outros aspectos da nossa vida
também melhorarão, teremos mais facilidade de lidar com nossos defeitos e
limitações, podendo, pouco a pouco, nos tornarmos pessoas mais virtuosas e
chegarmos ao fim da nossa vida com a tranquilidade do dever bem cumprido.
sexta-feira, 29 de outubro de 2021
VOCÊ ESTÁ QUEBRANDO PEDRA OU CONSTRUINDO UMA CATEDRAL?
A importância de saber o motivo de fazer as coisas
Ouvi uma história muito interessante sobre como um mesmo fato
pode gerar diferentes pontos de vista, dependendo da motivação de cada um.
Havia três homens que trabalhavam na construção de uma grande catedral. Aos
três foi feito a mesma pergunta: “o que você está fazendo?” O primeiro
respondeu: “estou quebrando pedra”; o segundo disse: “estou
sustentando a minha família” e o terceiro falou: “estou construindo uma
catedral!”
As três respostas estão absolutamente corretas, porém demonstram
como cada um desses homens enxerga as suas atitudes, o seu trabalho. A visão do
primeiro está focada no imediato, no que está fazendo naquele instante. Esse
tipo de atitude frente à vida leva a pessoa a ser muito inconstante, a ser
influenciada pelas circunstâncias, a simplesmente “reagir” aos acontecimentos e
não ter uma postura de ação, de fazer porque sabe o que está fazendo. Aquele
que enxerga só o momento, perde a noção do todo, da história; muitas vezes se
sente entediado e tende a buscar “sensações”, prazeres físicos, para se sentir
feliz.
A postura do segundo já mostra um pouco mais de sentido de
responsabilidade pelos outros, de saber que a sua atitude influencia na vida de
outras pessoas. Ele está quebrando pedra, porém com o objetivo de sustentar a
sua família. A visão é um pouco mais ampla, mas ainda falta enxergar o todo, a
beleza da existência humana, o motivo do próprio existir. Se a vida se limitar
a cumprir as obrigações para ter o próprio sustento, ela é muito pobre (mesmo
se cheia de dinheiro) e não preenche os anseios do coração humano.
O terceiro é aquele que entendeu realmente o profundo sentido
de sua existência. Ele sabe que sua ação aqui e agora, mesmo que sirva para
sustentar a sua família, vai ecoar por toda eternidade. As catedrais são
monumentos que duram séculos, então por mais monótono que seja aquele quebrar
pedra, ele é necessário para construir uma obra espetacular que estará de pé
por muitos e muitos anos depois que acabar a existência desse pequeno
construtor.
O verdadeiro sentido da nossa existência
Já disse o poeta: “ao brilhar de um relâmpago nascemos e
ainda brilha seu fulgor quando morremos, tão curto é o viver”. Por isso é
tão necessário entender o que estamos fazendo nesse mundo, saber que enquanto
estamos aqui, temos a oportunidade de preparar nossa vida futura, aquela que
nunca acabará, o destino eterno de nossa alma.
Pe. José Kentenich, fundador do Movimento Apostólico de
Schoenstatt, falava da sacralidade do momento, de que esse instante em
que estamos vivendo, jamais voltará, por isso precisamos vive-lo da melhor
forma possível. Ensinava ainda sobre o “fiel e fidelíssimo cumprimento do dever”
e de “fazer o ordinário de forma extraordinária”. Tudo isso para nos
mostrar como é importante cumprirmos de maneira excelente as nossas obrigações
de cada dia, pois as nossas atitudes aqui é que determinam a nossa qualidade de
vida, nossa realização como ser humano e também o futuro da nossa alma quando
encerrar nossa existência nesta terra.
Nosso Senhor Jesus Cristo passou 30 anos de sua vida no
ordinário de sua família, cumprindo seus deveres, para dar o exemplo de como devemos
agir no nosso cotidiano. Nesses anos todos Ele já estava realizando sua obra
redentora, santificando a vida familiar, mostrando a importância da família e o
valor redentor do trabalho bem feito.
A santificação da vida diária
Assim, a nossa santificação ocorre na nossa vida diária, que
deve ser um caminhar constante rumo ao Céu. Minha avó Amábile sempre dizia que
o bem que fazemos aqui, os gestos de amor, de doação, os pequenos e grandes sacrifícios,
são como “tijolos” que enviamos para a construção da nossa casa no Céu. Quanto
mais fizermos aqui, melhor será nossa morada na eternidade.
Para conseguirmos santificar o nosso dia, precisamos nos
conscientizar da presença de Deus ao nosso lado e para isso precisamos da ajuda
de nossa imaginação e de nossa memória. Sabe aquela paradinha que você dá para
olhar as mensagens do WhatsApp durante o dia? Aproveite esses momentos para
dizer “oi” pra Deus.
Essa saudação pode ser através de jaculatórias, que são “flechas”
de amor que mandamos para o Céu. São frases curtas e simples que demonstram
nossa vinculação ao mundo sobrenatural. Alguns exemplos: “Jesus, eu confio em
vós!”, “Nossa Senhora cuide de mim!”, “Jesus eu te amo e quero estar um dia
contigo no Céu!”, “Vem Espírito Santo!”, “Valei-me São José!” enfim, cada um
pode também criar a sua preferida ou pegar inspiração na vida dos santos e nas
jaculatórias que eles usavam.
Conforme vamos nos conscientizando dessa presença divina,
conseguimos cumprir melhor nossos deveres, lutar contra nossas imperfeições e
pouco a pouco enxergar o sentido da nossa existência, que não é apenas “quebrar
as pedras”, mas “construir uma catedral”. O santo é um monumento vivo que
demonstra toda a majestade divina, muito mais que uma catedral de pedras.
Então, a busca e a luta pela nossa santidade é a maior catedral que podemos
construir para Deus.
Photo by Pascal Bernardon on Unsplash
quarta-feira, 29 de setembro de 2021
COMO RECLAMAR E DESCULPAR-SE DE MANEIRA EFICAZ
Características da reclamação que funciona
Forma efetiva de reclamar
A reclamação efetiva exige desculpas úteis
quarta-feira, 8 de setembro de 2021
SERÁ QUE REALMENTE SOMOS LIVRES?
Photo by Pablo
Heimplatz on Unsplash
quarta-feira, 4 de agosto de 2021
A QUESTÃO DA AUTORIDADE E A FORMAÇÃO DA CONSCIÊNCIA
A palavra autoridade deriva do
latim auctoritas, que vem por sua vez de auctor, aquele que faz
crescer. Quem possui autoridade tem a missão de conduzir seus dirigidos para
que esses cresçam, amadureçam, sejam mais livres e aprendam, se for necessário,
a exercer a autoridade algum dia. A pessoa com autoridade também tem a missão
de proteger quem está sob os seus cuidados, tanto de eventuais ataques
externos, como de condutas da própria pessoa que possa causar algum dano a ela
própria ou aos outros.
Não é fácil exercer a autoridade
com essa visão, principalmente quando se é pai ou mãe e os filhos já estão
crescidos. Os pais precisam “treinar” desde cedo os filhos a fazerem boas
escolhas, sofrendo as consequências quando escolhem mal. Quando são crianças, o
exercício dessa autoridade é um pouco mais fácil, pois, mesmo que os filhos
“esperneiem” um pouco, no final, precisam acatar o que os pais decidem, afinal
eles são os adultos e responsáveis pela família.
A partir da adolescência a
questão fica um pouco mais complicada, porque não basta o filho obedecer, ele
precisa entender o porquê daquela determinada ordem. Se ele não entende a razão
de agir dessa ou daquela forma, assim que se tornar adulto ou quando achar que
os pais não vão descobrir, pode agir de forma totalmente diferente da que os
pais gostariam, ou entendem ser melhor.
Marge Fenelon, em seu livro
“Strenghtening your Family”, explica que, quando os filhos crescidos têm algum
tipo de dilema moral e são tentados a tomar decisões que os pais não concordam,
os pais tendem a dois extremos: ou simplesmente ignoram o que o filho quer
fazer ou partem para cima do filho tentando forçá-lo a seguir a linha de
pensamento deles. Nenhuma dessas opções são realmente efetivas. Ignorar pode
dar a falsa impressão de que a escolha que ele está fazendo é permissível e
forçar só vai fazê-lo correr para a direção oposta. Essas duas escolhas são uma
abdicação da responsabilidade como pais; o trabalho dos pais é educar os filhos
para que tenham uma consciência cristã bem formada. Isso leva tempo, paciência,
diligência e frequentemente algum “frio na barriga” e unhas roídas...
As consciências são desenvolvidas
e formadas pela autoridade. Uma boa autoridade é muito diferente de
autoritarismo, ela significa liderança. Como pais, devemos liderar os filhos
através de nosso próprio exemplo e direcionamento. É preciso conversar muito.
Falar de todos os assuntos polêmicos em casa. Entender a visão de cada filho e
mostrar onde podem estar pensando errado, onde estão sendo manipulados pela
cultura, pela mídia, pelos amigos. Sempre fazê-los refletir sobre o que estão
falando, o que estão acreditando e repetindo.
O Catecismo da Igreja Católica
fala sobre o papel dos pais na formação da consciência no parágrafo 1784: “A
formação da consciência é tarefa para toda a vida. Desde os primeiros anos, a
criança desperta para o conhecimento e para a prática da lei interior
reconhecida pela consciência moral. Uma educação prudente ensina a virtude:
preserva ou cura do medo, do egoísmo e do orgulho, dos ressentimentos da
culpabilidade e dos movimentos de complacência, nascidos da fraqueza e das
faltas humanas. A formação da consciência garante a liberdade e gera a paz
do coração.”
Importante ressaltar que, como
pais, precisamos estudar e entender a doutrina moral católica para poder viver
e transmitir esses valores aos filhos. Atualmente temos a imensa vantagem de
ter todo esse conhecimento a nosso alcance, graças a inúmeros bons livros e
tecnologia da internet. Existem vários blogs e sites católicos que oferecem uma
enorme gama de opções de cursos, palestras, vídeos para aprofundarmos no
conhecimento da nossa doutrina, então não podemos desperdiçar essas
oportunidades.
Por fim, para termos sucesso
nessa empreitada de exercer bem a autoridade e formar a consciência de nossos
filhos para que possam fazer escolhas condizentes com sua condição de cristão e
não simplesmente decidirem baseado no medo, na pressão dos outros ou no que
está na moda, precisamos pedir muito as luzes do Espírito Santo e o cuidado
maternal de Maria Santíssima. Peçamos a Nossa Senhora, como Mãe e Educadora,
que nos ajude a educarmos nossos filhos no caminho que os conduzirão ao Céu.
domingo, 27 de junho de 2021
A ROUPA QUE USO NA MISSA, INTERFERE NAS GRAÇAS RECEBIDAS?
Photo by Allen Taylor on Unsplash
Lembro quando era criança que nós tínhamos a “roupa de missa”, que era normalmente um vestido muito bonito que ficávamos esperando o domingo para poder usar. Essa roupa só era usada para ir à Santa Missa ou para algum outro evento muito importante. Com o passar do tempo esse costume foi se perdendo e na minha juventude, já frequentava a missa de jeans e camiseta.




