terça-feira, 7 de outubro de 2014

O GLORIOSO DOM DE SER PRESENTE

Li este post no blog www.catholic365.com e me encantei. Pedi autorização para a autora, Ann Frailey e estou compartilhando com vocês. Ela tem oito filhos e seu marido faleceu há pouco mais de seis meses de câncer.

Eu estou, neste momento, segurando uma menina agitada de cinco anos. Isto não propicia as melhores condições para escrever - mas eu suspeito que Deus tem um objetivo aqui. Eu acreditei por muito tempo que o melhor presente que posso dar a meus filhos é minha atenção concentrada. Agora, tendo disto isso, eu educo sete dos meus oito filhos em casa, e amenos que eu invente um método para dividir a mim mesma em pedaços de uma forma rotineira, atenção não dividida o tempo todo é uma meta não realista. Na verdade, é uma meta um tanto quanto não saudável. 

O que eu descobri ser muito saudável é estar presente no momento que meus filhos e eu efetivamente estamos interagindo. Sei que pode parecer incrivelmente óbvio, mas de fato, eu me peguei distraía por tantos eventos do dia, do mundo, dos trabalhos internos da minha mente, por pensamentos da próxima tarefa a ser feita, que mais frequente do que não, eu estou em qualquer lugar menos realmente presente para a pessoa na minha frente. Então eu tenho que treinar a mim mesma para forcar. Eu penso nisto como sendo um "treinamento para ser a guru do momento".

Algumas pessoas realmente pensam que porque eu estou em casa a maior parte do tempo, meus filhos também, nós naturalmente conhecemos um aos outros perfeitamente por mera osmose. Na verdade, não é assim. Você pode viver, trabalhar e estudar na mesma asa, até mesmo nos mesmos cômodos, e estar longe um do outro. É necessário um ato de vontade para perguntar o tipo certo de perguntas, de descobrir o que está na mente de nossos filhos. Por que não dizer simplesmente: "Então, como você está hoje, Johnny?" Bem, isso funciona como um começo. Mas geralmente Johnny irá responder: "Ah, tô bem". E vocês irão os dois em caminhos separados novamente. Eu descobri que é melhor ir direto aos detalhes. "P que você acha do livro  Admirável Mundo Novo que está lendo?" "Ouviu algo de interessante no noticiário?" "Você tem alguma boa ideia para histórias?" "Está se sentido um pouco cansado hoje?" "Tem alguma ideia criativa para o jantar?"

Para crianças mais novas, as perguntas são mais simples e eles te muito mais vontade de falar. Mas é imperativo realmente ouvir suas respostas, ou você irá terminar com adultos que também nunca ouvem. É verdade que nós comprometemos frequentemente nosso futuro. Se nós somos terríveis ouvintes para nossos filhos quando eles são jovens, nós devemos esperar que eles serão terríveis ouvintes para nós quando estivermos velhos. Prestar atenção e fazer perguntas, estar sinceramente interessado na resposta e fazer perguntas de continuação para clarificar o que você não entendeu, mostra interesse sincero em outro alguém, e em algo além de nosso próximo projeto.

Parece simples, não? Mas na vida real - são as coisas mais simples que definem como seremos lembrados. Quando meu marido morreu, ele não levou nada com ele. Tudo o que possuímos foi deixado para trás, até mesmo seu próprio corpo. Mas eu acredito que ele levou consigo suas memórias de sua família, nosso amor, nossos interesses e nossa presença. Geralmente vivemos como se estivéssemos empacotando nossos projetos para levar conosco para o outro mundo. Mas como eu vejo agora, a melhor coisa que devemos começar a empacotar é nossa presença para aqueles que ainda vivem conosco. 

Falando nisso, eu tenho uma menina de cinco anos que eu gostaria de levar para um passeio. Preciso ser presente por um tempo...

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