
O
modo de ser do homem e da mulher se diferenciam pela maior ou menor acentuação
de determinados valores que ambos possuem, mas que, via de regra, cada sexo
vive com uma intensidade diferente. Por isso mesmo, não há nenhum valor humano
que possamos catalogar como exclusivamente “masculino” ou “feminino”. Porém,
podemos afirmar que algum destes valores se dão “normalmente” com maior força
no homem ou na mulher[1].
Desta forma, cada ser humano possui características do ser masculino e do ser
feminino, porém em graus diversos. O homem possui mais características do ser
masculino e necessita ser complementado pela mulher, com suas características
predominantes do ser feminino e vice-versa.

Os defensores
desta sociedade de “gênero” se esquecem de que “a maioria dos comportamentos sociais que distinguem o homem da mulher
não foram inventados. Eles tem bases biopisicossocioantropológicas distintas
dentro de uma mesma espécie.”[2]
Não levam em consideração a origem e a finalidade destas diferenças, que
vem do próprio Criador: “E Deus criou o
homem à sua imagem; à imagem de Deus ele o criou; e os criou homem e mulher.” (Gn 1, 27)
Ademais,
dos 23 cromossomos que compõe o ser humano, 22 são idênticos entre homem e
mulher, sendo apenas um diferente: XX (para as mulheres) e XY (para os homens).
Porém, este único diferente que caracteriza o ser masculino e o ser feminino,
impregna todo o corpo, “do fio de cabelo até a ponta do dedo do pé”. Então,
esta diferenciação sexual é inerente ao ser humano, ao seu corpo e também ao
seu espírito, não podendo simplesmente ser considerada uma imposição cultural.
São
palavras do Papa Bento XVI: “Perante correntes culturais e políticas que procuram eliminar, ou pelo
menos ofuscar e confundir, as diferenças sexuais inscritas na natureza humana,
considerando-as uma construção cultural, é necessário recordar o projeto de
Deus, que criou o ser humano homem e mulher, com uma unidade e ao mesmo tempo
uma diferença originária e complementar. A natureza humana e a dimensão
cultural integram-se num processo amplo e complexo que constitui a formação da
própria identidade, onde ambas as dimensões, feminina e masculina, se
correspondem e completam”.[3]
Esta
verdadeira “crise dos sexos” é uma das fontes dos grandes problemas que são
enfrentados pela humanidade, como a violência, desigualdade social,
utilitarismo, consumismo, fuga de Deus...
Assim,
para haver uma sociedade sadia é preciso que cada ser humano assuma realmente o
seu papel como homem ou como mulher, de acordo com o que Deus previu para cada
um e se deixe complementar pelo outro, para se tornar uma pessoa plena e feliz.
Para
que isso seja possível, é necessário que o homem entenda como é o seu ser
masculino, quais são suas características positivas e negativas o aceite como
um verdadeiro presente e a mulher, da mesma forma, também saiba como funciona o
ser feminino, o que precisa ser aprimorado e como pode desenvolver todo o seu
potencial, reconhecendo como grande dádiva do Criador.

[1] Fe
y vida matrimonial, Cuadernos de Pastoral Familiar, No. 1, P. Hernán Alessandri
Morandé,pg. 36, Ed. Nueva Patris, Chile,
2009
[2]
“Quem ama, educa!” TIBA, Içami, pg. 32, Editora Gente, 100ª edição, São
Paulo/2002
[3] http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=251681,
citação de Bento XVI recebendo no dia 09.02.2008, no Vaticano, os participantes
no Colóquio “Mulher e homem – o humano na sua totalidade”, promovido pelo
Conselho Pontifício para os Leigos, nos 20 anos da Carta Apostólica “Mulieris
dignitatem”, de João Paulo II.
[4]
“Yo te elijo a ti, para siempre”, Material elaborado por casais monitores de
noivos, assessorados pelo Pe. Horacio Rivas R., Sch, revisado e aprovado pela
Vicaria para a Família do Arcebispado de Santiago, editora Nueva Patris, Pg.
28, Santiago/Chile, 2011. Tradução livre da autora.
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